POLÍTICA NACIONAL

Ponte sobre o Rio Camaquã terá nome de três gaúchos ligados à cultura local

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A Comissão de Infraestrutura (CI) aprovou nesta terça-feira (12) a proposta da Câmara dos Deputados que dá o nome de Nicanor Azambuja, João Dóglia e Diogo Madruga à ponte sobre o Rio Camaquã, que liga os municípios gaúchos de Bagé e Caçapava do Sul. O projeto foi relatado pela senadora Teresa Leitão (PT-PE) e, caso não haja recurso para votação em Plenário, segue para análise do presidente da República.

O Projeto de Lei 6.213/2023 homenageia João Dóglia e Nicanor Azambuja, também conhecido como Tio Nica, responsáveis pela realização de vários projetos em Bagé (RS), em setores como a integração de homens e mulheres do campo e da cidade, a preservação do meio ambiente e a assistência aos moradores da zona rural. Em 1972 eles participaram da criação da Semana Crioula Internacional de Bagé, evento cultural e esportivo para incentivar o turismo na cidade e integrar os centros de tradições gaúchas em uma única festa.

Já Diogo Madruga é um dos fundadores das Quarteadas Sociais, eventos que reuniam profissionais de diversas áreas, como saúde e assistência veterinária, para auxiliar gratuitamente produtores rurais. Realizado mensalmente durante onze anos desde 1981, o evento resultou em mais de três mil atendimentos à população rural em cerca de 120 edições.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Projeto reforça proteção a crianças vítimas de negligência parental

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O Projeto de Lei 1191/26, do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), obriga profissionais e agentes públicos a informar ao Ministério Público situações de negligência parental, como abandono afetivo ou omissão no dever de assistência moral ou material a crianças e adolescentes. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Pelo texto, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a obrigação alcança:

  • oficiais de registro civil;
  • servidores de cartórios;
  • dirigentes e funcionários de escolas públicas e privadas;
  • profissionais de saúde;
  • assistentes sociais; e
  • outros agentes públicos que, no exercício de suas funções, identifiquem situações de vulnerabilidade em razão da negligência dos responsáveis legais.

Atualmente, o ECA já prevê a comunicação de determinadas situações ao Conselho Tutelar, mas não lista categorias profissionais responsáveis por fazê-la.

Conforme o projeto, a comunicação ao Ministério Público deverá conter identificação do menor de idade, bem como descrição dos motivos que levaram o agente público a constatar a vulnerabilidade da criança.

Segundo Crivella, a iniciativa aprimora a aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente. “A medida não cria um outro regime jurídico, mas densifica e aperfeiçoa os instrumentos já existentes de proteção à infância”, afirma.

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Próximos passos
O Projeto de Lei 1191/26 será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Marcia Becker

Fonte: Câmara dos Deputados

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