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Parque Atalaia, em Cuiabá, recebe mutirão eleitoral para cadastramento biométrico

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O bairro Parque Atalaia, em Cuiabá, será atendido nesta sexta-feira (28) e sábado (29) em um mutirão eleitoral com foco no cadastramento biométrico. Os atendimentos ocorrerão nas instalações da Igreja Batista da Paz, localizada na Avenida P, nº 520, das 8 às 13h. Os trabalhos são coordenados pelo Cartório da 55ª Zona Eleitoral, que levará para o mutirão todos os serviços oferecidos na Casa da Democracia, tais como alistamento eleitoral (primeiro título), revisão de dados cadastrais, transferência de domicílio, emissão de segunda via do título de eleitor e de guia para recolhimento de multa eleitoral, além da possibilidade de regularização da situação eleitoral.

Conforme levantamento do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o Parque Atalaia possui 3.167 eleitores aptos para votar, dos quais 88% têm a biometria já cadastrada, ou seja, 2.800 pessoas. O cartório eleitoral está em busca de 365 eleitores que ainda não fizeram a coleta biométrica, o equivalente a 11%. O bairro está localizado na região do Coxipó e tem como comunidades vizinhas os bairros Parque Georgia, Alto do Coxipó, Jardim Gramado, Coophema e São Gonçalo Beira Rio. Eleitores de qualquer região da Capital ou do Estado podem ser atendidos por esse mutirão.

“O Parque Atalaia é um bairro distante do Centro Político e Administrativo (CPA), onde está localizada a Casa da Democracia, local que reúne os cartórios eleitorais de Cuiabá. Isso dificulta o acesso de eleitores para regularizar sua situação eleitoral ou fazer a biometria. A ação no bairro é uma oportunidade para levar a Justiça Eleitoral até o eleitor com todos os serviços oferecidos no cartório eleitoral, só que mais perto da casa ou do trabalho do eleitor”, informa a servidora do TRE-MT, Jaqueline Nunes Faustino Almeida, do Cartório da 55ª Zona Eleitoral.

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Nesta ação, a Justiça Eleitoral levará toda a estrutura necessária para os atendimentos, com quatro servidores e quatro kits biométricos. Cada kit é composto por computador portátil, scanner para coleta da biometria, câmera digital, pad para assinatura e cases para ambientação e transporte dos equipamentos. Os itens são padronizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e permitem que o eleitor saia do mutirão já com o título eleitoral em mãos e com a orientação para baixar o título digital (com foto) por meio do aplicativo e-Título.

O mutirão eleitoral integra a estratégia do cartório para alcançar os 98% de meta para 2025 da campanha “Biometria 100%”, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso (CRE-MT). Em Cuiabá, o maior colégio eleitoral do Estado, o cadastramento biométrico alcançou o índice de 90,8%, o correspondente a 398.650 eleitores e eleitoras, dentro de um universo de 438.876 pessoas aptas a votar. Falta um eleitorado de 40.226 (9,17%). Em Mato Grosso, a cobertura biométrica é de 91,08%, restando 227.053 eleitores que ainda não fizeram a biometria.

Documentos necessários

Para receber atendimento, basta apresentar um documento oficial com foto, na versão física ou digital. No mutirão, o eleitor ou a eleitora sai com o título em mãos e recebe orientação para baixar o título digital (com foto) por meio do aplicativo e-Título. Em casos de alistamento, transferência ou mudança de domicílio, é necessário apresentar um comprovante de endereço, que pode ser em documento físico ou digital.

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Qualquer eleitor ou eleitora pode ser atendido em mutirões ou ações da Justiça Eleitoral em qualquer parte de Mato Grosso — não é necessário votar no local ou residir na cidade onde a ação é realizada.

Biometria: confiança e segurança

A biometria é um processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. É pessoal e intransferível, garantindo que cada eleitor vote apenas uma vez e evitando que alguém se passe por outra pessoa no momento da votação.

Representa um avanço tecnológico que fortalece a segurança e a inclusão no processo de votação. Ela impede a duplicidade no cadastro, assegura a autenticidade do eleitor, garante agilidade na identificação, reduz filas, otimiza o tempo de votação, promove acessibilidade e aumenta a confiabilidade dos resultados das eleições.

Estagiária Natália Sarturi (supervisão do jornalista Anderson Pinho)

Crédito da Imagem: Google Earth

#PraTodosVerem – A imagem mostra a fachada da Igreja Batista da Paz, no bairro Parque Atalaia, um prédio de cor cinza com letreiro grande à esquerda e entrada principal ao centro, com portas de vidro. À frente há uma pequena área ajardinada com plantas ornamentais e algumas pedras decorativas, além de uma calçada com escadas de acesso. No lado direito, vê-se um portão metálico e uma placa indicando o nome da instituição. O local está situado em uma rua simples, com postes e fiação elétrica visíveis.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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