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Violência doméstica contra a mulher: mais do que ser contra, é preciso denunciar

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Ao longo do mês de agosto, o Poder Judiciário de Mato Grosso realiza uma campanha especial para reforçar a importância da Lei nº 11.340/2006, a Lei Maria da Penha, que completa 19 anos. O tema desta semana é um convite direto à ação: “Mais do que ser contra, é preciso denunciar! Denuncie. Disque 180!”. A campanha também é divulgada no perfil oficial do TJMT no Instagram (@tjmt.oficial), alcançando um público ainda maior pelas redes sociais.

A mensagem alerta que não basta apenas condenar moralmente a violência doméstica, é fundamental romper o silêncio e denunciar situações de agressão física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral. O Disque 180, serviço nacional e gratuito, é um dos principais canais de denúncia e orientação, funcionando todos os dias, 24 horas, inclusive de forma anônima.

Dentro desse compromisso com a proteção e a reconstrução da vida de mulheres vítimas de violência, o TJMT desenvolve projetos que vão além da resposta judicial. Dois exemplos ilustram essa atuação:

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Cartório Inclusivo – Integrar para Valorizar – Idealizado pela Corregedoria-Geral da Justiça, o projeto reserva 10% das vagas de trabalho em cartórios extrajudiciais de Mato Grosso exclusivamente para mulheres vítimas de violência doméstica. Além de garantir emprego e qualificação profissional, a iniciativa promove autonomia financeira, inclusão social e dignidade. Até agora, já foram disponibilizadas 51 vagas, com 4 beneficiárias contratadas por prazo indeterminado e outras em processo de contratação.

Virando a Página – Voltado para o cuidado da saúde mental, o projeto oferece atendimento psicoterápico gratuito a vítimas acompanhadas pelo Centro Especializado de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais, no Fórum de Cuiabá. Em parceria com a Faculdade FASIPE, estagiários de Psicologia atendem essas mulheres com supervisão técnica, ajudando na superação de traumas, fortalecimento emocional e ressignificação das vivências. Desde agosto de 2023, 27 mulheres receberam esse acolhimento psicológico.

A campanha do TJMT busca lembrar que toda mulher vítima de violência tem direito a apoio, justiça e proteção, e que denunciar é o primeiro passo para romper o ciclo da violência. Além do Disque 180, o TJMT mantém canais e projetos permanentes de acolhimento, mostrando que o enfrentamento da violência contra a mulher é um compromisso diário do Judiciário mato-grossense.

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Autor: Roberta Penha

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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