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MP debate sobre segurança institucional e práticas seguras

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O projeto Diálogos com a Sociedade abordou o tema ‘Segurança Institucional e Privada: Formação e Conscientização para Práticas Seguras’. A entrevista, realizada nesta quarta-feira (12), trouxe duas perspectivas cruciais sobre a temática: a segurança institucional do Ministério Público e a segurança privada do cidadão.A entrevista contou com a participação do promotor de justiça e coordenador do Centro de Segurança e Inteligência (CSI) do MPMT, Mauro Zaque de Jesus, compondo a bancada de entrevistas o representante da empresa Energisa, Luciano Lima, gerente de Combate a Perdas.Mauro Zaque apresentou a doutrina de inteligência e explicou o papel do CSI/MPMT, que atua na segurança cibernética, na proteção do conhecimento e na segurança pessoal de promotores e servidores. Ele destacou que a inteligência estratégica é fundamental: ‘O CSI é uma agência de inteligência do Ministério Público, orientada pelo Conselho Nacional do Ministério Público, que recomenda a criação de agências independentes em todos os estados. A atividade de inteligência trabalha em dois grandes vieses: produzir conhecimento de qualidade para o tomador de decisão e proteger esse conhecimento, garantindo a segurança dos sistemas da instituição e das empresas’, explicou.O promotor também ressaltou a importância da segurança cibernética e da proteção de dados sigilosos, essenciais para o trabalho do MP. Sobre o furto de energia, reforçou a necessidade de desconstruir a ideia de que o crime afeta apenas a empresa, alertando que o custo é repassado a todos os consumidores. Ele mencionou que recentemente escreveu um livro de ajuda “Como não se tornar uma vítima: um guia de segurança pessoal e corporativa”, fruto de um projeto voltado à prevenção e proteção individual.Luciano Lima detalhou a atuação da concessionária contra o furto de energia, conhecido como “gato”, e explicou o conceito de perda de energia, destacando o impacto social e econômico dessa prática. Segundo ele, o combate envolve trabalho constante em parceria com as forças de segurança.Luciano também destacou o uso de tecnologia avançada para identificar os responsáveis pelo crime:‘Temos uma área de inteligência dedicada a detectar possíveis fraudadores, utilizando ferramentas de inteligência artificial que cruzam informações, analisam perfil de consumo por região e variações no consumo. A partir disso, geramos uma lista de potenciais fraudadores, que é verificada pelas nossas equipes de campo’, afirmou.Mauro Zaque encerrou sua participação propondo à concessionária de energia uma parceria educativa nas escolas para combater os furtos de energia:‘Sugiro ir além da repressão via segurança pública para atacar esse tipo de problema. Essa parceria com o Ministério Público pode ser exitosa se trabalharmos em um programa de conscientização junto às crianças nas escolas. Isso tem um efeito maior que qualquer ação de segurança pública. O Ministério Público está de portas abertas, pronto para ser um parceiro. Não posso falar em nome da Secretaria Estadual de Educação, mas tenho certeza de que podemos entrar em um projeto de capacitação e conscientização junto aos nossos jovens e crianças, porque esse é o único caminho para termos uma sociedade saudável e segura no futuro- educando e cuidando das nossas crianças e jovens para que entendam a gravidade do problema e saibam que essa não é a postura de um cidadão.’, concluiu. Assista à entrevista na íntegra aqui.Dose dupla – Nesta edição do projeto Diálogos com a Sociedade, as entrevistas serão realizadas em dois horários diários, diretamente do Várzea Grande Shopping: às 14h, com transmissão ao vivo pela Rádio CBN Cuiabá, e às 18h, com transmissão ao vivo pelo SBT Cuiabá (canal 5.1) e exibição simultânea pela plataforma MT Play. Os programas também estão disponíveis no canal oficial do MPMT no YouTube e na página institucional no Instagram.Parceria – O Diálogos com a Sociedade conta com o apoio de parceiros institucionais como Águas Cuiabá, Amaggi, Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Bom Futuro, CBN Cuiabá, Energisa, Instituto da Madeira do Estado de Mato Grosso (Imad), Instituto Mato-grossense de Carne (Imac), Kopenhagen, Nova Rota do Oeste, Oncomed-MT, SBT Cuiabá, Sicredi e Várzea Grande Shopping.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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