POLÍTICA NACIONAL

Izalci critica decisão do STF e cobra prisão de suspeitos de fraudes no INSS

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (10), o senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que concedeu habeas corpus a um dos investigados na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (CPMI-INSS). O parlamentar afirmou que o entendimento do ministro Gilmar Mendes restringe os poderes de investigação do Legislativo e enfraquece o papel constitucional das comissões parlamentares.

— Não adianta a CPMI colocá-lo como testemunha, porque o Congresso Nacional, a CPMI, não tem autonomia para definir se ele é testemunha ou se é investigado. Até quando nós vamos suportar, sem reação nenhuma, as decisões equivocadas do Supremo Tribunal Federal? Até que ponto uma canetada de um ministro do Supremo vale mais do que o Congresso Nacional — 513 deputados e 81 senadores? — questionou.

Izalci explicou que a CPMI tem como finalidade apurar os descontos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas. O parlamentar mencionou o caso de um grupo denominado golden boys, responsável, segundo ele, por fraudes que somam R$ 714 milhões. O senador informou ainda que apresentou pedido de prisão preventiva de mais de 20 suspeitos, mas não obteve resposta das autoridades.

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— Nós precisamos ir ao ministro André Mendonça [do STF] para cobrar dele a prisão preventiva desses ladrões do INSS, que roubaram os aposentados e pensionistas, porque o que não faltam são provas. Nós aprovamos, inclusive, um requerimento pedindo a prisão preventiva de mais de 20, e simplesmente não tivemos retorno. Precisamos mudar a CPMI, primeiro, para caracterizar que é um instrumento importantíssimo do Congresso — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais; texto pode ir ao Senado

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que fixa o piso salarial do assistente social em R$ 5,5 mil para carga de trabalho de 30 horas semanais. O valor será reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada a versão da Comissão de Trabalho para o Projeto de Lei 1827/19, do deputado Célio Studart (PSD-CE), e apensados. O texto original previa um piso de R$ 4,2 mil.

Justificativa
“Os assistentes sociais desempenham funções essenciais na análise, elaboração e execução de políticas e projetos que viabilizam direitos e o acesso da população a políticas públicas”, disse Célio Studart na justificativa que acompanha a proposta.

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Hoje, são cerca de 242 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). “É o segundo país no mundo em número de assistentes sociais, mas ainda não existe um piso salarial”, disse o autor da proposta.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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