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TJMT promove capacitação para ampliar grupos reflexivos de autores de violência doméstica

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Uma capacitação, voltada à formação de facilitadores para os grupos reflexivos de homens autores de violência doméstica, foi realizada na tarde desta quarta-feira (03 de agosto), no Fórum de Cuiabá. A iniciativa é promovida pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT).

O encontro contou com a participação de equipes técnicas do Judiciário e estudantes das universidades Fasipe, Unic e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

A abertura foi conduzida pela juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá. Ela ressaltou que os grupos reflexivos representam uma política de prevenção essencial. “A gente precisa tratar aquele homem que cometeu um ato de violência. Porque ele vai ter outros relacionamentos e precisamos que esses relacionamentos sejam saudáveis. Se ele não se cuidar, não fizer o tratamento, não consegue sair dessa condição de agressor”, afirmou.

A magistrada destacou ainda os resultados positivos. “Nós temos provas de que quem frequenta os grupos reflexivos de autores de violência apresenta uma reincidência muito pequena”, completou.

Atualmente, o TJMT, por meio da Cemulher, desenvolve programas reflexivos em 21 comarcas e mantém em funcionamento 72 redes de proteção à mulher vítima de violência em todo o estado.

Em Cuiabá, três grupos estão ativos, realizados no Fórum da Capital em encontros semanais, com duração de dois meses. Os participantes chegam encaminhados pela Vara de Violência Doméstica, geralmente por meio de medidas protetivas, e devem comparecer obrigatoriamente a todas as sessões para receber certificação.

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Com a parceria firmada com as universidades, a meta é ampliar a oferta. A assessora técnica multidisciplinar da Cemulher, Adriany Carvalho, explicou que a inclusão de professores e estudantes de psicologia e serviço social permitirá expandir os trabalhos.

“A intenção é que esses grupos sejam ampliados para atingir um número maior de autores de violência. Hoje, temos três grupos em funcionamento, mas com o apoio das universidades será possível abrir novas turmas e oferecer um acompanhamento mais próximo”, afirmou.

Quebra do ciclo de violência

A capacitação oferece aos participantes um primeiro contato com a prática dos grupos, abordando dinâmicas, sigilo dos relatos e metodologias de facilitação. “Os grupos precisam de ao menos dois facilitadores, e com o apoio dos estudantes, teremos condições de ampliar o alcance desse trabalho, garantindo que mais homens possam refletir e ressignificar suas atitudes”, acrescentou Adriany.

Para a professora doutora da UFMT, Irenilda Ângela dos Santos, a conscientização sobre atitudes machistas é uma das formas de interromper ciclos de violências. “Como a gente vive numa sociedade extremamente violenta e patriarcal, é fundamental que os homens entendam o papel da sua masculinidade e que não necessariamente precise ser uma situação de violência. Ele pode ser másculo, ser homem, sem necessariamente ser um perpetrador de violências”, ressaltou a professora.

A estudante de psicologia, Mariana Ferreira, está no 8º semestre do curso e ressalta a necessidade dessas discussões e capacitações no estado de Mato Grosso, em razão dos números de feminicídios registrados no estado.

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“É um programa de extrema importância para nós, estudantes, e principalmente para o estado de Mato Grosso, onde vem crescendo o índice de violência contra a mulher e feminicídio. A gente precisa entender melhor esse espaço de reflexão e de escuta para saber de onde vem esse machismo, de onde vem essa cultura de propriedade da mulher, por que o homem não aceita o fim do relacionamento e acaba partindo por outras questões mais agressivas”, explicou a estudante.

Recomendação do CNJ

A ação cumpre a Recomendação nº 124/2022 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que orienta os tribunais a instituírem programas de reflexão e sensibilização para autores de violência doméstica, e está alinhada à Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). Além disso, integra o Plano de Gestão 2025-2026 da Cemulher, que prevê o fortalecimento de serviços especializados e a expansão de equipes multidisciplinares exclusivas para as comarcas do estado.

“Não é ser conivente, mas ouvir. O grupo reflexivo é um espaço saudável e de sigilo, e nada do que é dito ali vai para o processo”, reforçou Adriany, ao lembrar que o objetivo central é a prevenção.

Com a ampliação dos grupos, o TJMT busca não apenas responsabilizar, mas também transformar, criando condições para a quebra do ciclo da violência doméstica em Mato Grosso.

