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Mãe atípica compartilha trajetória com a filha autista e inspira mães durante o TJMT Inclusivo

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Uma das palestras emocionantes do TJMT Inclusivo em Rondonópolis, a servidora do Poder Judiciário de Mato Grosso Adriana Souza comoveu o público ao compartilhar a trajetória vivida ao lado da filha Maria Clara, jovem autista e artista plástica. Entre lembranças, fé e resiliência, mãe e filha subiram ao palco unidas por um vínculo que Adriana define como “um laço de apoio e amor, onde uma fortalece a outra todos os dias”.

Durante a fala, Adriana narrou momentos marcantes desde a gestação, quando enfrentou complicações de saúde, até o crescimento da filha, que passou por longos períodos de internação e diversas terapias. “A maternidade atípica me mostrou que não sou definida pelo medo ou pelas dificuldades, mas pela fé e pela esperança que me movem todos os dias”, disse.

Hoje, Maria Clara expressa sua sensibilidade por meio da arte. Suas pinturas, expostas durante o evento, refletem as cores, as texturas e o brilho que fazem parte de sua personalidade. “A Maria Clara é um milagre de Deus na minha vida. Desde pequena, ela sempre amou o brilho, nas roupas, nas cores, e foi através das telas que ela começou a mostrar ao mundo o seu talento”, contou Adriana.

A servidora destacou também os desafios cotidianos de conciliar o trabalho com os cuidados da filha. “Vivemos uma montanha-russa de emoções entre hospital, terapias, e rotinas que exigem paciência e renúncia. Tenho sempre comigo doses de fé e esperança. Minha força vem do alto, onde alimento minha alma e fortaleço minha missão aqui na Terra”, afirmou.

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Mesmo diante das dificuldades, ela não perdeu o brilho no olhar ao falar sobre o amor que move sua jornada. “Sempre estive ao lado da Maria Clara, apoiando seus sonhos e sendo o porto seguro na sua maneira de ser”, relatou.

Com leveza e sinceridade, Adriana também compartilhou o aprendizado de respeitar o tempo e as necessidades da filha. “Nem sempre conseguimos estar em todos os lugares. Às vezes é preciso parar, respirar e simplesmente acolher”.

O testemunho de Adriana ecoou entre mães, pais e profissionais presentes no evento, que se viram refletidos em sua história de dedicação e fé. “Para todas as mães que são exemplos de apoio e amor, o meu profundo agradecimento”, concluiu, sob aplausos do público.

A palestra, demonstrou a importância de espaços de diálogo e conscientização como o TJMT Inclusivo, que tem como propósito promover empatia, respeito e inclusão dentro e fora do Judiciário.

O TJMT Inclusivo – Capacitação e Conscientização em Autismo é uma ação realizada pela Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso. A edição realizada em Rondonópolis foi a quinta. Cuiabá, Sorriso, Sinop e Cáceres já receberam o evento, que tem levado a conscientização e a capacitação sobre o TEA.

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A próxima edição já tem data marcada: será dia 5 de dezembro, em Cuiabá.

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Autor: Dani Cunha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso “Pena Justa no Ciclo Penal” fortalece atuação humanizada no sistema penitenciário de MT

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Magistrados(as), servidores(as) e gestores(as) judiciais concluíram nos dias 29 e 30 de abril o primeiro módulo da capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal”, promovida pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso.

A formação integra a estratégia institucional voltada ao aperfeiçoamento da atuação judicial no sistema penal, com foco em práticas mais eficientes, humanizadas e alinhadas aos direitos fundamentais. Durante os dois dias de atividades presenciais, foram debatidos temas como medidas diversas da prisão, execução penal, políticas de cidadania, inspeções judiciais e atenção a populações com vulnerabilidade acrescida no ciclo penal.

O diretor da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal destacou que a Esmagis e o Poder Judiciário cumprem papel essencial na formação continuada da magistratura e no aprimoramento institucional.

