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Curso destaca aplicação dos princípios de Direitos Humanos na Justiça Eleitoral

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Teve início, nesta segunda-feira (23.06), o curso “Direitos Humanos e Justiça Eleitoral”, voltado a magistrados, magistradas, promotores, promotoras, servidores e servidoras do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Com 199 participantes inscritos, a capacitação é promovida pela Escola Judiciária Eleitoral (EJE-MT), com o objetivo de aprofundar a aplicação dos princípios dos Direitos Humanos no contexto da Justiça Eleitoral.  

 

As próximas aulas ocorrem nos dias 25 e 27 de junho e são ministradas, em formato virtual, pelo analista judiciário do TRE-SP, Elder Maia Goltzman, mestre e doutorando em Direito, com vasta experiência acadêmica e profissional. Ele atua como pesquisador e coordenador adjunto do grupo Peregrinus, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), e possui trajetória voltada a temas como liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAP+, desinformação e direito digital. 

 

Durante a primeira aula, o professor destacou que os direitos humanos são um conjunto de garantias indispensáveis para uma vida pautada na liberdade, igualdade e dignidade, com base no conceito do teórico André de Carvalho Ramos. “Eles são essenciais e indispensáveis à vida digna. Não há um rol fixo, pois as necessidades humanas variam de acordo com o tempo e o contexto. Mas existem marcas distintivas como a universalidade, essencialidade, superioridade normativa e a reciprocidade, que sujeita o Estado, seus agentes e a coletividade”, explicou. 

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Entre os conteúdos abordados no curso, estão a introdução ao controle de convencionalidade, a Convenção Interamericana de Direitos Humanos e a Recomendação CNJ nº 123/2022, além da discussão de casos práticos e a integração dos conceitos no cotidiano da Justiça Eleitoral. 

 

A formação busca contribuir para que os princípios dos direitos humanos estejam cada vez mais presentes nas decisões e práticas institucionais do Judiciário, reforçando a proteção à dignidade da pessoa humana no âmbito eleitoral. 

 

O chefe de cartório da 28ª Zona Eleitoral, com sede em Porto Alegre do Norte, Silas da Silva Milhomem, afirmou que o curso aborda um tema relevante para a Justiça Eleitoral. “É competência da Justiça Eleitoral garantir a legitimidade das eleições, proporcionando a todas e todos as garantias constitucionais para a escolha dos representantes de forma livre, sem exclusão de nenhum cidadão com idade para o exercício do voto. Portanto, é extremamente importante a abordagem desse tema na Justiça Eleitoral, capacitando os servidores e juízes para exercerem suas atividades respeitando os direitos humanos de todos os usuários dos serviços eleitorais”, avaliou. 

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Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra uma aula virtual com o tema “Mas o que são direitos humanos?”, ministrada por Elder Goltzman, cujo vídeo aparece em destaque na parte superior da tela junto a outros participantes. A apresentação exibe uma citação de André de Carvalho Ramos, explicando o que são os direitos humanos. O slide tem fundo azul, com letras amarelas e brancas, e faz referência ao livro Curso de Direitos Humanos (2020). A imagem representa um momento de formação promovida pelo TRE-MT sobre o papel dos direitos humanos na Justiça Eleitoral. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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