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Justiça Eleitoral leva atendimentos a comunidades rurais e distrito de Confresa

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Dando continuidade à série de mutirões iniciada em Confresa (1.027 km de Cuiabá), a 28ª Zona Eleitoral, com sede em Porto Alegre do Norte (mil km da Capital), levará a iniciativa a quatro comunidades rurais e um distrito, nos próximos dias. O principal objetivo é ampliar o cadastramento biométrico do eleitorado, além de oferecer acesso a outros serviços eleitorais. 

 

Os atendimentos itinerantes têm se mostrado eficazes na busca pela ampliação do cadastro da biometria. Na 28ª Zona Eleitoral, por exemplo, antes do início desta série de mutirões, em 26 de setembro deste ano, do total de 40.668 pessoas aptas ao voto, 23.913, ou seja, 58,80% tinham cadastrado a biometria. Agora, o número de eleitorado apto saltou para 40.851, sendo que deste total, 25.116, o que corresponde a 61,48%, já fizeram o cadastro biométrico. 

 

Em Confresa, que é o foco desta rodada de mutirões, do total de 23.841 pessoas aptas a votarem, 10.905, ou seja, 45,74% estão com a biometria coletada. O Projeto de Assentamento (PA) Santo Antônio do Fontoura I – Pé de Caju, pertencente ao município de Confresa, será o próximo contemplado. Os atendimentos ocorrerão nesta terça-feira (14.10), na Escola Estadual Santo Antônio, das 9h às 16h. Nesta localidade, há 256 pessoas aptas ao voto que ainda não cadastraram a biometria. 

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Na quarta-feira (15.10), será a vez do Projeto de Assentamento (PA) Jacaré Valente I, onde o mutirão ocorrerá na Escola Municipal Jacaré Valente I, também das 9h às 16h. Já na quinta-feira (16.10), a equipe da Justiça Eleitoral irá até a Vila Novo Planalto. Os serviços serão oferecidos na Escola Estadual Antônio Alves Dias, no mesmo horário. Nestes dois locais, há 598 eleitores e eleitoras que precisam cadastrar a biometria. 

 

O mutirão continua na sexta-feira (17.10) e no sábado (18.10), no distrito De Nova Esperança – Vila Três Flechas, onde os atendimentos ocorrerão na Escola Municipal Pau Brasil, das 9h às 16h, com o objetivo de alcançar 319 pessoas sem biometria. Mantendo o mesmo horário, a iniciativa segue para o Projeto de Assentamento (PA) Confresa Roncador – Projeto Lumiar. Lá, os serviços serão oferecidos na Escola Estadual Sol Nascente, visando atingir 359 eleitores e eleitoras que ainda não fizeram o cadastro biométrico. 

 

O juiz da 28ª Zona Eleitoral, Caio Almeida Neves Martins, convoca a população para esta, que é uma oportunidade de regularizar a situação. “É muito importante que os eleitores e eleitoras que ainda não têm biometria coletada no município de Confresa compareçam ao mutirão, tendo em vista que é o município que tem menos pessoas com biometria no estado de Mato Grosso. Também ressalto que a coleta da biometria é muito importante para a segurança das eleições, para garantir que o voto seja realmente colocado na urna pelo próprio eleitor”, frisa.   

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Serviço  

  

A descentralização do atendimento é uma medida do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), que visa ampliar o acesso da população aos serviços eleitorais. Para cadastrar a biometria, basta levar um documento oficial com foto. No caso de alistamento (confecção do 1º título), transferência de endereço ou regularização de título, é preciso apresentar, também, um comprovante de residência atualizado. Homens maiores de 18 anos devem apresentar, ainda, o comprovante de quitação militar para tirar o primeiro título.  

  

Jornalista: Nara Assis   

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra três escolas em área rural. Os prédios têm paredes em tons de verde e azul, telhado de telha cerâmica e estão cercados por chão de terra. Em uma das fachadas, aparece uma placa com o nome “Escola Municipal Sol Nascente”. As vias de acesso são simples, com calçadas de cimento e vegetação baixa ao redor. O céu está limpo, com algumas nuvens, indicando um dia ensolarado. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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