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Conselheiro do CNJ abre Encontro de Sustentabilidade com palestra sobre crise climática e governança

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) deu início, nesta quarta-feira (17 de setembro), ao 10º Encontro de Sustentabilidade e 2º Seminário de Mudanças Climáticas com uma palestra que reforçou o protagonismo do Poder Judiciário frente aos desafios ambientais.

Com o tema “Crise Climática, Justiça e o Papel do Judiciário na Governança Ambiental”, o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social, Guilherme Guimarães Feliciano, destacou na palestra inaugural que as cortes brasileiras têm função decisiva na proteção das populações vulneráveis, no estímulo a políticas públicas eficazes e na garantia de um meio ambiente equilibrado.

“O Poder Judiciário tem que ser um exemplo de sustentabilidade, na medida em que os seus membros e magistrados têm a missão constitucional de prover a proteção ambiental, bem como o direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado para as atuais e futuras gerações”, enfatizou o conselheiro.

Durante a exposição, o palestrante abordou o tema a partir de três eixos: impactos das mudanças climáticas, políticas de sustentabilidade do Poder Judiciário e apresentação de dados sobre a atuação dos tribunais, principalmente no que diz respeito à pauta do Programa de Justiça Carbono Zero, instituído pelo CNJ a partir da Resolução nº 594 de 8 de novembro de 2024.

“O Judiciário tem que ter este olhar para dentro, ensinar e arrastar pelo seu exemplo”, destacou Feliciano.

Meio ambiente e trabalho

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Além de Conselheiro do CNJ, o palestrante é juiz de Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15).

Durante a explanação, Feliciano enfatizou o aquecimento global e seus efeitos, inclusive no que tange à atividade laboral. O magistrado relembrou também os impactos reais de desastres ambientais, a exemplo dos incêndios recorrentes dos biomas brasileiros e a enchente que atingiu o estado do Rio Grande do Sul.

Ele destacou como “esses efeitos têm afetado a vida humana, inclusive no que tange ao trabalho”. Por isso, a importância de normas que prevejam proteção e seguridade aos trabalhadores, pois “a saúde da pessoa no ambiente de trabalho também é uma questão ambiental”.

“Não há desenvolvimento sustentável sem trabalho decente, em esfera alguma”, ratificou o juiz, enfatizando o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8 (ODS 8), também conhecido como Trabalho Decente e Crescimento Econômico.

10º Encontro de Sustentabilidade

Realizado no Espaço Justiça, Cultura e Arte Desembargador Gervásio Leite, em Cuiabá, o evento segue até esta quinta-feira (18) e reúne magistrados, servidores, representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, estudantes e profissionais interessados em governança ambiental. A programação ocorre em formato híbrido, com vagas presenciais limitadas e transmissão on-line.

“Nós entendemos que é importante, num contexto de emergências climáticas e degradação ambiental, discutirmos esses temas com aprofundamento, com relevância, e trouxemos inúmeros palestrantes, pesquisadores, magistrados que vão dar sua contribuição durante dois dias”, explicou o desembargador Rodrigo Curvo, coordenador do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT.

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Esta edição do evento é realizada em conjunto pelo Núcleo de Sustentabilidade e pela Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), por meio do Eixo Temático de Meio Ambiente. A proposta é capacitar participantes, difundir boas práticas e consolidar uma cultura de responsabilidade ambiental dentro e fora do Judiciário.

Em alinhamento à Resolução CNJ n.º 594/2024, que orienta tribunais a neutralizar emissões de gases de efeito estufa até 2030, o evento será carbono neutro, com certificação oficial. Outro ponto alto será a entrega dos “Selos de Reconhecimento Judiciário Sustentável”, premiando comarcas e unidades que se destacaram no consumo consciente e na gestão de resíduos.

O primeiro dia inclui, além da palestra de abertura, debates sobre litigância climática, mercado de carbono, gestão sustentável no Judiciário e inovações para a transição energética. A agenda de quinta-feira (18) abordará temas como judicialização das questões ambientais, negócios e agenda ESG e desafios na gestão de resíduos sólidos, encerrando com a entrega de selos e uma apresentação da Orquestra Sinfônica da UFMT.

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Autor: Vitória Maria

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Desembargadora destaca fortalecimento da proteção às mulheres com delegacia 24 horas em VG

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A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis de Várzea Grande passou a funcionar em regime de plantão 24 horas, ampliando o atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar no município. A solenidade de instalação do novo serviço, realizada na noite desta quarta-feira (06), contou com a participação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), representado pela coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher), desembargadora Maria Erotides Kneip.

Durante a cerimônia, a desembargadora destacou a importância da delegacia 24 horas como instrumento de preservação da vida das mulheres vítimas de violência. “Essa delegacia 24 horas significa garantia de vidas. Nós sabemos que os crimes de violação dos direitos humanos das mulheres acontecem normalmente no período noturno e nos finais de semana. Sem profissionais capacitados e uma estrutura preparada para acolher essa vítima, não conseguimos impedir verdadeiramente o feminicídio”, afirmou.

A magistrada também ressaltou a atuação da Cemulher-TJMT na articulação e fortalecimento das redes de enfrentamento à violência contra a mulher, em parceria com instituições do sistema de Justiça, segurança pública, saúde, assistência social e prefeituras municipais. “Hoje completamos 117 redes no estado de Mato Grosso, todas estruturadas para o acolhimento e atendimento das mulheres vítimas de violência. Esse trabalho integrado é essencial para fortalecer o enfrentamento”, pontuou.

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O governador Otaviano Pivetta afirmou que a implantação da delegacia simboliza o compromisso do Estado no combate à violência contra mulheres, crianças e pessoas vulneráveis. “Essa delegacia da mulher simboliza a disposição que temos de enfrentar o crime de todas as formas, especialmente esse mais covarde de todos, que é o feminicídio e a agressão contra mulheres e crianças”, declarou.

Já a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, reforçou que a medida representa uma mudança histórica para o município. “É uma decisão que muda a história da violência contra a mulher, contra a criança e contra os idosos. Essa luta começou ainda com a Maria Erotides, quando atuava no fórum, e cresceu como um grande movimento”, frisou.

Atendimento humanizado e estrutura ampliada

A unidade passa a funcionar em novo endereço, localizado na Avenida Senador Filinto Müller, nº 2225, bairro Centro Norte, em Várzea Grande, com atendimento ininterrupto e estrutura voltada ao acolhimento humanizado das vítimas. O espaço conta com equipes formadas por delegados, escrivães e investigadores capacitados para atuar em ocorrências de violência contra mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade.

A delegada da Polícia Civil Paula Gomes Araújo, responsável pela unidade, explicou que o atendimento 24 horas amplia a capacidade de acolhimento e assistência às vítimas. “A dor não tem hora e o acolhimento também não pode ter. Agora teremos uma equipe plantonista com delegado, investigadores e escrivãs atuando durante a noite e nos finais de semana, além da equipe do expediente normal”, disse.

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Ela também reforçou a importância da atuação integrada da rede de enfrentamento à violência contra a mulher no município. “Não vamos fazer esse trabalho sozinhos. O apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, assistência social, saúde e Prefeitura é fundamental para garantir resultados positivos”, concluiu.

Também participaram da solenidade os secretários estaduais Mauro Carvalho (Casa Civil) e coronel da Polícia Militar, Susane Tamanho (Segurança Pública), além da delegada Mariel Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, representantes da Polícia Civil, do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), parlamentares federais, estaduais e municipais, entre outras autoridades.

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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