MATO GROSSO

Polícia Militar prende quadrilha, drogas e armas durante abordagens em Carlinda

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Policiais militares da Força Tática prenderam, na noite deste sábado (09.11), quatro homens suspeitos por porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas, entre maconha e pasta base de cocaína, em Carlinda. Na ação, um homem identificado como Taigor Gameleira da Silva de Sal, de 18 anos, morreu, após confronto com os militares.

As equipes realizavam patrulhamento de rotina pelo município quando identificaram três homens, em atitude suspeita, de frente a uma residência conhecida como ponto de compra e venda de entorpecentes.

Durante abordagem, os suspeitos confessaram que no local haviam uma pistola, um revólver, uma espingarda e 19 munições de calibres diversos escondidas no maleiro de um guarda-roupas.

Após a prisão dos suspeitos, os policiais militares realizaram abordagem de um quarto integrante da quadrilha que foi localizado dentro de um táxi. Com o suspeito, as equipes apreenderam algumas porções de pasta base de cocaína e uma balança de precisão.

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Questionado sobre a origem da droga, o suspeito alegou que teria mais em sua residência, sendo parte das drogas encontradas em seu quarto e outras porções enterradas no quintal da chácara, somando ao todo quatro quilos de produtos ilícitos.

À PM, os suspeitos alegaram que o proprietário das drogas seria Taigor Gameleira da Silva de Sal, e que, inclusive, na residência em que ele reside teria armas de fogo e mais entorpecentes.

Diante das informações, os policiais militares se deslocaram ao endereço informado e realizaram um cerco no local. Na casa, as equipes flagraram dois homens correndo pelos fundos do imóvel.

Durante a tentativa de fuga, Taigor disparou contra os militares, que revidaram a agressão. Ele foi baleado e socorrido até o Pronto-Socorro do município, mas não resistiu.

As equipes apreenderam com Taigor um revólver calibre 32 e munições. Os policiais mantém buscas pelo comparsa. Os suspeitos e todo material apreendido foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

Disque-denúncia

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A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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