AGRONEGÓCIO

AgroBrasília 2026 aposta em tecnologia, inovação e agricultura sustentável

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A capital federal volta a receber, de terça a sábado da semana que vem (dias 19 e 23 de maio), um dos principais encontros do agronegócio do Planalto Central. A AgroBrasília 2026 será realizada no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF, reunindo produtores rurais, cooperativas, startups, empresas de máquinas agrícolas, instituições de pesquisa e agentes do setor financeiro em torno de soluções voltadas ao aumento da produtividade e à sustentabilidade no Cerrado brasileiro.

Organizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), a feira consolidou-se nos últimos anos como uma das principais vitrines de tecnologia agrícola do país, especialmente nas áreas de agricultura de precisão, conectividade no campo, mecanização e gestão eficiente da produção.

A expectativa dos organizadores é receber visitantes de diversas regiões do Brasil, em um momento em que o produtor rural busca alternativas para elevar eficiência operacional diante do aumento dos custos de produção, das pressões climáticas e dos desafios relacionados ao crédito rural.

Entre os destaques da edição deste ano está o Pavilhão AiTec, desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). O espaço será voltado à inovação e concentrará startups, empresas de tecnologia e soluções digitais aplicadas ao agronegócio, incluindo ferramentas de automação, inteligência artificial, monitoramento remoto e gestão de dados no campo.

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A programação também prevê nove circuitos tecnológicos coordenados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF). Os circuitos devem apresentar técnicas e estratégias ligadas à produtividade, manejo sustentável, conservação de solo, irrigação, uso racional de insumos e adaptação às condições climáticas do Cerrado.

Outro foco da AgroBrasília 2026 será a participação de pequenos e médios empreendedores rurais. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Distrito Federal (Sebrae-DF) participará da feira com ações voltadas ao fortalecimento da gestão, inovação e competitividade dos negócios ligados ao agro.

A feira também deve concentrar demonstrações de máquinas agrícolas, equipamentos para agricultura de precisão, soluções em conectividade rural, energia renovável e tecnologias voltadas à produção sustentável. Fabricantes e revendas aproveitarão o evento para apresentar lançamentos e negociar diretamente com produtores.

Nos últimos anos, a AgroBrasília ganhou importância estratégica dentro do calendário nacional do agronegócio por funcionar como uma vitrine de tecnologias adaptadas às condições do Cerrado, bioma que hoje concentra parte relevante da produção brasileira de grãos, fibras e proteínas animais.

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A região do PAD-DF, onde o evento é realizado, é considerada uma das áreas agrícolas mais tecnificadas do país e referência em produtividade, irrigação e adoção de inovação no campo.

Serviço

AgroBrasília 2026

  • Data: 19 a 23 de maio de 2026
  • Local: Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, PAD-DF, Brasília (DF)
  • Organização: Coopa-DF
  • Destaques:
    • Pavilhão AiTec, com foco em inovação e startups do agro
    • Circuitos tecnológicos da Emater-DF
    • Máquinas agrícolas e agricultura de precisão
    • Soluções para sustentabilidade e produtividade no Cerrado
    • Participação do Sebrae-DF voltada a pequenos e médios produtores

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Carne, café e soja terão que comprovar origem a partir de 30 de dezembro

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Produtores, cooperativas e exportadores brasileiros que abastecem o mercado europeu têm menos de três meses para revisar as informações de origem dos produtos sujeitos ao Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR). A aplicação começa em 30 de dezembro para grandes e médios operadores abrangidos pela norma. A preparação exige identificar as áreas de produção, conferir fornecedores e reunir evidências de regularidade.

O regulamento alcança bovinos, cacau, café, óleo de palma, borracha, soja, madeira e determinados derivados. Para entrar no mercado europeu, os produtos incluídos precisam atender a dois critérios: estar livres de desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020 e ter sido produzidos conforme a legislação aplicável no país de origem.

Isso significa que uma autorização de supressão de vegetação concedida no Brasil não afasta, por si só, o critério europeu. O comprador responsável pela entrada da mercadoria no bloco terá de verificar tanto a legalidade da produção quanto o histórico da área.

A localização é uma das informações centrais. Para produtos agrícolas, o regulamento exige a geolocalização das áreas onde a matéria-prima foi produzida. Quando um lote reúne produção de diferentes propriedades, as respectivas origens precisam ser identificadas.

Na pecuária, a exigência envolve os estabelecimentos onde os bovinos foram mantidos. A organização dos dados, portanto, precisa alcançar as etapas anteriores ao fornecimento para o abate, conforme os requisitos aplicáveis ao produto.

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O Cadastro Ambiental Rural (CAR) pode integrar o conjunto de informações utilizado na comprovação. Sua apresentação, entretanto, precisa estar acompanhada de dados e evidências verificáveis sobre a área, a produção e sua conformidade. Divergências entre coordenadas, documentos e registros dos fornecedores podem dificultar a análise.

A obrigação de realizar a chamada diligência devida, processo de coleta de informações e avaliação de riscos, recai principalmente sobre o operador que introduz o produto no mercado europeu pela primeira vez ou o exporta da União Europeia. O produtor brasileiro que fornece a uma empresa responsável pela exportação pode receber pedidos de informações necessários ao cumprimento dessas obrigações.

Essa diferença também importa para os prazos. A maior parte dos micro e pequenos operadores abrangidos terá até 30 de junho de 2027, mas isso não assegura automaticamente um prazo adicional ao pequeno produtor brasileiro. Quem abastece um comprador sujeito às regras em dezembro precisa organizar os dados conforme as necessidades dessa cadeia.

Há uma exceção no calendário: micro e pequenos operadores já alcançados pelo regulamento europeu da madeira deverão cumprir a EUDR a partir de 30 de dezembro de 2026.

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O Brasil está classificado pela Comissão Europeia como país de risco padrão. Por isso, os produtos brasileiros não recebem, de forma geral, a simplificação da diligência reservada às origens de baixo risco. O operador deve avaliar as informações e adotar medidas para reduzir eventuais riscos de descumprimento.

Quando os dados obrigatórios não podem ser obtidos, o produto não pode ser colocado no mercado europeu pelo operador sujeito à regra. Os documentos da diligência devem ser conservados por cinco anos.

A lista de produtos também merece atenção. Segundo a Comissão Europeia, itens acrescentados ao alcance da norma em 2026, como café solúvel, determinados derivados do óleo de palma e línguas bovinas congeladas, estarão sujeitos às exigências a partir de 30 de dezembro de 2027.

Para preparar os próximos embarques, o primeiro passo é confirmar com o comprador quais produtos e operações estão abrangidos. Depois, conferir as localizações, relacionar cada fornecimento à sua origem e organizar o histórico das áreas e os documentos de legalidade. A revisão antecipada permite identificar lacunas antes que elas comprometam a comercialização.

Fonte: Pensar Agro

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