AGRONEGÓCIO

Brasil enfrenta calor intenso e chegada de ciclone extratropical nesta semana

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Depois de uma onda de frio que atingiu o país nos últimos dias, a semana começa com mudança brusca no clima. A partir desta segunda-feira (18.08), as temperaturas voltam a subir em grande parte do território nacional, trazendo a sensação de veranico em regiões do Centro-Oeste e Sudeste, enquanto o Sul se prepara para a passagem de um ciclone extratropical que deve provocar chuva forte e ventos intensos.

Em Cuiabá, os termômetros já marcam calor extremo, com previsão de alcançar os 38 °C ainda hoje. Porto Velho também deve registrar máximas elevadas, chegando a 35 °C. No Sudeste, o tempo firme predomina e impulsiona as temperaturas: São Paulo deve chegar a 28 °C nos próximos dias, enquanto Belo Horizonte poderá registrar até 28 °C e Vitória, 26 °C.

No Sul, o cenário é diferente. Porto Alegre deve oscilar entre 12 °C e 23 °C, e Curitiba varia de 12 °C a 20 °C. A partir de terça-feira (19), o avanço de um ciclone extratropical deve mudar o tempo na região, trazendo pancadas de chuva, risco de temporais de granizo e ventos que podem variar de 80 km/h a 100 km/h em pontos isolados do Rio Grande do Sul, Paraná e até do interior de São Paulo e sul de Mato Grosso.

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Segundo a Climatempo, o fenômeno também afetará o Centro-Oeste. Apesar do calor intenso, cidades como Campo Grande podem sentir queda na máxima, que deve cair para 33 °C. Já em Cuiabá, o céu encoberto deve aliviar ligeiramente a sensação de calor.

A expectativa é de que o veranico, associado a um bloqueio atmosférico no Brasil central, se estenda até a próxima segunda-feira (25). Nesse período, a previsão é de tempo firme e seco no Centro-Oeste e no Sudeste, o que aumenta o alerta para baixa umidade do ar e maior risco de queimadas. No Sul, por outro lado, a chuva provocada pelo ciclone tende a perder força a partir de quinta-feira (21).

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Sob articulação do ex-ministro Neri Geller, entidades do agro alertam o MAPA sobre endividamento rural

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O encontro reuniu a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA).
O encontro reuniu a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA).

A preocupação com o avanço do endividamento no campo esteve no centro de uma reunião entre representantes do setor produtivo e o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, articulada pelo ex-ministro da Agricultura Neri Geller. O encontro reuniu a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA).

A agenda teve como foco a busca por alternativas para enfrentar o cenário financeiro que afeta produtores rurais em diversas regiões do país, especialmente diante dos impactos acumulados por adversidades climáticas, oscilações de mercado e aumento dos custos de produção.

Com ampla experiência no setor e forte interlocução em Brasília, Neri Geller atuou na aproximação entre as entidades e o Governo Federal para que a situação fosse apresentada diretamente ao Ministério da Agricultura.

Durante a reunião, os representantes das entidades destacaram a necessidade de construção de soluções que permitam a recuperação da capacidade financeira dos produtores e garantam condições para a continuidade da atividade agropecuária, considerada um dos principais motores da economia brasileira.

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Os números demonstram a dimensão do desafio. Dados do Derop/Bacen, com base no Sicor, apontam que o saldo de crédito rural problemático alcançou R$ 186,5 bilhões no Brasil em abril de 2026. Em Mato Grosso, o montante chegou a R$ 21,8 bilhões, representando aproximadamente 20,2% do saldo total das operações de crédito rural do estado.

Segundo as entidades, o crescimento desse passivo preocupa não apenas os produtores, mas toda a cadeia econômica ligada ao agronegócio, com reflexos sobre fornecedores, cooperativas, revendas, transportadoras, prestadores de serviços e os municípios cuja arrecadação depende diretamente da atividade agropecuária.

Em documento entregue ao ministro, a Aprosoja MT apresentou contribuições para o debate sobre mecanismos que possam facilitar a reorganização financeira dos produtores mais afetados pela crise, defendendo critérios técnicos e segurança jurídica para eventuais medidas de renegociação.

Para o presidente da entidade, Lucas Costa Beber, é fundamental que as soluções adotadas alcancem os produtores que enfrentam dificuldades decorrentes de perdas climáticas, produtivas e econômicas registradas nos últimos anos.

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De acordo com Neri Geller, a discussão sobre o endividamento rural precisa ser tratada como uma questão estratégica para a economia nacional.

“Não há como tratar da recuperação da atividade sem falar da retomada da capacidade de pagamento do produtor rural. Quanto mais essa medida for postergada, sem uma solução concreta sobre o endividamento, mais estaremos comprometendo fornecedores, cooperativas, revendas, municípios e toda a economia que gira em torno da produção agropecuária no País”, afirmou.

A expectativa das entidades é que o diálogo com o Ministério da Agricultura contribua para acelerar a construção de alternativas capazes de preservar a atividade produtiva, garantir a continuidade dos investimentos no campo e reduzir os impactos econômicos do atual cenário de endividamento.

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