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Site da ALMT lança ferramenta “Plenário no Ar” para ampliar transparência e acesso à informação

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio da Secretaria de Comunicação (Secom), implantou uma nova ferramenta para ampliar a transparência e facilitar o acesso da população e da imprensa às informações sobre as atividades parlamentares. Trata-se do “Plenário no Ar”, que já está em funcionamento no site oficial da Casa – www.al.mt.gov.br – todas às quartas-feiras, durante as sessões ordinárias.

A plataforma permite que qualquer cidadão acompanhe em tempo real o que está sendo discutido e votado no plenário, no momento em que está ocorrendo a sessão (ao vivo), além de oferecer informações dinâmicas e atualizadas sobre as sessões. A iniciativa busca aproximar ainda mais a sociedade das decisões que impactam diretamente o estado.

O servidor e jornalista da ALMT, Marcos Lemos, é um dos responsáveis pela operação da ferramenta e destaca que o objetivo é oferecer agilidade e transparência.

“A ideia é estar sempre um passo à frente para atender a imprensa e oferecer à sociedade informações claras sobre o que a Assembleia faz. Quanto mais rápido e eficiente for o acesso, mais fácil é para a população se informar sobre o trabalho dos deputados e entender como as ações da Casa impactam o estado”, afirma Lemos.

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Ele explica que, mesmo em fase de desenvolvimento, a ferramenta já tem mostrado sua importância. “Recebi ligações durante a sessão de profissionais de imprensa querendo confirmar, por exemplo, se determinado projeto já havia sido votado. A questão do projeto que proibia os mercadinhos foi uma dessas situações. Isso mostra que a ferramenta cumpre seu papel de facilitar o acesso à informação e já desperta interesse, inclusive, para que possamos evoluí-la, como criar um banco de dados com os registros das sessões”, ressalta.

A proposta, segundo ele, é que futuramente o “Plenário no Ar” seja integrado diretamente à transmissão da TV Assembleia (TVAL canal 30.1 e 9.2), oferecendo uma experiência similar às grandes emissoras, com informações em tempo real aparecendo na tela enquanto os parlamentares falam.

O Supervisor Executivo de Imprensa, José Marques, destaca que a implantação do sistema é uma demanda do presidente da ALMT, Max Russi (PSB).

“Essa ideia surgiu de uma conversa com a redação e já era um desejo antigo da Assembleia. Agora, com a nova gestão, no comando do secretário de Comunicação, Henrique Santos, colocamos em prática. Queremos uma comunicação mais participativa, com mais instrumentos para que o cidadão acompanhe e opine sobre as decisões”, afirma.

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Ele lembra que a ALMT já conta com outras ferramentas de comunicação além do site, como a Rádio Assembleia, as redes sociais e a a TV Assembleia, que alcança 45 municípios e conta com intérprete de Libras nas transmissões.

“O ‘Plenário no ar’ vem para complementar isso. As pessoas, às vezes, perdem detalhes da sessão e precisam voltar no vídeo do YouTube. Agora, essas informações estarão descritas, em tempo real, facilitando tanto para a população, quanto para os profissionais da imprensa. A nossa ideia é aperfeiçoar cada vez mais esse serviço”, reforça.

Segundo Marques, desde que foi disponibilizada, a ferramenta já vem sendo elogiada por veículos de comunicação e cidadãos que acompanham a atuação parlamentar.

Fonte: ALMT – MT

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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

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A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.

A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.

Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.

Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.

“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.

De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.

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Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.

O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.

Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.

A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.

“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.

Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.

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“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.

O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.

“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.

A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.

Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.

A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.

Fonte: ALMT – MT

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