POLÍTICA NACIONAL

Damares anuncia CPI para investigar pedofilia

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Em pronunciamento no Plenário nesta nesta terça-feira (12), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) anunciou a apresentação de um pedido de criação de comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar casos de pedofilia e erotização de crianças. A iniciativa, proposta pelo senador Jaime Bagattoli (PL-RO) e pela própria Damares, obteve 70 assinaturas — número que, segundo a parlamentar, é o maior já registrado em um requerimento de CPI no Senado.

A senadora, que é presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) ressaltou que a mobilização não foi motivada apenas por recentes denúncias feitas pelo influenciador digital Felipe Bressanim, mais conhecido por Felca, mas também pela série de leis aprovadas nos últimos anos para ampliar a proteção da infância, como a criação do Cadastro Nacional de Pedófilos e de projetos que aumentam penas para abusadores.

— Que bom que foi um influencer que veio denunciar o horror do mundo on-line. Alguém do ambiente, um jovem, denunciando os horrores. E o interessante é que, assim que o vídeo dele foi divulgado, muitos jovens começaram a reproduzir a mensagem. Ele teve o poder de dizer: Epa! Isso não é engraçado, isso é sério — afirmou Damares, ao lembrar que a erotização infantil no Brasil antecede as redes sociais e foi normalizada por práticas culturais e até políticas públicas.

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A parlamentar também alertou para o risco de que o caso seja usado como justificativa para impor ao país uma regulamentação da internet que possa restringir a liberdade de expressão. Damares afirmou que é possível criar um ambiente on-line seguro para crianças sem permitir que, “em nome da infância”, sejam aprovadas medidas que possam silenciar manifestações.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Lei amplia proteção a doméstica resgatada de trabalho análogo à escravidão 

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, com um veto, a lei que amplia a proteção a trabalhadoras domésticas resgatadas de condições análogas à escravidão. A norma garante prioridade no acesso ao Bolsa Família, amplia de três para seis parcelas o seguro-desemprego, cria medidas protetivas e prevê programas de reinserção no mercado de trabalho para as vítimas.

Publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2) como a Lei 15.455/26, a norma tem origem no PL 5760/23, de autoria do deputado Reimont (PT-RJ), aprovado pela Câmara em dezembro de 2024, e pelo Senado no início de junho. O texto também endurece as penas para crimes praticados contra trabalhadores domésticos e altera regras de fiscalização do trabalho na categoria.

A lei permite que juízes adotem medidas protetivas semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha, como:

  • afastamento do agressor do domicílio ou do local de trabalho;
  • proibição de contato com a vítima e seus familiares;
  • encaminhamento da trabalhadora à rede de assistência social e psicossocial;
  • e acolhimento emergencial da vítima e sua inclusão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
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A norma ainda aumenta a pena para lesão corporal praticada contra trabalhador doméstico e permite que a fiscalização do trabalho seja realizada mediante autorização do próprio empregado quando ele residir no local da prestação do serviço.

Segundo dados citados pelo relator do texto no Senado, o senador Paulo Paim, o Brasil registrou 2.772 resgates de pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão em 2025, alta de 26,8% em relação aos 2.186 casos registrados em 2024, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Veto
O presidente vetou o dispositivo que atribuía ao Poder Judiciário a determinação da inclusão da vítima entre os beneficiários do seguro-desemprego. Na mensagem de veto, o governo argumenta que a exigência criaria uma etapa adicional para acesso ao benefício e poderia atrasar o pagamento. O Congresso Nacional ainda poderá analisar o veto.

Como denunciar
Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados por meio do Sistema Ipê, canal oficial do governo federal disponível na internet. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

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Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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