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Justiça Eleitoral leva atendimento a duas comunidades de Porto dos Gaúchos, das 7h às 19h

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A Justiça Eleitoral de Mato Grosso realizará dois mutirões de atendimento na zona rural de Porto dos Gaúchos (município distante 610 km de Cuiabá) na próxima semana. O objetivo é ampliar o número de eleitores com cadastro biométrico e garantir maior acessibilidade aos serviços oferecidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). As ações são promovidas pela 27ª Zona Eleitoral de Juara (a 46 km de Porto dos Gaúchos), em parceria com a Prefeitura Municipal. 

O primeiro mutirão está programado para ocorrer entre os dias 13 e 17 de outubro, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da Gleba São João (a 60 km de Porto dos Gaúchos). Já o segundo acontecerá entre os dias 28 e 31 de outubro, no CRAS da comunidade Novo Paraná, situada a 25 km da sede do município. Durante os mutirões, que ocorrerão das 7h às 19h, serão realizados serviços como cadastramento e revisão biométrica, emissão e atualização de títulos, além de orientações gerais aos eleitores das localidades. 

De acordo com o juiz eleitoral Fabrício Savazzi Bertoncini, da 27ª Zona Eleitoral, a iniciativa tem o propósito de facilitar o acesso dos cidadãos que enfrentam dificuldades logísticas para se deslocar até o cartório ou os postos eleitorais. “Os mutirões são fundamentais para assegurar que todos os eleitores, inclusive os que vivem em áreas mais afastadas, possam exercer plenamente sua cidadania”, destacou o magistrado. 

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O município de Porto dos Gaúchos possui atualmente 73,93% do eleitorado com biometria cadastrada, índice abaixo da média estadual. Com o apoio da Prefeitura, que fornecerá estrutura, transporte e acesso à internet, a expectativa é elevar esse percentual até o encerramento das ações. No município, há 4.265 pessoas aptas a votar, das quais 3.153 eleitores e eleitoras já possuem biometria. Ainda faltam 1.112 eleitores, o equivalente a 26,07% do total. 

“Por causa da campanha Biometria 100%, conseguimos incluir essas duas comunidades no conjunto de estratégias da Justiça Eleitoral. São eleitores que necessitam bastante do serviço eleitoral e, por isso, esperamos realizar o máximo de cadastros biométricos e regularizações”, afirmou o chefe do cartório da 27ª Zona Eleitoral, Sebastião Porto Gomes Neto. A campanha é coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso (CRE-MT) e tem como meta ampliar o cadastramento biométrico no Estado, neste ano, para no mínimo 98%. 

Para receber atendimento, basta levar um documento oficial com foto, que pode ser apresentado na versão física ou digital. No mutirão, o eleitor ou a eleitora já sai com o título em mãos e recebe orientação para baixar o título digital (com foto) por meio do aplicativo e-Título. Em casos de transferência ou mudança de domicílio, é necessário apresentar um comprovante de endereço. Qualquer eleitor ou eleitora pode ser atendido em mutirões ou ações da Justiça Eleitoral em qualquer parte de Mato Grosso — não é necessário votar no local ou residir na cidade onde a ação é realizada. 

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Biometria 

A biometria é um processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. É pessoal e intransferível, garantindo que cada eleitor vote apenas uma vez e evitando que alguém se passe por outra pessoa no momento da votação. 

No dia da eleição, o eleitor coloca o dedo no leitor biométrico para confirmar sua identidade e, em seguida, é liberado para votar na urna eletrônica. Além das digitais, o cadastro biométrico atualiza outros dados pessoais e a foto do eleitor, aumentando a segurança e reduzindo fraudes, como o voto múltiplo ou o uso de títulos de terceiros. 

A biometria eleitoral representa um avanço tecnológico que fortalece a segurança, a confiabilidade e a inclusão no processo de votação. Ela impede duplicidade no cadastro, assegura a autenticidade do eleitor, garante agilidade na identificação, reduz filas, otimiza o tempo de votação, promove acessibilidade e aumenta a confiabilidade dos resultados das eleições. 

Jornalista Anderson Pinho 

#PraTodosVerem – A imagem mostra uma vista aérea de uma pequena cidade do interior, com ruas de terra avermelhada, casas simples e muita vegetação ao redor. Ao fundo, é possível ver uma área rural extensa, com plantações, pastagens e silos de armazenamento de grãos, indicando forte presença da atividade agrícola na região. O cenário transmite tranquilidade e retrata o cotidiano de uma comunidade rural mato-grossense.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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