POLÍTICA NACIONAL

Jayme Campos critica corte de voos da Azul em Mato Grosso

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Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (11), o senador Jayme Campos (União-MT) criticou a decisão da empresa Azul Linhas Aéreas de suspender voos que partem de Cuiabá para cinco capitais brasileiras, além de encerrar a rota direta para Alta Floresta (MT).

— Trata-se de um total desrespeito ao cidadão mato-grossense. Essa decisão representa um retrocesso grave que afetará de forma direta a mobilidade da população, o preço das passagens aéreas, sobretudo com impactos sobre a economia do nosso estado — disse.

Segundo Jayme Campos, a retirada dos voos compromete o acesso da população a um serviço essencial e afeta setores produtivos como o agronegócio. Ele alertou que o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, já está apto para operar voos internacionais, mas ainda não tem ligações concretas com outros países. O senador sugeriu a criação de uma rota entre Cuiabá e Lima, no Peru, como forma de ampliar a integração com a América do Sul e reduzir custos logísticos.

O senador também cobrou uma atuação mais efetiva do governo federal para incentivar a aviação regional, e apresentou requerimento para que o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Roberto Honorato, compareçam ao Senado a fim de prestar esclarecimentos sobre o corte dos voos.

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— Aqui já foram tramitados, nesta Casa, alguns projetos com a possibilidade de que outras empresas pudessem vir a operar o nosso sistema aéreo; infelizmente, não prosperaram. Há um monopólio, uma concentração na mão de poucos.

Jayme Campos defendeu maior concorrência no setor aéreo e pediu o uso estratégico do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), que hoje dispõe de R$ 6 bilhões, para garantir voos regulares em regiões como Mato Grosso. Para o senador, é necessário romper com o modelo atual de concentração de rotas e tarifas elevadas.

— Chega de monopólio, chega de abusos, chega de descasos. O povo brasileiro merece um transporte aéreo digno, eficiente, compatível com a realidade do século 21. Viajar para o Brasil não pode ser luxo, tem que ser um direito.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

PEC da Segurança Pública: relator na CCJ informa que vai manter texto da Câmara

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O relator da PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Rogério Carvalho (PT-SE), informou nesta terça-feira (25) que vai apresentar relatório favorável à aprovação da proposta da forma como foi aprovada na Câmara dos Deputados.

Por meio de nota, o senador afirma que a decisão tem como objetivo “agilizar a tramitação da matéria e permitir que a reforma da segurança pública comece a valer o quanto antes para a população brasileira”. A aprovação sem alterações evita que o texto volte para nova análise da Câmara.

O relator disse entender que o texto aprovado pelos deputados já é fruto de amplo debate com governadores, secretários de segurança, forças policiais e sociedade civil. Para Rogério Carvalho, alterar a proposta agora significaria “adiar respostas urgentes que a sociedade brasileira espera no enfrentamento à criminalidade organizada”.

O parecer deve ser votado na CCJ nos próximos dias e, em seguida, enviado ao Plenário.

Avanços

Segundo Rogério Carvalho, a PEC representa um dos avanços mais importantes das últimas décadas no combate ao crime organizado e na proteção da sociedade. Ele destaca que um dos avanços é a previsão de que líderes e integrantes de organizações criminosas de alta periculosidade (facções, milícias e grupos paramilitares) passarão a cumprir pena em presídios de segurança máxima, com regras mais rígidas e menos benefícios, na proporção do cargo que ocupam na hierarquia do crime.

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Outro ponto destacado pelo senador é a possibilidade de dinheiro, imóveis e outros bens ligados a atividades criminosas serem confiscados, “cortando na fonte o poder financeiro das facções”. A PEC ainda estabelece regras para o trabalho conjunto das polícias, novos recursos para a segurança pública e mais medidas de proteção para mulheres, crianças e adolescentes.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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