POLÍTICA NACIONAL

Confirmado embaixador brasileiro no Azerbaijão

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O Plenário aprovou nesta terça-feira (10) o nome de Bernard Jorg Leopold de García Klingl para o cargo de embaixador do Brasil na República do Azerbaijão. Relatada pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), a aprovação da mensagem (MSF) 10/2025 será comunicada à Presidência da República. Foram 40 votos favoráveis, dois contrários e uma abstenção.

Bernard Klingl ingressou no serviço diplomático em 1995 e é ministro de primeira classe da carreira diplomática do Ministério das Relações Exteriores. Serviu em diversos postos no exterior, incluindo Bolívia, Argentina, União Europeia e Alemanha. Foi ministro-conselheiro na embaixada do Brasil em Berlim e também assessor especial da Presidência da República. Atualmente, exerce o cargo de embaixador do Brasil em Belarus.

Formado em relações internacionais, Klingl possui experiência em negociações multilaterais e bilaterais, com atuação em temas de defesa e relações exteriores.

A indicação foi aprovada anteriormente na Comissão de Relações Exteriores (CRE) em maio.

Azerbaijão

O Azerbaijão é um país estratégico no Cáucaso, com economia baseada no petróleo e gás, e busca crescente diversificação para áreas como energia renovável e logística. Tendo declarado sua independência da União Soviética em 1991, o país consolidou relações diplomáticas com o Brasil em 1993. Desde então, as duas nações aprofundaram a cooperação em áreas como agricultura, meio ambiente e comércio.

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Em 2024, o relacionamento bilateral atingiu um novo patamar com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 29), realizada em Baku. Durante a conferência, Brasil e Azerbaijão assinaram memorandos para ampliar a cooperação em mudanças climáticas e agricultura sustentável. No comércio bilateral, o Brasil é o principal fornecedor de açúcar e carnes ao Azerbaijão, enquanto o país caucasiano desponta como potencial parceiro em fertilizantes e energia, sendo considerado estratégico, especialmente nos campos da energia e logística.  

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova proposta para regularização de terras ocupadas antes da criação de áreas protegidas

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2548/25, que garante o direito de propriedade para moradores que já ocupavam locais antes de serem transformados em áreas de proteção ambiental (APAs). A proposta assegura a posse da terra para quem ocupava esses locais de boa-fé antes da mudança no regime jurídico da área.

De autoria da deputada Julia Zanatta (PL-SC), o texto altera a Lei 13.465/17, que trata de regularização fundiária. Para ter o direito garantido, as atividades desenvolvidas pelos moradores deverão ser compatíveis com as regras de conservação da unidade. O projeto deixa claro que a medida não se aplicará a unidades de proteção integral, onde a moradia humana é restrita.

O relator, deputado Pezenti (MDB-SC), recomendou a aprovação da medida. “A proposição atende à necessidade de preservação ambiental e ao direito constitucional à propriedade e à moradia, promovendo justiça social e segurança jurídica para milhares de famílias brasileiras”, disse.

Critérios
A regularização dependerá de alguns requisitos:

  • comprovação de ocupação legítima e contínua antes da criação da APA;
  • exercício de posse direta e sem oposição, com destinação residencial, comercial ou produtiva compatível com a legislação ambiental; e
  • inexistência de sentença judicial definitiva determinando a desocupação da área.
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APA da Baleia Franca
O projeto também determina a revisão do plano de manejo da APA da Baleia Franca, em Santa Catarina, criada para proteger a baleia-franca-austral.

Com a revisão, Julia Zanatta pretende estabelecer medidas de compensação ambiental para garantir a sustentabilidade da APA e ainda promover a integração das comunidades locais em sua gestão. O texto também prevê o redesenho do polígono da área.

Próximos passos
Antes da Comissão de Agricultura, o projeto foi rejeitado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano. Agora seguirá para análise das comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário da Câmara.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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