Autor: Vitória Maria

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Junho Vermelho: Organizadores celebram sucesso de coleta de sangue no TJMT

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A coleta de sangue realizada no ambulatório do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) resultou em 91 atendimentos e 60 bolsas coletadas ao longo de dois dias de mobilização. A ação integra a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais (SNJE).

A atividade faz parte da campanha “Junho Vermelho – Juizados Especiais Mobilizando Vidas”, coordenada pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), em parceria com o MT Hemocentro e com apoio do Departamento de Saúde do TJMT.

De acordo com a diretora do Daje e idealizadora da iniciativa, Shusiene Tassinari Machado, o objetivo é incentivar a doação voluntária e contribuir para o abastecimento dos estoques de sangue no Estado. A mobilização segue até o dia 30 de maio de 2026 e propõe uma competição solidária entre unidades dos Juizados Especiais. O resultado será divulgado durante a III SNJE, prevista para ocorrer entre os dias 15 e 19 de junho.

Entre os participantes da ação nesta sexta-feira (24) estão magistrados recém-empossados. Participaram o juiz da 2ª Vara de São Félix do Araguaia, Raphael Alves Oldemburg, a juíza da 2ª Vara de Porto Alegre do Norte, Ana Carolina Pelicioni da Silva Volkers, o juiz da Vara Única de Novo São Joaquim, Danilo Marques Ribeiro Alves, o juiz da Vara Única de Tabaporã, Iron Silva Muniz, o juiz substituto da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis, Antonio Bertalia Neto, e a juíza da 1ª Vara de Juína, Ana Flávia Martins François.

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O juiz substituto de Novo São Joaquim, Danilo Marques Ribeiro Alves, destacou a importância da participação. “É a minha primeira experiência como doador de sangue participando de uma campanha do Poder Judiciário, e me sinto extremamente feliz por contribuir. Sabemos que a doação de sangue salva vidas, e é muito importante que nós, magistrados, também demos o exemplo e participemos dessa mobilização. A partir de agora, pretendo realizar doações de forma frequente.”

O juiz de São Félix do Araguaia, Raphael Alves Oldemburg, também reforçou o caráter coletivo da ação. “A doação de sangue é fundamental para a manutenção dos estoques e, em última análise, para salvar vidas. Essa é uma responsabilidade de toda a sociedade. Eu tenho um tipo sanguíneo raro, o que aumenta ainda mais minha responsabilidade, por isso faço doações de forma contínua.”

A estagiária da Primeira Câmara de Direito Privado do TJMT, Mariana Eduarda Barbosa, doou sangue pela primeira vez e avaliou a experiência como positiva. “Achei super tranquila. As profissionais foram muito atenciosas, tanto na triagem quanto na coleta. Em cerca de 15 minutos já havia finalizado todo o procedimento, sem dor ou desconforto. Além disso, foi muito prático realizar a doação no próprio ambiente de trabalho.”

A juíza auxiliar da CGJ, Anna Paula Gomes de Freitas Sansão também contribuiu com a campanha. “A vinda do pessoal do MT Hemocentro ao Tribunal facilitou muito. Fiz questão de realizar minha doação e contribuir com a campanha que salva vidas.”

Para a coleta de sangue no Tribunal de Justiça a equipe de profissionais do Ambulatório de Saúde teve papel fundamental, A Diretora do Departamento de Saúde, Neucimeire Alves de Oliveira, destaca a importância da ação para o reforço do estoque de sangue. “A participação de servidores e magistrados é de grande importância durante a Campanha Junho Vermelho, ao aderirem a campanha, eles contribuem diretamente para o aumento dos estoques de sangue, mas também nos ajudam como agentes de conscientização dentro e fora do ambiente institucional”.

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A campanha segue com novas datas de coleta:
12 de maio, das 13h às 17h, no Fórum de Cuiabá
13 de maio, das 13h às 17h, no Fórum de Várzea Grande
14 de maio, das 13h às 17h, no Complexo dos Juizados Especiais

Também é possível doar na sede do MT Hemocentro, em Cuiabá, localizada na Rua 13 de Junho, nº 1055, Centro Sul.

Para doar, é necessário apresentar documento oficial com foto, pesar no mínimo 50 quilos, estar bem alimentado, evitar alimentos gordurosos nas três horas anteriores, ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas e estar em boas condições de saúde.

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Autor: Larissa Klein

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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