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Visita ao TJMT amplia experiência prática de acadêmicos de Direito em Cuiabá

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Estudantes do 8º ao 10º semestre de Direito da Universidade de Cuiabá (Unic Campus Pantanal) puderam conhecer in loco o funcionamento do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Cinquenta alunos, guiados pelo coordenador do programa Nosso Judiciário, Neif Feguri, visitaram a Corte na tarde desta terça-feira (23 de setembro).

Os acadêmicos acompanharam a sessão da Segunda Câmara de Direito Público e Coletivo, presidida pelo desembargador Mário Kono. Na ocasião, o magistrado ressaltou a importância da iniciativa, destacando que esse é um momento em que os estudantes vivenciam o direito de forma prática.

“É sempre muito boa essa iniciativa de algumas universidades de trazer os alunos, pois oferece um pouco do conhecimento prático, não apenas aquela questão da teoria que vemos no livro ou ouvimos do professor”, pontuou Kono.

O desembargador também explicou como funcionam os julgamentos coletivos no Tribunal de Justiça e destacou a relevância dos diferentes pontos de vista dos julgadores.

“Verão aqui que, às vezes, existem divergências nas decisões, porque o Direito não é uma matéria exata. Há teses diferenciadas, avaliações de provas analisadas sob a ótica de cada julgador. Por isso, muitas vezes as decisões não são unânimes”, explicou.

O juiz auxiliar da vice-presidência, Antonio Veloso Peleja, recepcionou os estudantes no Espaço Memória e destacou a relevância da visita para a formação dos futuros operadores do Direito.

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“É necessário que os estudantes fomentem sonhos, mas também conheçam a realidade. Essas visitas traduzem essa realidade. Eles têm acesso ao prédio físico, a algumas sessões, audiências e ainda podem conversar com profissionais da área. Isso é muito importante”, ressaltou o magistrado.

O estudante do 9º semestre Gabriel Madalosso, de 22 anos, salientou que o contato com o Tribunal amplia a perspectiva dos alunos para além da sala de aula.

“A gente passa a ter contato com o que acontece de fato com o nosso Direito. Isso faz florescer o sentimento de querer trabalhar na área, seja na advocacia, seja um dia como aprovado em concurso. Esse contato muda a nossa perspectiva”, declarou o acadêmico.

Quem compartilha da mesma impressão é a acadêmica do 8º semestre Ana Beatriz Dias, também de 22 anos. Para ela, visitar o Tribunal faz o estudante “sair um pouco da parte teórica e se inspirar a crescer cada vez mais. Porque, estando em um lugar como esse, a gente se inspira em pessoas”.

A advogada e professora Laila Allemond, representante do Núcleo de Prática Jurídica da universidade, elogiou a iniciativa do TJMT, destacando a democratização do ensino.

“O Tribunal de Justiça vem fazendo um trabalho maravilhoso ao longo desses anos. Não é à toa que hoje é referência em democratização do ensino e no acesso ao Poder Judiciário como um todo, à medida que o acadêmico participa de todos os processos que ocorrem dentro do Judiciário”, reforçou a professora.

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Ao final da visita, os estudantes receberam o Glossário Jurídico, editado e publicado pelo TJMT. Trata-se de um guia, atualizado anualmente, criado para facilitar a compreensão dos termos do mundo jurídico e explicá-los de forma clara e acessível.

Como solicitar ou agendar uma visita

O Judiciário tem parceria com a Secretaria de Educação do Estado (Seduc), que indica quais unidades devem receber as palestras. Entretanto, representantes de estabelecimentos de ensino, públicos ou privados, também podem solicitar a visita.

O programa vai até as instituições, mas também recebe grupos na sede do Tribunal de Justiça, em Cuiabá. Na visita guiada, acadêmicos de Direito têm a oportunidade de acompanhar uma sessão de julgamento, conhecer as dependências do prédio e, ao final, participar de uma conversa descontraída com um magistrado no Espaço Memória. Todos recebem, ainda, o Glossário Jurídico editado e publicado pelo TJMT.

Para agendar uma visita ao Palácio da Justiça de Mato Grosso ou a instituições de ensino, basta telefonar para (65) 3617-3032 ou 3617-3516.

