Tribunal de Justiça de MT

Pedro Sakamoto é condecorado com a Medalha do Mérito Judiciário Desembargador José de Mesquita

Publicado em

O desembargador Pedro Sakamoto foi condecorado, nessa quinta-feira (25 de outubro), com a Medalha do Mérito Judiciário Desembargador José de Mesquita. A honraria concedida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso ocorreu durante a última sessão do Pleno com a participação do desembargador, que irá se aposentar no próximo dia 1º de novembro.
 
“Tenho a honra de conceder esta honraria que é um símbolo de nossa profunda gratidão e reconhecimento do legado que Vossa Excelência que deixa ao Judiciário e à sociedade mato-grossense”, anunciou a presidente do TJMT, Clarice Claudino da Silva.
 
Para receber a medalha, o desembargador Pedro Sakamoto foi conduzido ao centro do Plenário, pelo decano Orlando Perri e o mais novo integrante da corte, Wesley Sanchez Lacerda.
 
Emocionado, o homenageado recordou de sua trajetória pessoal até ser nomeado desembargador pelo critério de merecimento, em 2011. Segundo o magistrado, sua carreira em Mato Grosso foi predeterminadas por Deus.
 
“Não existe nada que tenha acontecido por acaso. Já havia uma predefinição, um pré-caminho traçado pelo nosso Criador. É com muita gratidão que agradeço a todos que fizeram parte dessa jornada. A todos os meus colegas, um agradecimento especial por todos os ensinamentos e momentos compartilhados. Sinto uma profunda gratidão por ter a oportunidade de servir ao Poder Judiciário de Mato Grosso”.
 
O promotor de Justiça Deosdete Cruz Junior ressaltou a brilhante carreira do magistrado e lamentou que a idade máxima para o exercício da função na magistratura seja de 75 anos.
 
“Desde 2019, tenho a felicidade de atuar perante esta corte e pude conhecer com maior proximidade o seu trabalho, a sua dedicação. Quero também dizer que essa norma dos 75 anos, ela não é uma norma de mato-grossense, pois presenciamos aqui, com bastante frequência, desembargadores que alcançam seus 75 anos no auge da sua lucidez intelectual, com uma experiência acumulada e condições de continuar contribuindo em muito. Mas é assim que dispõe a nossa Constituição Federa”.
 
Colegas de magistratura, o desembargador José Zuquim Nogueira falou do agradável convívio que teve com o desembargador Pedro Sakamoto.
“Seus anos de serviços foram marcados por decisões sábias e justas, que refletiram não apenas seu conhecimento jurídico, mas também sua sensibilidade humana. Você não fez apenas história no tribunal, mas também deixou uma marca indelével nas vidas de tantas pessoas que tiveram a oportunidade de cruzar seu caminho. Desejo a você uma aposentadoria repleta de novas experiências, saúde e felicidade”, declarou o desembargador Zuquim.
 
Histórico – Nascido em Santa Cruz, São Paulo, e formado em Direito pela Universidade Braz Cubas, o desembargador Pedro Sakamoto construiu sua história em nossa terra, levando sempre consigo um compromisso inabalável com a justiça. Desde o dia 16 de dezembro de 1985, quando ingressou no Poder Judiciário de Mato Grosso como juiz substituto da Comarca de São Félix do Araguaia, o desembargador Sakamoto dedicou quase 40 anos à magistratura mato-grossense.
 
Sua atuação nas comarcas de Diamantino, Juína, Água Boa, Peixoto de Azevedo, Vila Rica, Várzea Grande e Cuiabá, e sua passagem pelo Tribunal Regional Eleitoral, são provas de sua dedicação incansável e do respeito conquistado ao longo de sua trajetória. Em 31 de agosto de 2011, ao ser promovido a desembargador, trouxe consigo um legado de decisões firmes, compassadas e justas, sempre priorizando a equidade e a verdade à frente da Segunda Câmara Criminal e, mais recentemente, como presidente da Quarta Câmara Criminal.
 
