MATO GROSSO

Filhote de Anta resgatado em Ribeirão Cascalheira segue tratamento veterinário em Cuiabá

Publicado em

Uma anta filhote que foi resgatada em uma área rural de Ribeirão Cascalheira e passou por atendimento médico veterinário por ferimentos na pele, foi trazida para Cuiabá no fim da semana passada para continuar o tratamento. O transporte de Pequizinha, como a pequena é conhecida, foi realizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) que a levou para uma clínica parceira.

A filhote estava em tratamento em Barra do Garças, em uma clínica credenciada pela Sema, após ser resgatada com escoriações, possivelmente causada por ataques de cães. O resgate ocorreu na terça-feira (8.4) pela Polícia Militar de Proteção Ambiental, que encaminhou o mamífero para a Diretoria de Unidade Desconcentrada da Sema no município.

“A anta é o maior mamífero terrestre do Brasil e encontra-se na lista de animais vulneráveis. Com um comportamento solitário, habita principalmente áreas abertas ou florestais próximas a cursos d’água e sua alimentação é a base de frutos, o que colabora para dispersão de sementes”, explica a bióloga e servidora da Coordenadoria de Fauna e Recursos Pesqueiro, Rebeca Marcos

Outros filhotes de antas resgatados

Outro filhote de anta foi resgatado na cidade de Campo Verde por um trabalhador rural com um grave ferimento no umbigo, no dia 2 de abril. A recém-nascida foi encontrada bem debilitada e assustada na região do assentamento rural 28 de outubro e foi encaminhada à 11ª CIBM (Companhia Independente de Bombeiro Militar) que a entregou aos cuidados de um veterinário. Diante da condição delicada, a Sema realizou o transporte do mamífero até o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, onde ainda se encontra em tratamento.

Leia Também:  Crédito da Desenvolve MT para jovens e mulheres cresce 8,14% em 2024

Um trabalhador rural realizou o resgate de um filhote cuja mãe, de acordo com o munícipe, tinha sido atropelada na rodovia MT 229, em março. Toledo, como é chamado, tem aproximadamente dois meses de vida e foi encontrado em bom estado de saúde e sem machucados. O animal foi direcionado pela Sema ao Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental de Várzea Grande que o encaminhou a uma Área de Soltura no município de Jangada, cadastrada junto à Sema, para cuidados nutricionais e posterior destinação.

Em Nortelândia, uma moradora da região entrou em contato com a 5ª Companhia Independente de Polícia Militar de Proteção Ambiental (CIA PMPA), solicitando o resgate de um filhote de anta, que foi encontrado em sua fazenda. Com menos de um mês de vida, o filhote Waldinho foi transferido para o Hospital Veterinário da UFMT, em Cuiabá. O animal chegou em estado delicado, e após avaliação clínica apresentou complicações causadas por artrite séptica e flegmão (uma espécie de inflamação) e continua internado em tratamento desde o mês de fevereiro.

Leia Também:  Com receita prevista em R$ 39,8 bi, diretrizes orçamentárias para 2025 são discutidas na AL

Paca

Outro animal silvestre resgatado nos últimos dias foi Neto, um jovem macho de Paca, que foi encontrado em um bairro residencial de Tangará da Serra com alguns arranhões, que suspeita ser de cachorros. O animal silvestre foi resgatado pela Diretoria de Unidade Desconcentrada de Tangará da Serra no dia 3 de abril e na segunda-feira (7.4) foi transportado para uma Área de Soltura credenciada à Sema, no município de Jangada, para cuidados nutricionais, aclimatação e posterior soltura.

“A paca é um animal típico do Cerrado, sendo considerado o segundo maior roedor do Brasil, menor apenas que a capivara. De hábito noturno, o animal tem grande força na dentição e olfato apurado e vive em tocas no chão e buracos próximo a rios e lagos, o que torna difícil sua visualização na natureza”, diz Rebeca.

Orientações

A Sema orienta que ao encontrar animais silvestres que necessitem de resgate, acione a Polícia Militar pelo 190 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. O procedimento é importante para evitar riscos desnecessários tanto à saúde tanto do animal como do cidadão.

*Com supervisão de Renata Prata

Fonte: Governo MT – MT

Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Pai Presente: privados de liberdade reconhecem paternidade durante audiência online em Cáceres

Published

on

Dois pais privados de liberdade deram um passo decisivo, nesta terça-feira (4), para fazer parte da vida de suas filhas. Durante audiências de reconhecimento espontâneo de paternidade realizadas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Cáceres (218km de Cuiabá), ambos garantiram às crianças o direito de terem o nome do pai e dos avós paternos na certidão de nascimento.
As audiências integram a programação do Mutirão Pai Presente, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de Justiça de todo o país, entre os dias 3 e 7 de julho. As audiências foram realizadas por videoconferência com os pais, que estão custodiados na Cadeia Pública de Cáceres. A sessão foi conduzida pela mediadora Débora Ferreira da Silva Lizieri, com a participação do defensor público Antônio Góes de Araújo.
Embora compartilhem a mesma condição de privação de liberdade e de terem conhecido as filhas por meio de uma tela de computador, suas histórias têm caminhos diferentes.
Na primeira audiência, um pai já maduro, que vive em união estável com a mãe da criança desde junho de 2025, mas foi preso cerca de dois meses antes do nascimento da menina, ocorrido em 10 de julho deste ano. Não acompanhou a reta final da gestação, o parto e nem pôde segurá-la nos braços.
Logo após a assinatura do termo de reconhecimento, fez uma pergunta emocionada: “Posso ver minha filha?” Sua mulher então mostrou a bebê para ele, que chorou e fez uma oração, pedindo a Deus que cuidasse da menina e que ela nunca se esquecesse dele.
Além do reconhecimento da paternidade, o casal solicitou a formalização da união estável, existente desde junho de 2025. A medida permitirá que a mãe seja orientada pela Defensoria Pública para requerer autorização judicial para visitar o pai na unidade prisional com a criança, possibilitando o primeiro encontro presencial entre os dois.
Na segunda audiência, um jovem pai também viu pela primeira vez a filha, nascida em 10 de junho de 2026. Diferentemente do primeiro caso, os jovens pais não mantêm um relacionamento. Após o reconhecimento voluntário, a mãe foi orientada a procurar a Defensoria Pública para receber assistência jurídica quanto ao pedido de pensão alimentícia, garantindo à criança todos os direitos decorrentes da filiação.
Em ambos os casos, o reconhecimento foi consensual, dispensando a necessidade de uma ação judicial.
Com a homologação dos acordos, o Poder Judiciário de Mato Grosso encaminhará os termos aos cartórios para inclusão do nome dos pais e dos avós paternos nos registros civis das crianças.
Como os casos chegaram ao Cejusc
As duas situações tiveram origem nos próprios cartórios de registro civil. Durante o atendimento, as mães informaram o nome completo e o endereço dos supostos pais. O cartório enviou os dados para o Poder Judiciário, que viabilizou o reconhecimento da paternidade por meio do Mutirão Pai Presente.
A conciliadora Débora Ferreira da Silva Lizieri explica que esse procedimento é comum. “De 100% dos casos de investigação de paternidade, cerca de 30% terminam em reconhecimento espontâneo. Esses dois exemplos ocorreram porque os pais estavam privados de liberdade e não puderam estar presentes no momento do registro da criança no cartório.”
Tecnologia que garante direitos
O defensor público Antônio Góes de Araújo destacou que a realização das audiências por videoconferência permitiu assegurar um direito fundamental às crianças. “Graças à tecnologia conseguimos realizar as audiências de forma remota. O nome do pai no registro de nascimento é importante para as crianças, para o reconhecimento da sua origem e, em última análise, é uma situação que promove unidade familiar.”
Direito à identidade
O Mutirão Pai Presente busca ampliar o acesso ao reconhecimento voluntário de paternidade em todo o Brasil, garantindo às crianças e aos adolescentes o direito à identidade, à convivência familiar e aos direitos decorrentes da filiação, como alimentos, herança e benefícios previdenciários.
Em Mato Grosso, todas as comarcas participam da mobilização ao longo desta semana, oferecendo atendimento para reconhecimento espontâneo de paternidade, mediação e orientação às famílias.

Autor: Marcia Marafon

Leia Também:  Governo de MT destaca avanços na produção de pequena escala das aldeias no dia internacional dos Povos Indígenas

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA