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Sorriso sedia abertura nacional da colheita do milho safrinha 2025

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O município de Sorriso (cerca de 400 km da capital, Cuiabá), em Mato Grosso, foi palco na manhã desta quarta-feira (18.06) da abertura oficial da colheita nacional do milho de segunda safra de 2025. O evento, realizado na Fazenda Dois Irmãos, do Grupo ABF, contou com a presença do governador Mauro Mendes e reuniu produtores, lideranças do setor e autoridades para marcar o início dos trabalhos no campo.

Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a atual safra deve ser histórica. A produção estimada é de 50,38 milhões de toneladas, superando em 3% o volume colhido no ciclo anterior, que foi de 48,7 milhões de toneladas. O crescimento é atribuído às condições climáticas favoráveis mesmo fora da janela ideal de plantio, o que permitiu bom desenvolvimento das lavouras até o fim de maio.

A área cultivada também avançou e alcançou 7,13 milhões de hectares — alta de 4,85% em relação à safra 2023/2024. A produtividade média prevista é de 117,74 sacas por hectare, 1,86% superior ao rendimento registrado na temporada anterior.

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A programação do evento incluiu três painéis técnicos, abordando os desafios regulatórios da produção agrícola, o uso do etanol como alternativa sustentável e as perspectivas da produção nacional de milho para o biênio 2025/2026. Às 11h10, ocorreu o momento simbólico da largada das colheitadeiras.

Mato Grosso mantém sua posição como maior produtor de milho do Brasil. Dos dez principais municípios produtores, sete estão no estado, segundo dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) do IBGE. Sorriso lidera o ranking, seguido por outras potências como Nova Ubiratã, Nova Mutum, Querência, Diamantino, Primavera do Leste e São Félix do Araguaia.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Exportação de frango bate recorde e receita mensal ultrapassa R$ 5 bilhões

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As exportações brasileiras de carne de frango ultrapassaram a marca de R$ 5 bilhões em receita mensal em maio. Com o desempenho aquecido, os embarques de carne de frango, tanto na versão fresca quanto na processada, renderam R$ 5,045 bilhões, montante 36% superior aos R$ 3,706 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

Esse resultado foi sustentado por um volume recorde de 509,9 mil toneladas enviadas ao exterior, superando em quase 30% as 393,4 mil toneladas embarcadas um ano antes, quando o setor lidava com os efeitos dos casos isolados de gripe aviária em granjas do Rio Grande do Sul. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, a receita total chegou a R$ 23,57 bilhões, ante R$ 21,17 bilhões nos mesmos meses de 2025, enquanto o volume total subiu para 2,45 milhões de toneladas.

O Paraná mantém o posto de maior exportador do país, respondendo por 213,9 mil toneladas enviadas apenas em maio. A China segue como a principal compradora, com alta de 34,7% nas aquisições. Especialistas do mercado avaliam que a diversificação dos destinos, alcançando desde mercados exigentes na Ásia e Europa até novas fronteiras em países emergentes, é o que garante esse fôlego ao setor, permitindo que a oferta interna se mantenha equilibrada.

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No mercado doméstico, a carne de frango se consolida como a proteína mais competitiva na cesta do consumidor, especialmente em um cenário onde a carne bovina permanece em patamares elevados e o poder de compra das famílias segue contido. A estabilidade de preços observada na última semana indica um mercado ajustado. Contudo, o setor faz um alerta importante aos produtores: a disciplina na produção é essencial. Especialistas destacam que, embora a demanda externa esteja firme, o aumento excessivo de alojamentos de pintinhos pode gerar um descompasso entre oferta e demanda, pressionando os preços para baixo nos próximos meses.

A estabilidade também é verificada nos preços dos principais cortes. No atacado de São Paulo, o peito congelado é negociado a R$ 8,80, enquanto na distribuição o valor sobe para R$ 9,00. A coxa congelada custa R$ 7,00 no atacado e R$ 7,20 na distribuição, enquanto a asa é comercializada a R$ 11,00 no atacado e R$ 11,30 no segmento de distribuição. Os cortes resfriados seguem a mesma linha, com o peito cotado a R$ 8,90 no atacado e R$ 9,10 para o distribuidor, a coxa a R$ 7,10 no atacado e R$ 7,30 na distribuição, e a asa a R$ 11,10 no atacado e R$ 11,40 na distribuição.

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No mercado de aves vivas, o cenário regional mostra contrastes. Enquanto no Sul e Sudeste as cotações seguem estáveis — com o frango vivo sendo cotado a R$ 5,20 em São Paulo, R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, R$ 4,60 no Oeste do Paraná, R$ 5,30 no Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, e R$ 5,40 em Minas Gerais e Goiás —, o Nordeste enfrenta uma realidade diferente. A menor oferta na região impulsionou os preços, com altas expressivas que levaram o quilo a R$ 6,80 no Ceará, R$ 7,00 em Pernambuco e R$ 7,20 no Pará.

Fonte: Pensar Agro

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