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Municípios no Nortão vão incentivar biometria e ajudar a localizar eleitores para o TRE-MT

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Três municípios do nortão mato-grossense firmaram compromisso com a Corregedoria Regional Eleitoral (CRE) para ajudar a localizar eleitores e estimular o seu cadastramento biométrico. Novo Horizonte do Norte, Porto dos Gaúchos e  Tabaporã vão desenvolver ações próprias para incentivar a biometria, auxiliando a Justiça Eleitoral na oferta dos serviços por meio de mutirões. A garantia foi dada na tarde desta quarta-feira (24) pelos prefeitos municipais em reunião com o desembargador Marcos Henrique Machado, corregedor Regional Eleitoral de Mato Grosso.

Durante a reunião em seu gabinete, o desembargador destacou aos gestores a necessidade e a importância do cadastramento biométrico, falou da campanha Biometria 100%, que visa alcançar pelo menos 98% de cobertura, e ressaltou o quanto o apoio dos municípios é indispensável nessa tarefa. “Precisamos do apoio dos prefeitos para ampliar a cobertura biométrica no Estado. Como gestores, os senhores conhecem bem o município e sabem como chegar até o eleitor porque estão mais próximos deles. Temos convicção de que, com esse apoio, teremos condições de ampliar de 70% para 90% a cobertura nesses municípios”, afirmou.

O prefeito de Tabaporã, Carlão Borchardt (PL), acredita que chegar aos eleitores será possível por meio dos mutirões. “Temos uma vasta área rural. O eleitor precisa saber que o serviço está disponível, para que ele possa ter a chance de fazer esse cadastramento ou regularizar sua situação”, observou. No município, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), há 7.728 eleitores aptos a votar, dos quais 5.552 (71,84%) já fizeram a coleta biométrica, enquanto 2.176 (28,16%) ainda não realizaram o procedimento.

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O prefeito de Porto dos Gaúchos, Vanderlei de Abreu (MDB), defende que uma alternativa seja oferecer mutirões nos fins de semana, pela maior chance de reunir pessoas para atender ao chamamento da Justiça Eleitoral. “Há fazendas que têm de 230 a 500 funcionários. É uma oportunidade de levar os serviços até eles, porque certamente não irão até a cidade para fazer a biometria”, pontuou. Em Porto dos Gaúchos, o índice de cobertura biométrica já atingiu 73,19%, o que corresponde a 3.109 eleitores, contra 1.139 (26,81%) que ainda não fizeram. O município tem 4.248 eleitores aptos a votar.

O prefeito de Novo Horizonte do Norte, Agenor Evangelista da Silva Júnior (Republicanos), avalia que o desafio não está nas estradas ou na internet, mas em facilitar o acesso do eleitor aos serviços da Justiça Eleitoral. “A gente precisava dessa conversa com o TRE-MT, que sinaliza uma autorização para que o município possa chegar até o eleitor, por meio dos mutirões, nos fins de semana, em assentamentos e comunidades, antes mesmo de começar o dia de trabalho do eleitor, para regularizar a biometria”, sugeriu.

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Em Novo Horizonte do Norte, 673 pessoas ainda não fizeram a biometria, o equivalente a 20,77%. Por outro lado, 2.567 já realizaram a coleta biométrica, cerca de 79,23%. Dos três municípios, é o que apresenta a situação mais confortável dentro da campanha Biometria 100%. Lá, são 3.240 eleitores aptos a votar.

Jornalista Anderson Pinho

#PraTodosVerem – A imagem mostra o desembargador Marcos Henrique Machado ao lado dos prefeitos de Tabaporã, Novo Horizonte do Norte e Porto dos Gaúchos, além de assessores, reunidos em torno de uma mesa de reuniões. Eles estão sentados em cadeiras executivas, com documentos, celulares e xícaras de café sobre a mesa. O ambiente é formal, com bandeiras ao fundo e um quadro decorativo na parede, indicando que se trata de uma reunião institucional.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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