Além disso, sua contribuição como juiz membro da Corte Eleitoral e na Comissão de Organização Judiciária e Regimento Interno do TJMT é um testemunho de seu espírito colaborativo e de sua busca constante por um Judiciário melhor.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual.
Foto1: A imagem mostra quatro indivíduos em pé. Todos eles estão vestindo vestes escuras com detalhes em vermelho e azul. Ao fundo, há uma bandeira do Brasil e um emblema dourado em uma parede de madeira. Foto 2: A imagem mostra os magistrados Wesley, Pedro e Perri que estão em pé em uma sala com um tapete estampado vermelho e branco. Todos eles estão vestindo vestes pretas com detalhes em vermelho. A pessoa à esquerda está gesticulando com as duas mãos em direção aos outros dois indivíduos. A pessoa no meio está segurando um objeto com as duas mãos, enquanto a pessoa à direita está juntando as mãos.
 
Priscilla Silva/ Foto: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  CNJ reconhece regularidade do Núcleo de Atuação Estratégica do TJMT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Ações do TJMT ajudam população em situação de rua a reconstruir caminhos

Published

on

Dois homens sentados em uma mureta baixa diante de banner roxo com a frase "Atendimento Aqui" e "Acesso à Justiça para Pessoas em Situação de Rua". Um cachorro dorme na grama ao lado.“O combate à invisibilidade passa por reconhecer essas pessoas vulneráveis como sujeitos de direitos, não apenas como casos sociais”. A fala é do juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis, e retrata uma realidade enfrentada pela população em situação de rua em todo o país.
Em meio à correria das cidades, essas pessoas acabam passando despercebidas pela sociedade, mesmo que estejam em busca de dignidade. Em Mato Grosso, no entanto, esse cenário tem sido enfrentado com atuação ativa do Poder Judiciário.
Continuamente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) desenvolve ações para garantir que essas pessoas sejam vistas não apenas pelas vulnerabilidades, mas como cidadãos com direitos assegurados pela Constituição Federal.
Homem de óculos e camiseta branca com logo "Pop Rua Jud" dá entrevista. Um microfone da TV Justiça e um celular estão posicionados à frente dele para a gravação.A proposta do TJMT vai além do atendimento jurídico tradicional, construindo possibilidades de recomeço a partir da recuperação de documentos, acesso a serviços públicos e benefícios sociais, emprego e outras iniciativas de acolhimento. Para o juiz Wanderlei José dos Reis, levar o aparato da Justiça até essa população é fundamental para o enfrentamento dessas barreiras.
“O modelo tradicional de Justiça não alcança essas pessoas, por isso temos a Resolução CNJ n.º 425/2021, que estabeleceu mais uma política pública judiciária, instituindo que o Judiciário deve ser proativo. Ao caminharmos ao encontro delas, concretizamos o princípio do acesso universal à Justiça e densificamos o princípio da dignidade humana, ambos previstos na Constituição”, avalia o magistrado.
Wanderlei Reis, que é titular da 2ª Vara de Família e Sucessões de Rondonópolis e coordenador do PopRuaJud, explica ainda que, por meio de mutirões de cidadania e projetos itinerantes, o Judiciário leva atendimento até os locais onde essas pessoas estão. O objetivo é oferecer orientação, acolhimento e assegurar direitos básicos.
Mulher em guichê de atendimento conversa com homem sentado à sua frente. Entre eles, um computador mostra o sistema. O ambiente é amplo e sugere uma ação de serviços públicos.O magistrado relata que as demandas apresentadas são diversas. Há busca por documentos civis, atendimento de saúde, benefícios assistenciais, trabalhistas e até auxílio em questões familiares. Existem ainda casos envolvendo violência, discriminação e violação de direitos. Segundo Wanderlei Reis, o trabalho engajado do TJMT também cria uma relação de confiança entre a instituição e essa população.
“Nossas ações envolvem parcerias com órgãos de assistência social, Defensoria Pública e outras entidades que nos ajudam a proporcionar um atendimento diversificado, humanizado e simplificado. Dessa forma, conseguimos oferecer suporte completo, permitindo que essas pessoas encontrem caminhos para retomar a própria autonomia”, pontua o juiz coordenador.
*A expressão “casos sociais” costuma ser usada para tratar pessoas vulneráveis apenas como um problema assistencial, alguém que depende de ajuda ou caridade, sem enxergar sua individualidade, cidadania e direitos garantidos por lei.

Autor: Bruno Vicente

Leia Também:  Poder Judiciário de Mato Grosso

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA