Ministério Público MT

Gaeco deflagra operação em combate ao tráfico de drogas em MT

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), força-tarefa permanente composta pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, deflagrou nesta quarta-feira a Operação “Natal Antecipado”. Policiais cumprem 17 ordens de prisão preventiva, 16 mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens e valores dos investigados ligados a uma organização criminosa com atuação no tráfico de drogas.
A operação está sendo realizada de forma simultânea nas cidades de Feliz Natal e Cuiabá, com mandados de busca e apreensão cumpridos em diversos endereços, incluindo a Penitenciária Central do Estado (PCE).
As ordens judiciais foram expedidas com base em investigações conduzidas pela equipe do GAECO de Sinop, que identificou um núcleo criminoso responsável por movimentar e coordenar atividades ilícitas na região norte do Estado, com especial foco na distribuição de entorpecentes.
Além das medidas cautelares de prisão e busca, foi determinado o sequestro de bens e valores pertencentes aos investigados, como forma de desarticular o financiamento das atividades ilícitas e enfraquecer a estrutura financeira da organização criminosa.
A operação contou com o apoio da Polícia Militar por meio do 3º Comando Regional, que atuou de forma conjunta em diligências investigativas e garantiu o suporte operacional no cumprimento dos mandados, reafirmando a integração entre as forças de segurança no combate ao crime organizado em Mato Grosso.
Com a deflagração da Operação Natal Antecipado, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso reafirma seu compromisso institucional com o enfrentamento permanente à criminalidade organizada, atuando de forma coordenada para a desarticulação de facções criminosas e a garantia da ordem pública.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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