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Chico Guarnieri visita as cidades Rio Branco e Salto do Céu, destruídas pelas chuvas

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Dia de limpar as casas, as ruas, e avaliar os danos causados pela água das chuvas. Essa foi a programação da população de Rio Branco e Salto do Céu na última quarta-feira (15), cidades que registraram fortes enchentes na terça-feira (14). As imagens repercutiram na mídia nacional. O deputado estadual Chico Guarnieri (PRD) esteve nos municípios para ver os estragos, visitar os prefeitos e a população. O parlamentar levará ao governador Mauro Mendes (União Brasil) as demandas colhidas ali.
“Moro há dois anos em Rio Branco e nunca vi uma chuva dessas. Ela chegou com tudo na madrugada de ontem, por volta das 5 horas da manhã. Nós perdemos todas as nossas coisas”, contou Alecia de Souza Silva, 42 anos, que estava em casa com o marido, os quatro filhos, sendo um bebê, e uma neta, que também é criança de colo.
Morador da Vila Maria, Reginaldo José de Lima, de 33 anos, acordou com a água invadindo a casa. Teve que sair às pressas com os filhos, de 6 e 11 anos. O entregador de material de construção há 45 dias passou por uma cirurgia no joelho e está andando com a ajuda de muletas e não conseguiu salvar nada. As principais perdas estimadas por Reginaldo são de eletrodomésticos.
“Hoje as pessoas estão limpando tudo, vendo o que ainda conseguem salvar. É desolador ver o nível que a água atingiu (diz o deputado indicando um muro que foi quase coberto). Essas famílias, as cidades precisão de ajuda para se reerguer, o que pudermos fazer para auxiliar nisso, nós faremos”, garantiu o deputado estadual Chico Guarnieri, o único parlamentar a ir até os locais atingidos pelas águas.
O prefeito Pabollo Victor Simon informou a Guarnieri que a prefeitura ainda está levantando o valor do prejuízo causado pela chuva, o resultado será apresentado em relatório. Contudo, destacou o gestor municipal que apesar da destruição, não houve vítimas fatais ou pessoas feridas. As perdas são materiais.
“Nós precisaremos muito do governo do Estado e toda a ajuda que puder vir para a reconstrução, somos um município pequeno, com baixa arrecadação, então é com esse apoio que contamos para darmos as respostas à população, auxiliar os nossos cidadãos”, disse Pabollo. O município de Rio Branco tem 5.100 habitantes, é o menor em extensão territorial.
Salto do Céu – Em Salto do Céu, parte de uma rua que ficava próxima ao Rio Branco foi destruída pelas águas, assim como as casas. Em uma delas, parte do muro da frente caiu e foi parar no fundo do imóvel que está tomado pelo barro. Nos cômodos, toda uma vida deixada para trás: roupas, calçados, móveis. A pessoa que morava ali saiu em disparada para se salvar e conseguiu.
Ruth Maria da Silva, de 52 anos, é comerciante na cidade e tinha uma lanchonete próximo ao rio. Há alguns dias mudou o comércio para o Centro, mas ainda tinha coisas no antigo local. Ao voltar para buscar o equipamento de trabalho, viu tudo molhado, tomado pela lama.
“Tirei umas coisas aqui, mas ainda não avaliei o tamanho do prejuízo. Olha só, tem ali um freezer para pegar. Veja só, tudo tomado pela água que chegou até aqui nos fundos do imóvel. É triste demais”, disse.
Em Salto do Céu, uma ponte sobre o Rio Branco foi levada pelas águas. O prefeito Mauto Teixeira pediu auxílio nessa demanda, para a reconstrução o quanto antes, para que a cidade não perca por muito tempo uma de suas vias de tráfego.
O deputado estadual Chico Guarnieri recolheu as demandas dos prefeitos e afirmou levará até o governador Mauro Mendes para que as soluções venham o quanto antes.
“Certamente o governador vai atender esses pedidos. A ação foi rápida, ele enviou a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros. A Polícia Militar também veio. Vimos aqui o cenário de destruição e trabalharemos pela reconstrução dos municípios”, reforçou Chico Guarnieri.

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Fonte: ALMT – MT

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Comissão de Saúde cobra do Governo que reveja demissões e desativação de unidades do Samu em Mato Grosso

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A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) pediu ao Governo do Estado que revise as demissões de servidores e a desativação de unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que impactaram os atendimentos especialmente na região da Baixada Cuiabana.

Realizada nesta quarta-feira (22), a discussão foi conduzida pelo presidente da Comissão, o deputado Dr. Eugênio (Republicanos), com a participação de representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES), profissionais do Samu, do Corpo de Bombeiros e demais envolvidos no tema. O objetivo foi debater os impactos resultantes da implantação do novo Sistema Estadual de Atendimento Pré-hospitalar e ouvir as demandas da categoria.

De acordo com os servidores do Samu, as alterações na gestão dos atendimentos pré-hospitalares vêm impactando diretamente a operação do serviço. Entre outubro de 2025 e março de 2026, cinco unidades do Samu foram desativadas na Baixada Cuiabana, além do desligamento de 56 profissionais do quadro operacional, medidas que, segundo a categoria, comprometem a capacidade de resposta do atendimento.

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A enfermeira do Samu, Patrícia Ferreira, relatou dificuldades no funcionamento das equipes diante do cenário atual.

“Em razão dos desligamentos, não conseguimos manter o funcionamento ininterrupto de todas as ambulâncias, sejam de suporte básico, avançado ou motolâncias”, afirmou.

Segundo os profissionais, o enfraquecimento do Samu ocorre paralelamente ao fortalecimento da atuação do Corpo de Bombeiros Militar nos atendimentos de urgência. Para a categoria, no entanto, as instituições devem atuar de forma complementar.

“Nós queremos mais ambulâncias do Bombeiro, mas também queremos garantir 100% do funcionamento das equipes do Samu”, completou a enfermeira.

Durante a reunião, o Governo do Estado apresentou o novo modelo de atendimento pré-hospitalar, que propõe a integração entre Samu e Corpo de Bombeiros. O secretário de Estado de Saúde, Juliano Silva Melo, destacou que a iniciativa está ampliando a cobertura e otimizando os serviços, com aumento de 64 equipes ativas, em 2025, para 89, em 2026, além da redução no tempo de resposta.

“A gente quer ampliar a cobertura, integrar o atendimento, conectando o Samu e o Corpo de Bombeiro em um sistema único de regulação médica da SES, reduzir o tempo de resposta, qualificar a assistência, otimizar recursos e salvar vidas”, afirmou.

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O secretário também negou qualquer possibilidade de encerramento das atividades do Samu no estado.

Ao longo da reunião, o presidente da Comissão de Saúde, Dr. Eugênio, ressaltou a importância de que eventuais mudanças sejam conduzidas com diálogo e garantia de qualidade no atendimento à população.

“A Comissão está atenta a esse processo. Defendemos a integração dos serviços, mas é fundamental assegurar que não haja prejuízo ao funcionamento do Samu e ao atendimento prestado à população”, destacou.

Como encaminhamento, a Comissão de Saúde solicitou formalmente ao Governo do Estado a revisão do desligamento dos 56 servidores e da desativação das cinco unidades. O colegiado também deliberou pela realização de uma nova reunião na próxima semana, com a participação de representantes do Ministério da Saúde, ampliando o debate sobre o tema.

Fonte: ALMT – MT

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