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Desafios da mulher contemporânea são abordados em roda de conversa promovida pelo TRE-MT

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Os desafios da mulher contemporânea foram tema de uma roda de conversa realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), nesta terça-feira (11.03), no Plenário do órgão. O evento foi realizado em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no último dia 08 de março, e teve como público-alvo magistrados e magistradas, promotores e promotoras, servidores e servidoras, além de colaboradores e colaboradoras terceirizados.

Fizeram parte da roda de conversa a presidente do TRE-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro; a vice-presidente e corregedora regional eleitoral, desembargadora Serly Marcondes Alves; a juíza-membra do Pleno e ouvidora da mulher do TRE-MT, juíza federal Juliana Maria da Paixão Araújo; a juíza titular da 4º Vara Cível e diretora da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-MT), Ana Cristina Silva Mendes; a juíza colaboradora do Núcleo de Atendimento da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário (Cemulher-MT), Tatyana Lopes Borges; a defensora pública do Estado de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro de Castro; a médica e professora de Psiquiatria da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maria Fernnanda Carvalho, e a cantora e artista independente Lorena Ly.

A presidente do TRE-MT ressaltou às mulheres presentes que é preciso ter coragem e confiança para enfrentar os desafios. “Temos que ter fé, coragem e força, porque ninguém vai fazer nada por nós. Deus nos deu algo que ninguém vai tirar de nós, que é a força espiritual. Precisamos saber que somos capazes, hoje estamos em todos os lugares, e isso é resultado da confiança que temos em nós mesmas. Nos dois anos à frente da presidência do TRE pude ver as mulheres guerreiras que trabalham, se dedicam e que fizeram com que o Tribunal fosse Diamante. A vocês todas, meu muito obrigada”, ressaltou a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro.

A corregedora regional eleitoral, desembargadora Serly Marcondes Alves, ponderou que os números de casos de violência contra a mulher ainda são muito altos, mas destacou os avanços conquistados. “Hoje conseguimos ter esses espaços de conversa, que são muito importantes. Precisamos resgatar a admiração, apreciação e cuidado que a mulher merece. Tivemos avanços no número de mulheres nos cargos políticos na última eleição em Cuiabá e este é um passo fundamental para nós”.

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Segundo a defensora pública de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro de Castro, a permanência das mulheres nos espaços de poder depende de uma sólida rede de apoio. “É importante ter uma rede de apoio, porque os desafios das mulheres são muitos, mesmo quando se tem um parceiro participativo, por exemplo. Precisamos ter quem nos dê as mãos, seja família, sejam amigos, e minha mensagem é no intuito de estimular a conquistar o que se almeja, mas sabendo que é difícil e que é necessário essa rede de apoio”.

A diretora da EJE-MT, Ana Cristina Silva Mendes, frisou que o acúmulo de tarefas, dentro e fora de casa, é uma realidade da maioria das mulheres. “Precisamos nos impor e, ao mesmo tempo, encontrar uma forma de construir, junto com a família e no ambiente de trabalho, uma forma de reduzir esse peso para as mulheres”.

Esta realidade também foi destacada pela juíza-membra e ouvidora do TRE-MT. “Temos a dupla e, às vezes até tripla, jornada. É difícil equilibrar a rotina e ainda ter o autocuidado necessário sem culpa. Avançamos muito em diversas questões, mas ainda temos muitos desafios e essa roda de conversa contribui significativamente para isso”, salientou a juíza Juliana Maria da Paixão Araújo.

Com experiência no enfrentamento à violência contra a mulher, a juíza colaboradora do Núcleo de Atendimento da Cemulher-MT, Tatyana Lopes Borges, ressaltou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) está desenvolvendo a campanha “Semana da paz em casa”, que visa conscientizar as famílias sobre a não violência. “A mulher vem conquistando seus direitos, mas continua com a sobrecarga da casa e dos filhos. Antigamente, ela não dizia não, ela vivia calada. Hoje ela sabe dizer não, e a maioria dos homens não sabe lidar com isso, por isso acabam cometendo as violências. As mulheres estão denunciando mais, hoje sabem reconhecer os sinais da violência psicológica e da violência física”.

A médica e professora de Psiquiatria da UFMT, Maria Fernnanda Carvalho, afirmou que ouve muitos relatos no consultório a respeito da sobrecarga feminina. “Geralmente, as mulheres reclamam sobre essa pressão para dar conta de tudo e que ficam com a maior parte das demandas do cuidado, seja com a casa ou com os filhos. Não podemos esquecer que cada mulher é única, e que as mulheres não são iguais aos homens, pois temos nossas especificidades, inclusive questões hormonais, que precisam ser levadas em conta”, destacou.

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A cantora Lorena Ly, que foi destaque na 4º edição do programa The Voice Brasil, em 2015, falou sobre a visibilidade das mulheres no meio cultural, especialmente no setor musical. “Canto profissionalmente desde os 16 anos de idade, mas estou me assumindo como compositora agora. Nós, mulheres, ainda somos minoria na música, mas é muito importante nos colocar. Quando gravamos o clipe da música “O vento e a flor”, passamos dias no Pantanal entrevistando mulheres ribeirinhas, fortes. Fizemos um minidocumentário com elas e foi muito importante fazer esse trabalho justamente para destacar mulheres”. Ao final do evento, Lorena Ly cantou duas músicas e emocionou os presentes.

Além disso, a presidente do TRE-MT entregou flores às três servidoras mais antigas do Tribunal, Lener Galinari, Edwiges Nascimento e Ilma Albertina, em nome das quais homenageou todas as servidoras do Tribunal. As participantes da roda de conversa também foram presenteadas com arranjos de flores. Também assistiram à roda de conversa, integrantes da turma do SoleTRE, que iniciaram as aulas do programa de alfabetização nesta terça-feira.

O evento também foi transmitido pelo canal do TRE-MT no YouTube.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto principal que mostra as participantes da roda de conversa, sentadas em cadeiras colocadas em formato circular no Plenário no TRE-MT, sendo que a presidente do TRE-MT, à esquerda, está de pé, falando com um microfone na mão. Ao final da matéria, tem uma galeria com mais fotos do evento.

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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