POLÍTICA NACIONAL

Parlamentares do BRICS defendem integração econômica para desenvolvimento sustentável

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Representantes de comissões de Relações Exteriores dos países do BRICS destacaram a integração econômica como fator essencial para o desenvolvimento. A avaliação foi feita durante o 11º Fórum Parlamentar do bloco, realizado em Brasília, de hoje (3) a 5 de junho.

Em 2023, o BRICS respondeu por 33% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, totalizando, aproximadamente, 60 trilhões de dólares, segundo o Ministério das Relações Exteriores. O bloco atualmente é formado por 11 países – Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã.

Para o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, deputado Filipe Barros (PL-PR), defendeu a transferência de tecnologia como forma de impulsionar a produtividade e gerar valor agregado. “É essencial ter intercâmbio de pesquisadores e compartilhamento de projetos científicos e experiências”, disse.

Barros ressaltou que o fluxo de investimento direto estrangeiro equivale a apenas 5% do total de investimentos entre os países do BRICS. Ou seja, para ele, há espaço para crescimento e integração mais profunda.

Transição verde
Husein Fadhulloh, representante do parlamento indonésio, afirmou que o investimento em infraestrutura sustentável, em energia limpa e em indústrias ecologicamente corretas é a espinha dorsal financeira para a transição verde. “Não necessariamente todos os países dispõe de recursos ou capacidade para adquirir essa tecnologia”, afirmou. Para ele, o BRICS pode ser uma oportunidade para se financiar a infraestrutura dos países membros.

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Para o presidente da Comissão da Indústria da Câmara do Egito, Mohamed El Sallab, o desenvolvimento sustentável é um dos maiores desafios críticos e uma das maiores oportunidades da era moderna. “Por ele, o mundo busca o equilíbrio entre o crescimento econômico, preservação ambiental e melhoria na qualidade de vida. O investimento é a pedra angular para o desenvolvimento sustentável”, disse.

O membro do parlamento da Índia Vivek Thakur afirmou que a transferência de tecnologia é essencial para que sejam alcançados os objetivos de desenvolvimento sustentável traçados pelas Nações Unidas na Agenda 2030. Esses objetivos buscam erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir a prosperidade para cidadãos de todo o mundo.  “Nossa mútua cooperação e ações coletivas serão cruciais para transformar as vidas das pessoas ao redor do mundo”, informou.

Moedas locais
Representantes de diferentes países defenderam a ampliação de trocas comerciais com moedas locais, para reduzir a dependência do dólar.

Segundo o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado russo, Grigorii Karasin, é inaceitável que um grupo de executivos defina como devem operar as instituições financeiras de países que representam 41% da economia global.  “Temos um compromisso inabalável de reformar a arquitetura do sistema financeiro internacional e o instituído em Bretton Woods”, afirmou, ao citar o acordo de 1944 que estabeleceu o dólar como o padrão monetário internacional.

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Vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores do Congresso Nacional do Povo da China, o deputado Wang Ke defendeu que mais países dos BRICS usem suas moedas locais nas relações comerciais dentro do bloco e fortaleçam os esforços para aumentar reservas financeiras com moedas nacionais e não com o dólar.

O deputado Pedro Campos (PSB-PE) também defendeu avançar na discussão do uso de moedas locais nas transações internacionais ou na criação de uma moeda própria. “Não precisa mais seguir sendo guiada por uma única moeda de um único país”, disse.

Os participantes defenderam a importância do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês New Development Bank), instituição financeira conhecida como Banco do BRICS, para viabilizar o desenvolvimento sustentável dos países membros. Atualmente, o banco é chefiado pela ex-presidente brasileira Dilma Rousseff, em seu segundo mandato.

Este é o segundo encontro realizado entre os representantes das comissões de Relações Exteriores dos países do BRICS. O primeiro ocorreu no ano passado, em São Petersburgo (Rússia). Os eventos integram a iniciativa dos países de reforçar o diálogo parlamentar entre as 11 nações do bloco.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Senado Verifica reforça atuação contra desinformação nas eleições deste ano

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A circulação de vídeos manipulados, áudios clonados, conteúdos fora de contexto e falsas denúncias torna o enfrentamento à desinformação um dos principais desafios das eleições deste ano. Com o avanço da inteligência artificial e o aumento do consumo de notícias pelas redes sociais, conteúdos enganosos alcançam diferentes públicos e se tornam cada vez mais difíceis de identificar.

Nesse cenário, garantir a integridade das eleições também significa assegurar que o cidadão tenha acesso a informações confiáveis para exercer livremente o direito ao voto. O Senado participa desse esforço por meio do Senado Verifica, serviço oficial da Casa de combate à desinformação.