Autor: Vitória Maria

Fotografo: Álvaro Ricca

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Roda de conversa promove reflexão sobre racismo e comunicação institucional

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A comunicação institucional tem papel fundamental na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e respeitosa. Com esse propósito, o Comitê de Promoção da Equidade Racial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) promoveu, nesta terça-feira (16), uma roda de conversa sobre letramento racial voltada aos servidores, estagiários e colaboradores da Coordenadoria de Comunicação da instituição.

A atividade, realizada na Escola dos Servidores, teve como objetivo aperfeiçoar as práticas de comunicação institucional sob a perspectiva da equidade racial, contribuindo para a produção de conteúdos alinhados às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e às políticas de promoção da diversidade desenvolvidas pelo Judiciário mato-grossense.

Durante o encontro, a consultora do Comitê de Promoção da Equidade Racial, professora e doutora Silviane Ramos Lopes da Silva, destacou a importância estratégica da comunicação na consolidação das políticas de inclusão. “A comunicação é a coluna vertebral das instituições. Precisamos ter cada vez mais cuidado com as terminologias, as imagens, os enquadramentos e as mensagens que produzimos. Nosso objetivo é fortalecer uma comunicação eficiente, respeitosa e alinhada aos protocolos de equidade”, afirmou.

Segundo a especialista, o letramento racial permite identificar expressões e práticas naturalizadas ao longo do tempo que podem reproduzir preconceitos ou estereótipos, ainda que de forma involuntária. “Produção de conteúdo, rede social, qualquer manifestação da linguagem deve ser parceira desse enfrentamento antirracista. É importante utilizar uma linguagem acessível, cuidadosa e eliminar expressões que carregam sentidos discriminatórios ou que reforçam estigmas”, explicou.

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Comunicação como ferramenta de transformação

O coordenador da Comunicação do TJMT, Álvaro Marinho, ressaltou que o encontro representa uma oportunidade de reflexão e aprimoramento profissional para todos os integrantes da área. “Para quem trabalha com informação, linguagem e comunicação, este é um momento de extrema importância. Precisamos compreender nossa história, identificar práticas que ficaram enraizadas ao longo do tempo e aperfeiçoar a forma como nos comunicamos. Isso contribui para uma instituição mais consciente e inclusiva”, destacou.

A programação abordou temas como racismo estrutural, racismo recreativo, vieses inconscientes, comunicação antidiscriminatória, representatividade e a responsabilidade dos comunicadores na construção de narrativas mais inclusivas.

Formação permanente

De acordo com a consultora do Comitê de Promoção da Equidade Racial, professora Silviane Ramos, a iniciativa representa um avanço importante por aproximar o debate das rotinas específicas da área de comunicação. “Setorizar essa formação é um grande avanço. Estou muito satisfeita com a participação dos servidores e colaboradores. Tenho certeza que isso fará a diferença no dia a dia e fortalecerá o enfrentamento à discriminação, ao assédio e ao racismo por meio das ferramentas que a própria comunicação oferece”, avaliou.

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Para a diretora de Imprensa e Novas Mídias do TJMT, Cirlene Lopes, a roda de conversa proporcionou um momento de reflexão e aprendizado sobre expressões que muitas vezes são reproduzidas sem que as pessoas percebam sua origem ou impacto. “Foi uma reflexão extremamente importante. Tivemos a oportunidade de ouvir, tirar dúvidas e compreender questões que, muitas vezes, foram naturalizadas ao longo do tempo. A roda de conversa trouxe orientações não apenas para a produção dos textos, mas também para os relacionamentos e para a forma como nos comunicamos no dia a dia”, destacou.

A estagiária da Rádio TJ, Maria Eduarda Aquino, ressaltou a importância de incluir os estudantes nas discussões promovidas pela instituição. “É muito importante que os estagiários tenham a oportunidade de participar dessas formações, porque também fazemos parte do Poder Judiciário e da produção de conteúdo. Muitas vezes pensamos que entendemos o tema, mas a roda de conversa mostrou que o letramento racial vai além das palavras e está presente também em atitudes, olhares e comportamentos do cotidiano”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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