MATO GROSSO

Sejus registra aumento de 27% no número de adolescentes do sistema socioeducativo inscritos no Enem 2025

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A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) registrou a inscrição de 88 adolescentes do Sistema Socioeducativo de Mato Grosso para o Exame Nacional do Ensino Médio destinado às Pessoas Privadas de Liberdade – Enem PPL 2025.

As provas do exame serão aplicadas nos dias 16 e 17 de dezembro. Foi registrado um aumento de 27% na participação dos adolescentes no Enem PPL, em relação ao ano passado.

O crescimento de participantes reflete o compromisso do Estado, por meio de parcerias entre a Sejus, Secretaria de Educação (Seduc) e o Sistema de Justiça, em reforçar a educação como um direito fundamental e ferramenta de transformação social e redução de reincidências.

Os 88 adolescentes inscritos estão distribuídos entre seis unidades socioeducativas de Mato Grosso, sendo 27 do Centro de Atendimento Socioeducativo masculino de Barra do Garças; 19 jovens, inscritos da unidade de Sinop; em Rondonópolis são 16 inscrições. O Case de Cáceres registrou 10 adolescentes para o exame; a unidade masculina de Cuiabá tem 7 inscrições e outras 9 participantes são do Centro de Atendimento Socioeducativo Feminino na capital.

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A secretária adjunta do Sistema Socioeducativo, Lenice Barbosa, destaca que o Enem é uma importante ferramenta de transformação social, por meio da educação. “O exame proporciona aos adolescentes privados de liberdade, oportunidades equivalentes aos demais estudantes para o acesso ao ensino superior”, disse a gestora.

A Coordenadoria de Atendimento Socioeducativo e as equipes pedagógicas nas unidades participam em conjunto no processo educativo nas unidades, fundamental para o avanço das atividades de ressocialização. “A educação possui o poder de apontar novos caminhos, abrir oportunidades e resgatar a dignidade”, acrescenta a secretária.

Sob supervisão da jornalista Raquel Teixeira*

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida

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A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.

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Foto: Imagem ilustrativa | Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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