POLÍTICA NACIONAL

Humberto diz que país caminha para punir atos golpitas

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Durante pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (15), o senador Humberto Costa (PT-PE) manifestou satisfação com o avanço do processo sobre a tentativa de golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro de 2023. O parlamentar destacou o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete investigados, apontados como integrantes do núcleo central da articulação golpista. O senador avaliou que o país entra agora na etapa decisiva para responsabilizar os principais envolvidos nos atos.

— A força das nossas instituições democráticas está, enfim, levando a um histórico trabalho, em que militares de alta patente e civis graduados estão sendo processados e serão julgados na forma da Constituição que eles tentaram destruir. E não há pressão interna ou externa — seja por grito de pastor histriônico em cima de trio elétrico bancado por dízimo de fiéis, seja por governo estrangeiro que queira agredir nossa soberania nacional — que nos faça retroceder do dever de que todos os envolvidos na tentativa de golpe paguem por seus crimes — disse o senador.

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Humberto destacou trechos do inquérito que citam o uso da máquina pública para atacar a democracia e impedir a posse do presidente eleito. Ele citou o envolvimento de órgãos como a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para dar sustentação às ações golpistas. Para o senador, os responsáveis devem ser punidos de acordo com o que prevê a legislação brasileira.

— Bolsonaro poderá pegar até 43 anos de prisão em regime fechado, o que é muito pouco para o dano que provocou e segue provocando ao Brasil e à estabilidade democrática. Todos sabemos que esses projetos de ditadores, esses dejetos totalitários, detestam o Estado de direito, abominam a Constituição e a ordem democrática. Mas vão encarar a Justiça. O que vamos assistir é tão somente à aplicação da legislação nacional — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Lei amplia proteção a doméstica resgatada de trabalho análogo à escravidão 

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, com um veto, a lei que amplia a proteção a trabalhadoras domésticas resgatadas de condições análogas à escravidão. A norma garante prioridade no acesso ao Bolsa Família, amplia de três para seis parcelas o seguro-desemprego, cria medidas protetivas e prevê programas de reinserção no mercado de trabalho para as vítimas.

Publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2) como a Lei 15.455/26, a norma tem origem no PL 5760/23, de autoria do deputado Reimont (PT-RJ), aprovado pela Câmara em dezembro de 2024, e pelo Senado no início de junho. O texto também endurece as penas para crimes praticados contra trabalhadores domésticos e altera regras de fiscalização do trabalho na categoria.

A lei permite que juízes adotem medidas protetivas semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha, como:

  • afastamento do agressor do domicílio ou do local de trabalho;
  • proibição de contato com a vítima e seus familiares;
  • encaminhamento da trabalhadora à rede de assistência social e psicossocial;
  • e acolhimento emergencial da vítima e sua inclusão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
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A norma ainda aumenta a pena para lesão corporal praticada contra trabalhador doméstico e permite que a fiscalização do trabalho seja realizada mediante autorização do próprio empregado quando ele residir no local da prestação do serviço.

Segundo dados citados pelo relator do texto no Senado, o senador Paulo Paim, o Brasil registrou 2.772 resgates de pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão em 2025, alta de 26,8% em relação aos 2.186 casos registrados em 2024, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Veto
O presidente vetou o dispositivo que atribuía ao Poder Judiciário a determinação da inclusão da vítima entre os beneficiários do seguro-desemprego. Na mensagem de veto, o governo argumenta que a exigência criaria uma etapa adicional para acesso ao benefício e poderia atrasar o pagamento. O Congresso Nacional ainda poderá analisar o veto.

Como denunciar
Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados por meio do Sistema Ipê, canal oficial do governo federal disponível na internet. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

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Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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