POLÍTICA NACIONAL

Izalci pede união para ‘impedir o avanço do autoritarismo no Judiciário’

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O senador Izalci Lucas (PL-DF) pediu união dos parlamentares e da população para “impedir o avanço do autoritarismo no Judiciário”. Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (4), ele parabenizou os participantes das manifestações em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro que ocorreram em várias cidades no domingo (7).

— Eu quero parabenizar a população pela participação ontem [domingo] nas ruas deste país. Foram mais de 60 cidades com a presença maciça da população. Fiquei feliz, porque o povo está perdendo o medo. Nós não podemos ter medo dessa ditadura que está aí. Então, parabéns a cada um que teve a coragem de ir às suas manifestações.

Na manifestação em Brasília, disse o senador, os participantes protestaram contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Para Izalci, os Estados Unidos se envolveram para corrigir erros do Brasil.

— A Lei Magnitsky contra o Alexandre de Moraes é uma prova do nosso fracasso como nação em defender a separação dos Poderes, a liberdade e a nossa democracia. Somos patriotas, mas precisamos de outra pátria para resolver o que nós mesmos somos incapazes de solucionar. (…) A hora é agora de todos nós decidirmos o Brasil que queremos. Queremos um país com independência entre os Poderes, com liberdade para pensar e dizer o que se pensa, com punição só para os verdadeiros criminosos. 

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Lei amplia proteção a doméstica resgatada de trabalho análogo à escravidão 

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, com um veto, a lei que amplia a proteção a trabalhadoras domésticas resgatadas de condições análogas à escravidão. A norma garante prioridade no acesso ao Bolsa Família, amplia de três para seis parcelas o seguro-desemprego, cria medidas protetivas e prevê programas de reinserção no mercado de trabalho para as vítimas.

Publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2) como a Lei 15.455/26, a norma tem origem no PL 5760/23, de autoria do deputado Reimont (PT-RJ), aprovado pela Câmara em dezembro de 2024, e pelo Senado no início de junho. O texto também endurece as penas para crimes praticados contra trabalhadores domésticos e altera regras de fiscalização do trabalho na categoria.

A lei permite que juízes adotem medidas protetivas semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha, como:

  • afastamento do agressor do domicílio ou do local de trabalho;
  • proibição de contato com a vítima e seus familiares;
  • encaminhamento da trabalhadora à rede de assistência social e psicossocial;
  • e acolhimento emergencial da vítima e sua inclusão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
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A norma ainda aumenta a pena para lesão corporal praticada contra trabalhador doméstico e permite que a fiscalização do trabalho seja realizada mediante autorização do próprio empregado quando ele residir no local da prestação do serviço.

Segundo dados citados pelo relator do texto no Senado, o senador Paulo Paim, o Brasil registrou 2.772 resgates de pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão em 2025, alta de 26,8% em relação aos 2.186 casos registrados em 2024, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Veto
O presidente vetou o dispositivo que atribuía ao Poder Judiciário a determinação da inclusão da vítima entre os beneficiários do seguro-desemprego. Na mensagem de veto, o governo argumenta que a exigência criaria uma etapa adicional para acesso ao benefício e poderia atrasar o pagamento. O Congresso Nacional ainda poderá analisar o veto.

Como denunciar
Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados por meio do Sistema Ipê, canal oficial do governo federal disponível na internet. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

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Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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