Criado em 2020, o canal recebe dúvidas dos cidadãos, verifica afirmações, consulta fontes oficiais e áreas técnicas e apresenta os esclarecimentos em linguagem simples. Entre os materiais analisados pela equipe do Senado Verifica estão publicações sobre o processo de votação, regras eleitorais e a escolha dos representantes para o Senado.

Parceria com o TSE

Desde 2022, o Senado faz parte do Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral, que tem como referência um protocolo de intenções firmado com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A iniciativa busca ampliar a divulgação de informações seguras sobre, por exemplo, urnas eletrônicas, fiscalização do processo eleitoral, apuração dos votos e normas que orientam as campanhas.

Gestora do Núcleo de Assessoria de Imprensa do Senado, Ester Monteiro explica que essa cooperação ocorre principalmente em duas frentes:

  • o monitoramento de conteúdos enganosos e o atendimento às dúvidas da população;
  • a educação midiática (com a produção de reportagens, entrevistas, podcasts e vídeos educativos).

— Nosso objetivo não é apenas desmentir uma informação depois que ela viraliza, mas preparar o cidadão para reconhecer estratégias de manipulação e avaliar a autoria, as evidências e o contexto antes de compartilhar — destaca ela.

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Inteligência artificial

Nas eleições de 2026, uma das principais preocupações é o uso indevido da inteligência artificial. Áudios clonados, vídeos manipulados e imagens sintéticas podem ser utilizados para atribuir a candidatas ou candidatos falas ou situações que nunca ocorreram.

As regras do TSE determinam que conteúdos produzidos ou modificados por inteligência artificial na propaganda eleitoral devem ser claramente identificados como tais. Além disso, proíbem o uso de deepfakes (vídeos ou áudios gerados por inteligência artificial que imitam pessoas reais) para favorecer ou prejudicar candidaturas.

Essas normas também impedem que sistemas de inteligência artificial recomendem, sugiram ou priorizem candidatos, partidos, federações ou coligações.

Onde consultar informações verificadas?

A Justiça Eleitoral ampliou a parceria com plataformas digitais e reformulou a página Fato ou Boato, que reúne checagens e materiais educativos produzidos por instituições e agências parceiras.

O Senado Verifica também responde a dúvidas da população e esclarece informações relacionadas ao Senado e ao processo eleitoral. Mas esse serviço não substitui a Justiça Eleitoral, não investiga crimes e nem aplica sanções. Mande sua dúvida pelo WhatsApp: (61) 98190-0601.

Onde denunciar conteúdos suspeitos?

Conteúdos falsos, manipulados ou fora de contexto que possam comprometer a integridade das eleições podem ser encaminhados para o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral do TSE.

Já as denúncias sobre propaganda eleitoral irregular, nas ruas ou na internet, devem ser enviadas para o Pardal (também do TSE). Sempre que possível, o cidadão deve preservar o link da publicação, registrar a tela e anotar a data, o horário e o perfil responsável.

Antes de compartilhar, verifique

O combate à desinformação também depende da sua participação. Mensagens alarmistas, sem autoria ou que peçam compartilhamento urgente exigem atenção redobrada.

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Antes de encaminhar esse tipo de mensagem, siga este passo a passo:

  • veja quem produziu o conteúdo;
  • busque a fonte/publicação original;
  • confira a data da postagem e o contexto;
  • consulte as fontes oficiais (página ou perfil oficial informado pelo candidato/partido);
  • confira o site do Tribunal Superior Eleitoral: tse.jus.br.

Combater a desinformação não significa impedir críticas, opiniões ou divergências. Significa proteger o direito de cada pessoa de participar do debate público e escolher seus representantes com base em informações confiáveis.

Neste ano, quando escolhermos dois senadores (ou senadoras) por estado e pelo Distrito Federal, esse cuidado é essencial para preservar a liberdade do voto e a integridade das eleições.

Fato ou boato? Veja aqui as últimas checagens publicadas pelo TSE

– É falso que ministros tenham autorizado redes sociais a descumprir ordens da Justiça nas Eleições 2026

 É falso que Eleições 2026 terão novas urnas; presença de observadores internacionais e abertura de código-fonte também não são novidade

– Abertura do código-fonte é realizada desde 2002; ato não é responsabilidade direta do ministro André Mendonça

– Ministros Barroso e Moraes não mandaram fabricar chips em Taiwan para fraudar urnas eletrônicas

– É mentira que mesários votam na urna eletrônica no lugar de eleitores

– É falso que 811 mil chineses poderão votar nas eleições brasileiras

– TSE alerta para golpe com cobrança para regularização de pendências eleitorais

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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