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Comunidade rural de Nova Fernandópolis, em Barra do Bugres, será atendida pela Justiça Eleitoral

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A comunidade de Nova Fernandópolis, zona rural de Barra do Bugres (a 166 km de Cuiabá), vai receber atendimento durante mutirão preparado pelo cartório da 13ª Zona Eleitoral na segunda (8) e terça-feira (9). Os atendimentos vão ocorrer na Escola Raimunda Arnaldo Almeida Leão, situada na Rua Saturnino Leao Arroio, n° 290, das 8 às 16h30. O foco da ação é convencer 1.499 (6,65%) eleitores e eleitoras que ainda não fizeram o cadastramento biométrico no município. 

Dados extraídos do monitoramento da evolução do cadastramento biométrico no Estado apontam que Barra do Bugres possui uma cobertura de 93,35%, o que representa um eleitorado de 20.620 pessoas, dentro de um universo de 22.089 indivíduos aptos a votar. Além da biometria, outros serviços serão oferecidos, como alistamento eleitoral (primeiro título), transferência de domicílio, emissão de segunda via e da guia para recolhimento de multa eleitoral e revisão de dados cadastrais. 

“Convocamos a todos os eleitores de Barra do Bugres que ainda não realizaram o cadastro biométrico para comparecerem ao mutirão, cartório ou posto eleitoral mais próximo. O não cadastramento da biometria poderá resultar, futuramente, no cancelamento do título eleitoral, conforme previsto na Resolução TSE nº 23.659/2021. É uma situação que pode gerar diversas consequências e restrições em serviços públicos”, expressou a chefe do cartório da 13ª ZE, Sandra Regina Silva da Costa Ramos. 

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A estrutura necessária para o atendimento é levada inteiramente pelo cartório eleitoral, com dois servidores e dois kits biométricos. Cada kit é composto por computador portátil, scanner para coleta biométrica, câmera digital, pad para assinatura e cases para o transporte dos equipamentos. Todos os itens são padronizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O eleitorado sai do mutirão com o título eleitoral em mãos e com a orientação de que instale o título digital (com foto) por meio do app e-Título. 

Coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso (CRE-MT), a ação faz parte da campanha “Biometria 100%”, que alavanca a realização de mutirões e a participação dos cartórios eleitorais em grandes eventos. A meta da campanha é atingir pelo menos 98% de cobertura biométrica ainda este ano. 

Documentos para levar 

Para ser atendido, basta levar um documento oficial com foto, na versão física ou digital. Nos casos de mudança de domicílio, transferência ou alistamento, é necessário apresentar um comprovante de residência atualizado, podendo ser físico ou digital. Todo e qualquer cidadão residente no Brasil tem o direito de ser atendido em mutirões da Justiça Eleitoral, não sendo necessário votar no local ou residir na cidade onde a ação acontece. 

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O que é biometria 

É feita com impressão digital, virando uma ferramenta de identificação, que é coletada e armazenada, garantindo que o eleitorado tenha proteção e que vote apenas uma vez, sem o risco de falsidade ideológica. 

É um avanço na segurança e inclusão no processo de votação. Ela impede a duplicidade no cadastro, assegura a autenticidade do eleitor, garante a agilidade na identificação, reduz filas, otimiza o tempo de votação, promove acessibilidade e aumenta a confiabilidade dos resultados das eleições. 

Estagiária: Natália Sarturi (supervisão jornalista Anderson Pinho) 

#ParaTodosVerem: Em um escritório iluminado, um homem idoso de cabelos brancos e óculos escuros está sentado enquanto um atendente, usando máscara, segura sua mão para coletar digitais em um equipamento sobre a mesa. Há computadores, uma luz de aro e materiais de trabalho ao redor.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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