A Polícia Civil deflagrou na segunda-feira (03.2) a Operação Sanguis Innocens para cumprir seis mandados de buscas e de prisões contra investigados pelo assassinato de um casal em Brasnorte. Os mandados foram cumpridos nas cidades de São José do Rio Claro e Brasnorte.
O crime foi registrado em setembro do ano passado e vitimou Mirta de Lima, de 34 anos e Jeferson Laurindo, de 28 anos.
Inicialmente, o sumiço do casal foi registrado como desaparecimento, na Delegacia de Brasnorte. Contudo, no decorrer das investigações, a equipe policial apurou que Jeferson e Mirta foram executados e tiveram os corpos enterrados.
Conforme a investigação, o casal foi morto por integrantes de uma facção criminosa. O duplo homicídio teve motivações fúteis. Jeferson estava alcoolizada e foi tirar satisfação com vizinhos, integrantes da facção, que não gostaram da atitude e o mataram. Mirta presenciou a morte do marido e também foi morta.
Duas prisões temporárias e três de buscas foram cumpridas em Brasnorte e um mandado de buscas em São José do Rio Claro.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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