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“Apostas em bets são um problema sério, para a economia e de saúde pública”, afirma coordenador do Procon

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“As apostas em bets são perigosas porque a pessoa acha que está no controle da situação, que só está brincando, mas isso pode realmente se transformar em algo muito sério. A pessoa acaba se viciando. É um problema sério, de polícia em alguns pontos, problema para economia, para o consumidor que está endividado, e de saúde pública”.

O alerta do coordenador de Fiscalização do Procon-MT, Ivo Vinicius Firmo, foi feito durante entrevista para o Jornal da Nova, da Rádio Nova FM, que destacou o fenômeno das bets e o risco de endividamento por causa dos jogos.

“Existe uma diferença entre aqueles jogos que são legalizados, que têm uma regulação mínima da parte do Governo, e aqueles que estão totalmente à margem da lei, empresas que não têm nenhum tipo de rastreamento, operam de forma ilegal e não hão há nenhuma forma de controle e que inclusive podem ser parar atividades criminosas”, explicou o coordenador, ressaltando que a Polícia Civil de Mato Grosso tem feito constantes operações para coibir a prática de jogos ilegais.

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Ele pontuou que estudos da Federação Brasileira dos Bancos, a Febraban, apontam que boa parte dos recursos que são usados em apostas têm saído da economia local, pois, ao apostar os valores nas bets, o jogador deixa de movimentar o dinheiro nos setores como comércio, bens e serviços. Além disso, ressaltou que as bets afetam muito a parte financeira das famílias.

“Temos também a questão do endividamento das famílias, que é muito importante. Estudos mostram que pessoas têm atrasado a formação no ensino superior por causa de dívidas com bets e é um problema, e se torna um vício”, destacou Ivo.

O coordenador pontuou que, muitas vezes, é a vulnerabilidade financeira que leva a pessoa a apostar para tentar resolver um problema anterior, mas observou que buscar a “sorte” para solucionar o problema financeiro não é a melhor saída. Ele ainda ressaltou que as famílias precisam ficar atentas e observar se o hábito de jogar em bets não está se transformando em uma doença.

A entrevista completa do coordenador de Fiscalização do Procon, Ivo Vinicius Firmo, com orientações e informações sobre como agir em casos de publicidade enganosa quando o assunto são as bets, está disponível no youtube da Rádio Nova 105.3 FM. Clique aqui para assistir.

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O Jornal da Nova vai ao ar todos os dias úteis da semana, a partir das 7h.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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