“A execução penal exige uma jurisdição mais consciente e comprometida com a realidade humana do sistema prisional. A formação é o caminho para que possamos refletir sobre nossas responsabilidades e buscar alternativas que efetivamente contribuam para a recuperação das pessoas. Não basta levar ao cárcere, é preciso discutir formas verdadeiras de recuperar e reeducar. Isso exige conhecimento, consciência e responsabilidade de todos nós”, comentou

Supervisor do GMF-MT, o desembargador Orlando de Almeida Perri ressaltou que a capacitação também busca ampliar a sensibilidade dos magistrados(as) diante da realidade prisional. “É muito importante promover cursos como este para conscientizar sobre a importância do sistema prisional. Precisamos enfrentar problemas graves e depende muito das atitudes e condutas dos magistrados para que possamos promover as melhorias necessárias”.

A formadora do curso, Laryssa Angélica Copack Muniz, juíza da Vara de Execuções Penais da Comarca de Curitiba e coordenadora Adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça do Paraná, conduziu os debates com foco na humanização da atuação judicial, no papel constitucional do sistema penal e na necessidade de construir respostas mais eficazes para a violência e a reincidência. Durante a capacitação, a magistrada abordou temas ligados à execução penal, medidas alternativas à prisão, reinserção social e o compromisso institucional de garantir direitos fundamentais também às pessoas privadas de liberdade.

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“O curso propõe uma reflexão sobre como juízes e juízas podem aperfeiçoar sua atuação criminal e na execução penal, contribuindo para reverter o estado inconstitucional reconhecido nas prisões brasileiras. Não existe sociedade sem reintegração. As pessoas privadas de liberdade retornarão ao convívio social, e cabe ao Estado criar condições para que voltem melhores do que entraram. Quando falamos em trabalho, estudo e dignidade no sistema prisional, falamos em segurança pública de verdade. Ressocializar também é proteger a sociedade”, destacou.

Participação ativa

Juiz da 3ª Vara Criminal de Sinop, Walter Tomaz da Costa avaliou que o curso trouxe reflexões importantes para o enfrentamento da superlotação carcerária.

“Mato Grosso vive uma realidade de superpopulação carcerária. O Programa Pena Justa enfatiza a ressocialização e tende a melhorar esse cenário, desde que haja sensibilização de todos os poderes envolvidos. E esta capacitação chega em um momento necessário, especialmente para comarcas que convivem diretamente com a superlotação carcerária. A formação permite que os magistrados compartilhem experiências e reflitam sobre caminhos possíveis. Em Sinop, por exemplo, a superlotação é uma realidade urgente, e precisamos de medidas que envolvam não apenas o Judiciário, mas também o Executivo”, contou

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Já a magistrada Edna Ederli Coutinho, integrante do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá e juíza cooperadora de Execução Penal, destacou a importância de enxergar o sistema penitenciário sob a perspectiva humana.

“Esses cursos são fundamentais porque trazem ao magistrado a reflexão de que a pessoa presa continua sendo um ser humano. A rotina do trabalho judicial muitas vezes nos aproxima da burocracia e nos distancia da dimensão humana do sistema prisional. Cursos como este ajudam a resgatar esse olhar. Precisamos ainda lembrar que toda pessoa privada de liberdade um dia retornará ao convívio social. Se o sistema não oferecer trabalho, estudo e condições de dignidade, a reincidência continuará afetando toda a sociedade”, ressaltou Edna Coutinho.

Formação alinhada às metas institucionais

A capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal” integra diretrizes estratégicas relacionadas ao Prêmio CNJ de Qualidade 2026/2027 e busca fortalecer a atuação de magistrados(as), assessores(as) e gestores(as) judiciais no ciclo penal, especialmente nas áreas de fiscalização das unidades prisionais, aplicação de medidas alternativas e garantia de direitos fundamentais.

O próximo módulo será ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, com foco na prevenção à tortura e na saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

O terceiro e último módulo será promovido no dia 18 de maio de 2026 e tratará do tema “Audiência de Custódia”, tendo como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva e o servidor Marcos Eduardo Moreira Siqueri.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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