POLÍTICA NACIONAL

Teresa: planos nacionais de educação e cultura são prioridades da CE

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O Plano Nacional de Educação (PNE) e o Plano Nacional de Cultura (PNC) estão entre as prioridades da Comissão de Educação e Cultura (CE) para o biênio 2025-2026. Foi o que afirmou a senadora Teresa Leitão (PT-PE), presidente da CE recém-eleita, em entrevista à TV Senado na quarta-feira (19).

Plano Nacional de Educação

O PNE determina diretrizes, metas e estratégias para a política educacional no país e baliza os estados e municípios na construção de seus respectivos planos subnacionais. Cada PNE tem vigência prevista de 10 anos. O plano atual deveria ter sido encerrado em 2024, mas como o novo PNE não foi aprovado até 2023, seu prazo foi estendido até o final deste ano.

— A Comissão de Educação e Cultura tem uma tarefa central em 2025, que é a aprovação do PNE. É uma política estrutural da educação, então é importante que seja também uma discussão federativa. É talvez o foco principal deste biênio, assim como o PNC, que saiu da Conferência Nacional de Cultura — disse Teresa.

O projeto de lei com o novo Plano Nacional de Educação (PL 2.614/2024), previsto para durar até 2034, foi apresentado pelo governo federal em julho. Atualmente o texto está em tramitação na Câmara dos Deputados, e depois seguirá para análise no Senado.

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Esse projeto contém 10 diretrizes, 18 objetivos, 58 metas e 253 estratégias, que se referem às áreas de educação infantil, alfabetização, ensinos fundamental e médio, educação integral, diversidade e inclusão, educação profissional e tecnológica, educação superior, estrutura e funcionamento da educação básica.

Teresa Leitão apresentou um requerimento, que será votado na CE, para a realização de 12 debates sobre o projeto do novo PNE.

Plano Nacional de Cultura

O PNC está ainda mais defasado: a lei mais recente com esse plano é de 2010 e deixou de vigorar no final do ano passado, após ter sido prorrogada por dois anos em 2022. E e o governo federal ainda não apresentou uma nova proposta ao Congresso Nacional.

O Plano Nacional de Cultura encerrado no ano passado reunia 14 diretrizes, 36 estratégias, 274 ações e 53 metas relativas a diversos setores da cadeia cultural e da economia criativa. Entre seus objetivos estavam o fomento à geração de empregos formais no setor, o aumento anual do número de lançamentos de filmes brasileiros em salas de cinema e a qualificação de pessoal da área.

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Tecnologia na educação

Teresa Leitão também apontou os desafios do uso de novas tecnologias no ambiente educacional. Ela elogiou a lei que restringe celulares nas escolas de educação básica de todo o país, mas reconheceu que não “se deve desprezar a utilização pedagógica desses equipamentos”.

— Nós estamos em uma era digital. Então, qual é o lugar desses equipamentos na educação? Como é que eles podem ser utilizados de maneira assertiva, de maneira produtiva? E [também há] a questão da inteligência artificial, que aflige a todos nós, não por ela em si, mas pela maneira como ela precisa ser utilizada.

Além disso, a senadora mencionou outros temas de interesse para a Comissão de Educação:

  • o Programa Pé-de-Meia;
  • políticas de alfabetização, com foco na primeira infância;
  • o acompanhamento da implementação de leis aprovadas no ano passado sobre o ensino médio;
  • a ampliação de escolas de tempo integral;
  • a ampliação de recursos para o ensino superior.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais; texto pode ir ao Senado

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que fixa o piso salarial do assistente social em R$ 5,5 mil para carga de trabalho de 30 horas semanais. O valor será reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada a versão da Comissão de Trabalho para o Projeto de Lei 1827/19, do deputado Célio Studart (PSD-CE), e apensados. O texto original previa um piso de R$ 4,2 mil.

Justificativa
“Os assistentes sociais desempenham funções essenciais na análise, elaboração e execução de políticas e projetos que viabilizam direitos e o acesso da população a políticas públicas”, disse Célio Studart na justificativa que acompanha a proposta.

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Hoje, são cerca de 242 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). “É o segundo país no mundo em número de assistentes sociais, mas ainda não existe um piso salarial”, disse o autor da proposta.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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