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Biometria eleitoral em MT cresce quatro vezes mais que a média nacional

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O estado de Mato Grosso registrou um dos maiores avanços do Brasil na coleta biométrica do eleitorado desde o início do projeto Biometria 100%, coordenado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Nesta semana, o percentual de pessoas com biometria cadastrada chegou a 91,45%, resultado de um crescimento quatro vezes superior à média nacional no mesmo período. Entre 30 de abril e meados de dezembro de 2025, o crescimento médio do Brasil foi de 1,01%, enquanto Mato Grosso superou a marca de 4%.  

 

Para se ter uma ideia, em maio deste ano, o percentual de cobertura biométrica no estado era de 86,7%, e obteve um salto significativo até dezembro, chegando a mais de 91%. Em números absolutos, isso significa que, atualmente, do total de 2.553.236 pessoas aptas a votarem em Mato Grosso, 2.335.105 já cadastraram a biometria. 

 

Com isso, o estado mato-grossense posiciona-se como o segundo que mais evoluiu proporcionalmente no país, ficando atrás apenas do Espírito Santo. O dado ganha ainda mais relevância quando consideradas as dimensões territoriais. Enquanto o Espírito Santo possui cerca de 46 mil km², Mato Grosso tem 903.357 km², sendo o terceiro maior estado da Federação, com área 9,4 vezes maior. O outro estado que se destaca no ranking, em terceiro lugar, é Pernambuco. 

 

O avanço é resultado de uma força-tarefa conduzida pela Corregedoria Regional Eleitoral do TRE-MT, que promoveu 563 mutirões de atendimento biométrico entre 1º de maio e 14 de dezembro de 2025. Do total, apenas sete mutirões ocorreram em maio, enquanto 556 foram realizados entre junho e dezembro, demonstrando a intensificação das ações no segundo semestre. 

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Segundo o corregedor regional eleitoral do TRE-MT, desembargador Marcos Machado, o resultado reflete o esforço institucional para garantir o direito ao voto em um estado marcado por grandes distâncias e desafios logísticos. “Mato Grosso apresentou um crescimento percentual quatro vezes maior que a média nacional, mesmo sendo um estado de dimensões continentais, com localidades de difícil acesso, comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas. Esse resultado demonstra o compromisso da Justiça Eleitoral em alcançar todos os eleitores e eleitoras, onde quer que estejam”, destacou. 

 

Além dos mutirões em zonas urbanas e rurais, a Justiça Eleitoral de Mato Grosso também realizou atendimentos itinerantes em abrigos de idosos e ações voltadas a pessoas com restrições de mobilidade. Nestes casos, as equipes prestaram atendimento fora do local tradicional de trabalho, garantindo inclusão e acessibilidade ao processo eleitoral. 

 

Desde o início das ações intensificadas, mais de 222 mil pessoas já foram atendidas em Mato Grosso. A expectativa é de que o número chegue a cerca de 225 mil eleitores com o encerramento da apuração do período atual de atendimento, considerando apenas os registros realizados a partir de 1º de maio. 

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Municípios em destaque 

 

O avanço da biometria também se reflete nos indicadores municipais. Atualmente, 21 municípios brasileiros já ultrapassaram 99% de coleta biométrica, sendo que seis deles estão em Mato Grosso, o que representa quase 30% do total nacional nessa faixa de excelência. Em todo o Brasil, apenas dois municípios atingiram 100% de biometria, e um deles é mato-grossense (Araguainha), reforçando o protagonismo do estado no cenário nacional. A outra cidade brasileira a alcançar a totalidade do eleitorado é Amapá do Maranhão (MA). 

 

No contexto internacional, 23 cidades que registram eleitoras e eleitores brasileiros também já superaram 99% de cadastramento biométrico, sendo duas delas no exterior, com eleitorado reduzido. Para o corregedor regional eleitoral, os números consolidam Mato Grosso como referência nacional na ampliação da biometria eleitoral e evidenciam o impacto de políticas públicas voltadas à cidadania, mesmo diante de desafios geográficos, sociais e logísticos significativos. 

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra mãos de uma pessoa realizam a coleta biométrica, com a digital de um eleitor sendo registrada em um equipamento eletrônico de identificação. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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