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Judiciário e Município de Peixoto de Azevedo se unem para levar círculos de paz à população

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Foto horizontal que mostra vários estudantes adolescentes participando de um círculo de construção de paz. Ele estão sentados em círculo em volta de objetos colocados no chão, como papéis coloridos com palavras impressas, brinquedos, entre outros.O Município de Peixoto de Azevedo (691km ao norte de Cuiabá) dará início à implantação da Justiça Restaurativa como política pública, graças a um termo de cooperação firmado com o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur) e do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) daquela comarca.
“Realmente é uma grande conquista para Peixoto de Azevedo. Apresentamos à Prefeitura a possibilidade de se fazer círculos de paz nas escolas municipais e outros lugares para que as próprias pessoas consigam fazer a autocomposição.
Foto horizontal que mostra o juiz João Zibordi Lara durante entrevista coletiva, no Plenário do Júri. Ele é um homem branco, alto, de cabelos e olhos escuros, usando toga e óculos de grau.
Neste primeiro momento, firmamos o termo de cooperação e vamos dar andamento com a área da Saúde e nas escolas, para que sejam feitos treinamentos e tudo isso se desenvolva”, afirma o juiz João Zibordi Lara, da 2ª Vara de Peixoto de Azevedo.
De acordo com o secretário de Educação de Peixoto de Azevedo, professor João Paulo Silva Souza, no próximo dia 4 de fevereiro haverá uma aula magna sobre Justiça Restaurativa, marcando o início do ano letivo e da implementação da política de pacificação social nas escolas. “Vamos reunir todos os nossos profissionais da Educação do município e vamos disponibilizar para o Cejusc toda essa estrutura para que possa ser celebrada essa aula magna”, afirma.
O objetivo dessa parceria é formar facilitadores de círculo de construção de paz e levar essa prática para estudantes e servidores das Secretarias de Educação, Saúde e Assistência Social. Peixoto de Azevedo conta com cerca de 5,4 mil alunos da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental e mais de 400 profissionais da Educação.
“Nossa avaliação é muito positiva. Acreditamos que essa iniciativa é importantíssima justamente por celebrar uma cultura de paz. E a paz é sempre bem-vinda em todo lugar, assim como essa aproximação da Justiça também é muito importante”, comenta o secretário João Paulo.
O que é o Círculo de Construção de Paz – É um processo estruturado para organizar a comunicação em grupo, a construção de relacionamentos, a tomada de decisões e resolução de conflitos de forma eficiente. Geralmente é realizado com grupos pequenos, em torno de 10 a 20 pessoas, e tem duração média de duas horas, dependendo do tema a ser trabalhado pelo facilitador.
O objetivo dessa prática da Justiça Restaurativa é promover o bem-estar e a saúde emocional, proporcionando um espaço seguro e acolhedor para os participantes compartilharem suas experiências, desafios e emoções. Essa prática pode ajudar a reduzir o estresse, melhorar o clima organizacional e promover a saúde emocional.
Justiça Restaurativa em Mato Grosso
O Judiciário de Mato Grosso, por meio do NugJur, já firmou parceria com 30 municípios para promover a prática dos círculos de construção de paz. São eles: Alto Garças, Barra do Garças, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Colíder, Comodoro, Ipiranga do Norte, Juína, Lucas do Rio Verde, Luciara, Mirassol D’Oeste, Nova Brasilândia, Nova Mutum, Nossa Senhora do Livramento, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Peixoto de Azevedo, Planalto da Serra, Pontes e Lacerda, Poxoréu, Primavera do Leste, Rondonópolis, São Félix do Araguaia, São José do Rio Claro, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra e Várzea Grande.
Além disso, o TJMT mantém termos de cooperação para disseminação da Justiça Restaurativa com as seguintes instituições: Fundação André e Lúcia Maggi (FALM), Instituto Desportivo da Criança, Instituto Signativo, Ministério Público Estadual (MPE), Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e Unifasipe.

Autor: Celly Silva

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Fotografo: Josi Dias e Maycon Xavier

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Ações do TJMT ajudam população em situação de rua a reconstruir caminhos

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Dois homens sentados em uma mureta baixa diante de banner roxo com a frase "Atendimento Aqui" e "Acesso à Justiça para Pessoas em Situação de Rua". Um cachorro dorme na grama ao lado.“O combate à invisibilidade passa por reconhecer essas pessoas vulneráveis como sujeitos de direitos, não apenas como casos sociais”. A fala é do juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis, e retrata uma realidade enfrentada pela população em situação de rua em todo o país.
Em meio à correria das cidades, essas pessoas acabam passando despercebidas pela sociedade, mesmo que estejam em busca de dignidade. Em Mato Grosso, no entanto, esse cenário tem sido enfrentado com atuação ativa do Poder Judiciário.
Continuamente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) desenvolve ações para garantir que essas pessoas sejam vistas não apenas pelas vulnerabilidades, mas como cidadãos com direitos assegurados pela Constituição Federal.
Homem de óculos e camiseta branca com logo "Pop Rua Jud" dá entrevista. Um microfone da TV Justiça e um celular estão posicionados à frente dele para a gravação.A proposta do TJMT vai além do atendimento jurídico tradicional, construindo possibilidades de recomeço a partir da recuperação de documentos, acesso a serviços públicos e benefícios sociais, emprego e outras iniciativas de acolhimento. Para o juiz Wanderlei José dos Reis, levar o aparato da Justiça até essa população é fundamental para o enfrentamento dessas barreiras.
“O modelo tradicional de Justiça não alcança essas pessoas, por isso temos a Resolução CNJ n.º 425/2021, que estabeleceu mais uma política pública judiciária, instituindo que o Judiciário deve ser proativo. Ao caminharmos ao encontro delas, concretizamos o princípio do acesso universal à Justiça e densificamos o princípio da dignidade humana, ambos previstos na Constituição”, avalia o magistrado.
Wanderlei Reis, que é titular da 2ª Vara de Família e Sucessões de Rondonópolis e coordenador do PopRuaJud, explica ainda que, por meio de mutirões de cidadania e projetos itinerantes, o Judiciário leva atendimento até os locais onde essas pessoas estão. O objetivo é oferecer orientação, acolhimento e assegurar direitos básicos.
Mulher em guichê de atendimento conversa com homem sentado à sua frente. Entre eles, um computador mostra o sistema. O ambiente é amplo e sugere uma ação de serviços públicos.O magistrado relata que as demandas apresentadas são diversas. Há busca por documentos civis, atendimento de saúde, benefícios assistenciais, trabalhistas e até auxílio em questões familiares. Existem ainda casos envolvendo violência, discriminação e violação de direitos. Segundo Wanderlei Reis, o trabalho engajado do TJMT também cria uma relação de confiança entre a instituição e essa população.
“Nossas ações envolvem parcerias com órgãos de assistência social, Defensoria Pública e outras entidades que nos ajudam a proporcionar um atendimento diversificado, humanizado e simplificado. Dessa forma, conseguimos oferecer suporte completo, permitindo que essas pessoas encontrem caminhos para retomar a própria autonomia”, pontua o juiz coordenador.
*A expressão “casos sociais” costuma ser usada para tratar pessoas vulneráveis apenas como um problema assistencial, alguém que depende de ajuda ou caridade, sem enxergar sua individualidade, cidadania e direitos garantidos por lei.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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