POLÍTICA NACIONAL

Izalci Lucas acusa STF de ‘perseguição’ a Jair Bolsonaro

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Em discurso no Plenário do Senado nesta quarta-feira (26), o senador Izalci Lucas (PL-DF) condenou decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de acatar denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Para o parlamentar, o processo representa uma injustiça e configura perseguição política por parte de instituições do Estado e setores da imprensa.

— O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro é um dos maiores absurdos jurídicos da história do Brasil. É uma farsa que é chocante aos olhos e aos ouvidos. É pura perseguição política. É ódio travestido de respeito aos ritos e à Constituição Federal — afirmou o senador.

Izalci destacou que Bolsonaro tem sido alvo de ataques em diversas esferas, incluindo sua vida pessoal, e criticou a atuação do Poder Judiciário em casos recentes. Segundo ele, a população já demonstra insatisfação com o cenário político atual, refletido em índices de popularidade do governo e de confiança no STF.

O senador também questionou a condução de investigações e prisões relacionadas a manifestações políticas e afirmou que há um clima de medo e intimidação no país. Ele fez um apelo por justiça e equilíbrio institucional, alertando para as consequências das decisões tomadas pelas autoridades.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Lei amplia proteção a doméstica resgatada de trabalho análogo à escravidão 

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, com um veto, a lei que amplia a proteção a trabalhadoras domésticas resgatadas de condições análogas à escravidão. A norma garante prioridade no acesso ao Bolsa Família, amplia de três para seis parcelas o seguro-desemprego, cria medidas protetivas e prevê programas de reinserção no mercado de trabalho para as vítimas.

Publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2) como a Lei 15.455/26, a norma tem origem no PL 5760/23, de autoria do deputado Reimont (PT-RJ), aprovado pela Câmara em dezembro de 2024, e pelo Senado no início de junho. O texto também endurece as penas para crimes praticados contra trabalhadores domésticos e altera regras de fiscalização do trabalho na categoria.

A lei permite que juízes adotem medidas protetivas semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha, como:

  • afastamento do agressor do domicílio ou do local de trabalho;
  • proibição de contato com a vítima e seus familiares;
  • encaminhamento da trabalhadora à rede de assistência social e psicossocial;
  • e acolhimento emergencial da vítima e sua inclusão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
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A norma ainda aumenta a pena para lesão corporal praticada contra trabalhador doméstico e permite que a fiscalização do trabalho seja realizada mediante autorização do próprio empregado quando ele residir no local da prestação do serviço.

Segundo dados citados pelo relator do texto no Senado, o senador Paulo Paim, o Brasil registrou 2.772 resgates de pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão em 2025, alta de 26,8% em relação aos 2.186 casos registrados em 2024, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Veto
O presidente vetou o dispositivo que atribuía ao Poder Judiciário a determinação da inclusão da vítima entre os beneficiários do seguro-desemprego. Na mensagem de veto, o governo argumenta que a exigência criaria uma etapa adicional para acesso ao benefício e poderia atrasar o pagamento. O Congresso Nacional ainda poderá analisar o veto.

Como denunciar
Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados por meio do Sistema Ipê, canal oficial do governo federal disponível na internet. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

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Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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