O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) realizou, de 2019 a 2024, a descontaminação e reciclagem de 56.658 veículos que estavam nos pátios de 61 Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans), 33 agências municipais no interior do Estado e pátios de delegacias da Polícia Judiciária Civil.
O presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos, ressalta que a ação é um trabalho contínuo realizado desde o início da atual gestão para manter os pátios sempre organizados e dar a destinação correta aos materiais poluentes, preservando a saúde pública e o meio ambiente.
O processo de limpeza começa com a separação, descontaminação, prensagem, pesagem e reciclagem das sucatas e veículos inservíveis, relatou o gerente de Leilão do Detran-MT, Lupércio de Lima Soares.
Todos os veículos que passaram pela reciclagem foram removidos, recolhidos ou apreendidos pelos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito e não possuíam mais condições de transitar pelas vias públicas.
“São carros e motocicletas que estavam parados nos pátios das Ciretrans das agências municipais e que não foram reivindicados pelos proprietários no prazo de um ano, conforme estabelece o Código de Trânsito Brasileiro”, explicou Lupércio.
Antes do processo de descontaminação e reciclagem, os proprietários dos veículos sempre são notificados pelo Detran-MT via edital que é publicado no Diário Oficial do Estado. Porém, muitas vezes, não providenciam a regularização e a retirada do veículo antes do prazo de 12 meses.
Para realizar a descontaminação dos veículos, é retirada a bateria, óleo, combustível e pneus, dando à empresa responsável a destinação exigida para cada material. Só então é feita a compactação, pesagem e envio do material para reciclagem.
Após o processo de reciclagem, o Detran-MT realiza a baixa definitiva do cadastro do veículo, para evitar novos débitos destes veículos nos anos seguintes.
Limpa pátio
Além da ação contínua de reciclagem dos veículos inservíveis, o Detran-MT também realizou, na atual gestão, seis leilões de 4.694 motocicletas, automóveis, caminhonetes e ciclomotores, limpando os pátios da sede do Detran, em Cuiabá, das unidades da autarquia no interior do Estado bem como os pátios das agências municipais e das delegacias da Polícia Judiciária Civil.
O lançamento oficial para a imprensa da FIT Pantanal 2026, maior feira de turismo do Centro-Oeste e Norte do Brasil, realizado na noite desta segunda-feira (4.5), no Sesc Arsenal, em Cuiabá, apresentou um evento maior, mais estruturado e com ambição clara de consolidar o Estado como destino competitivo no cenário nacional e internacional do turismo. O evento conta com o apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Marcada para os dias 3 a 7 de junho, no Centro de Eventos do Pantanal, a feira chega a mais uma edição em expansão. Em 2023, foram 45 mil visitantes, depois saltou para 65 mil em 2024 e 70 mil em 2025. Agora, a meta é ultrapassar a marca de 100 mil pessoas, ampliando não só o público, mas também o volume de negócios gerados.
Mais do que uma feira de exposição, a FIT se posiciona como uma plataforma de negócios. Em 2025, o evento movimentou cerca de R$ 35 milhões em negociações e gerou impacto direto em diferentes cadeias, como agricultura familiar, artesanato e gastronomia, setores que, juntos, somaram mais de R$ 1,5 milhão em vendas dentro do evento.
Esse crescimento tem sido sustentado por uma estratégia de ampliação da feira, com mais municípios participantes, maior diversidade de produtos turísticos e fortalecimento da conexão entre quem vende e quem compra turismo.
“A FIT Pantanal vem crescendo a cada edição e, hoje, já se consolidou como o principal evento de turismo do Centro-Oeste e Norte do Brasil. Agora, o desafio é ampliar ainda mais, com mais municípios, mais experiências e um público maior. Este ano, mais de 80 municípios do Estado devem participar da feira”, afirmou o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau Júnior.
O evento também reforça uma mudança importante no discurso institucional. O turismo deixou de ser tratado apenas como potencial e passou a ser encarado como produto econômico estruturado. A cadeia envolve desde hotéis e restaurantes até pequenos produtores, artesãos e operadores turísticos.
“Quando falamos de turismo, estamos falando de experiências, de sonhos, mas também de oportunidades econômicas para várias áreas. É uma atividade que conecta cultura, gastronomia e negócios e que precisa ser tratada com estratégia”, destacou a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman.
A edição 2026 terá uma programação mais robusta, com conteúdo técnico, palestras e seminários voltados aos empresários e trabalhadores do setor, incluindo discussões sobre os impactos da reforma tributária no setor. Ao mesmo tempo, mantém o caráter aberto ao público, com experiências culturais e gastronômicas.
A diversidade de Mato Grosso também será um dos principais ativos explorados. A proposta é concentrar, em um único espaço, destinos que vão do Pantanal ao Araguaia, passando pela Amazônia e pelo Cerrado, criando uma vitrine integrada do Estado.
“A FIT reúne tudo o que Mato Grosso tem de mais competitivo. É uma oportunidade de apresentar e comercializar esses destinos para turistas do próprio estado, do Brasil e também do exterior”, afirmou o secretário adjunto de Turismo, Luís Carlos Nigro.
Outro eixo central da feira é a geração de negócios. Para isso, o Sebrae aposta em rodadas comerciais nacionais e estaduais, além da estruturação de novos produtos turísticos para ampliar a presença de Mato Grosso no mercado.
“O turismo é uma cadeia formada majoritariamente por pequenos negócios. Nosso trabalho é estruturar esses produtos e conectar os empresários aos mercados, e a FIT é o principal ambiente para isso acontecer”, explicou a assessora da Diretoria Técnica do Sebrae-MT, Marisbeth Gonçalves.
Entre as novidades desta edição, está o lançamento de novos roteiros, como a Rota dos Primatas, além da ampliação das rodadas de negócios e da participação de operadores de diferentes regiões do país.
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