POLÍTICA NACIONAL

CAE aprova política nacional para processamento de minerais críticos

Publicado em

A política mineral do país pode ganhar novos instrumentos para garantir que o Brasil transforme em riqueza própria os recursos que exporta. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (9) um projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, com medidas para estimular o beneficiamento desses minérios dentro do país e assegurar o abastecimento futuro da indústria nacional.

O texto aprovado foi um substitutivo do relator, senador Esperidião Amin (PP-SC), que acolheu parcialmente oito das nove emendas apresentadas ao PL 4.443/2025, de autoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL). A proposta segue para decisão final na Comissão de Infraestrutura (CI).

— É preciso que haja uma política contínua e permanente de Estado para que esse objetivo seja alcançado, ou seja, favorecer e estimular aqui o beneficiamento dos minerais das terras-raras, que seja feito no Brasil — afirmou Esperidião Amin.

As terras-raras são um conjunto de 17 minerais usados como matéria-prima para setores considerados críticos, como mobilidade, defesa, eletrônica avançada e transição energética.

Leia Também:  Comissão aprova pensão especial a vítimas de ataques em escolas

Agregação de valor

Entre as alterações incorporadas, o relator acatou emenda para reforçar a agregação de valor aos minerais classificados como críticos e estratégicos, com exigência de que parte do minério extraído seja processada e industrializada em território nacional. A emenda do senador Rogério Carvalho (PT-SE) teve acolhimento parcial.

— Essa emenda propõe que o minério das terras-raras seja, no mínimo em 80%, processado e industrializado aqui no Brasil. Essa é a forma que a gente tem de garantir que faremos o uso adequado desses recursos e que teremos o controle, inclusive do que se exportará, dessa riqueza. É um mecanismo de controle extremamente eficaz — registrou Rogério.

Listas e instrumentos

A lista brasileira de minerais críticos e estratégicos será atualizada periodicamente pelo governo federal e deve orientar o uso dos instrumentos de estímulo previstos, como:

  • zonas de processamento de transformação mineral (ZPTMs);
  • incentivos fiscais e creditícios;
  • financiamentos específicos;
  • parcerias público-privadas e consórcios de pesquisa.

A proposta também inclui cobre e minerais nucleares entre os estratégicos e introduz regras de rastreabilidade da cadeia mineral, com informações sobre origem, volume e agentes envolvidos.

Leia Também:  Comissão aprova acesso de cooperativas a fundos regionais de desenvolvimento

Além disso, o projeto altera o Código de Mineração para acelerar o retorno de áreas disponíveis à exploração e impedir retenção especulativa, com a previsão da redução mínima de 50% da área autorizada na segunda prorrogação da pesquisa.

A política deverá ser regulamentada pelo Ministério de Minas e Energia e alinhada às diretrizes nacionais de transição energética e soberania tecnológica.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Comissão de Segurança Pública aprova porte de arma para médicos veterinários

Published

on

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5976/25, que autoriza o porte de arma de fogo de uso permitido para médicos veterinários registrados no Conselho Federal de Medicina Veterinária.

Pelo texto, do deputado Marcos Pollon (PL-MS), a Polícia Federal será responsável pela concessão, que terá validade de cinco anos, renováveis, em todo o país. O relator, deputado Junio Amaral (PL-MG), recomendou a aprovação da medida.

Amaral argumentou que muitos veterinários atuam em território rural, incluindo localidades isoladas, com baixo patrulhamento policial. “O indivíduo não pode ser impedido de se proteger e ter os meios adequados para isso”, afirmou.

Critérios
Além da inscrição no conselho profissional, o médico veterinário interessado no porte de arma deverá comprovar:

  • o exercício da profissão;
  • certidões criminais negativas;
  • aptidão psicológica e capacidade técnica para o uso seguro da arma de fogo; e
  • residência fixa.

O projeto não altera nenhuma lei, mas hoje o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03) estabelece, entre outras regras, que o requerente do porte de arma de uso permitido deverá demonstrar sua efetiva necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física.

Leia Também:  Comissão aprova acesso de cooperativas a fundos regionais de desenvolvimento

Próximos passos
O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, podendo depois seguir diretamente para o Senado sem precisar passar pelo Plenário da Câmara. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e, depois, ser sancionado pela Presidência da República.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA