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Casa do Autista de Cuiabá terá equipe capacitada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso

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Prédio moderno com rampas, jardins e uma escultura colorida em degradê. No topo, o letreiro O Poder Judiciário de Mato Grosso irá capacitar os profissionais que farão atendimentos na Casa do Autista de Cuiabá. A capacitação foi confirmada, nesta quarta-feira (25), pela vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho.
A magistrada participou da solenidade de apresentação do projeto de construção da sede própria da Casa do Autista promovida pela Prefeitura de Cuiabá e Governo do Estado. A desembargadora, que preside a Comissão de Acessibilidade e Inclusão do TJMT, destacou que a criação do espaço é a realização de um sonho.
“É um projeto que supre a necessidade de mães atípicas que não têm condições de pagar por um tratamento e acompanhamento dos seus filhos. A Casa do Autista será um acolhimento para essas pessoas. E o TJMT terá participação, com a capacitação da equipe multidisciplinar”, afirmou a desembargadora.
De acordo com o projeto elaborado pelo Município, o local contará com 48 ambientes distribuídos em uma área total de 8.991,85 m². O centro de atendimento será construído no prédio da antiga Escola Nilo Póvoas, localizado no bairro Bandeirantes.
Espaço lúdico com mesas infantis, brinquedos e planetas suspensos no teto. Paredes decoradas com peças de quebra-cabeça e números. Uma menina brinca em um balanço e um menino observa o ambiente.A previsão de investimento é de R$ 8 milhões e o prazo estimado para conclusão da obra é de um ano e seis meses. O complexo neurossensorial terá atendimento multidisciplinar para diagnóstico, terapias e acompanhamento contínuo das pessoas neurodivergentes e familiares.
Entre os serviços que serão oferecidos estão: atendimento clínico, apoio psicossocial, musicoterapia, fisioterapia, terapia ocupacional, psicoterapia infantil, neuropediatria e psicomotricidade. Também haverá espaço para orientação jurídica, suporte social e acolhimento às famílias atípicas.
“Agora vamos encaminhar para que seja montado o termo de referência e realizada a licitação. Nesse tempo que a gente gasta para a licitação dos equipamentos, mobiliários e decoração, a obra da estrutura física já vai estar acontecendo”, explicou o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini.
A primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris, apontou a parceria com o TJMT como fundamental para o projeto. Ela lembrou que o Judiciário já tem contribuído com a realização de eventos de capacitação, pelos quais os servidores do Município estão conseguindo se qualificar para atendimento dessa demanda.
“Vamos continuar com essa parceria. Já conversamos com a desembargadora Nilza para que tenhamos sempre essa possibilidade dos profissionais da prefeitura, principalmente da Educação e da Saúde, participarem dessas qualificações”, comentou a primeira-dama.
A solenidade contou também com a participação do vice-governador do Estado, Otaviano Pivetta, do procurador-geral do Ministério Público, Paulo Prado, parlamentares municipais e federais.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Proteção à infância avança com atuação humanizada do Judiciário

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O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, instituído pela Lei federal nº 8.069/1990, representa um marco na legislação brasileira e mundial ao determinar a proteção integral às pessoas dessa faixa etária, em razão de sua condição de seres em desenvolvimento.
Enquanto responsável por aplicar as leis, o Judiciário tem garantido o acesso de crianças e adolescentes aos seus direitos fundamentais, o que pode ser observado no número de processos.
Conforme levantamento realizado pelo Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-MT), é crescente o número de ações judiciais envolvendo crianças e adolescentes ao longo dos anos. Somente na esfera cível, houve um salto de 4.992 processos em 2020, para 11.653 ações em 2025. Neste ano, até o último dia 10 de julho, já haviam sido ajuizados 6.167 casos na primeira instância da Justiça estadual.
Em relação às sentenças, o crescimento também é significativo, pulando de 1.196 em 2020, para 9.113 em 2025. Neste ano, já foram proferidas 4.396 sentenças somente nos processos envolvendo crianças e adolescentes.
A maioria dessas ações são relativas a medidas protetivas, acolhimento institucional, obrigação de fazer ou não fazer, orientação e acompanhamento temporário, acesso próximo ao domicílio, tratamento médico-hospitalar, guarda, adoção, fornecimento de medicamentos, entre outros.
Na seara infracional também houve aumento no número de processos. Em 2020, foram registrados 4.728 casos novos. De lá para cá, o pico de processos ocorreu no ano seguinte, com 7.860 ações, caindo levemente para 7.520 em 2025. Neste ano, já foram ajuizadas 4.385 ações, até o dia 10 de julho.
O crescimento no número de sentenças também é observado na série histórica, com 1.624 sentenças em 2020, subindo para 5.986 no ano passado. Em 2026, 3.111 processos na esfera infracional já foram sentenciados até 10 de julho, em todo o Primeiro Grau de jurisdição do estado.
Abordagem humanizada
Mais do que nos números, a eficiência do atendimento judiciário à população infantojuvenil pode ser observada na humanização de cada abordagem processual. Ao reconhecer a condição de vulnerabilidade de cada criança e adolescente, o Judiciário mato-grossense adota medidas de acolhimento, como o depoimento especial, por exemplo.
Quando uma criança ou adolescente precisa ser ouvido em um processo judicial, isso demanda um cuidado redobrado e uma técnica especial, o que ocorre por meio do depoimento especial. Essa é uma forma de buscar a prova mediante relato do menor à autoridade policial ou judiciária, sempre por um profissional capacitado, geralmente psicólogo ou assistente social, de forma humanizada, reservada e respeitando os sentimentos e o tempo de cada um. Tal mecanismo é previsto na Lei nº 13.431/2017, que estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência.
Crianças e adolescentes cujos pais passam pelo processo de separação ou divórcio, também recebem atenção especial do Judiciário estadual, por meio das oficinas de parentalidade, oferecidas gratuitamente aos responsáveis, visando garantir o bem-estar emocional dos filhos, além de suas próprias emoções. As oficinas também são uma importante ferramenta para prevenir crimes como a alienação parental.
Realizadas por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), de forma alinhada à Recomendação nº 50/2014 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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