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Justiça Eleitoral participa da 7ª Expedição Araguaia-Xingu do Judiciário mato-grossense

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Os serviços oferecidos pela Justiça Eleitoral em Mato Grosso serão levados ao eleitorado durante a realização da 7ª edição da Expedição Araguaia-Xingu, cuja primeira fase começa nesta sexta-feira (3) e prosseguirá até o dia 10 de outubro. Cartórios de três Zonas Eleitorais estarão envolvidos nesta e na próxima fase, marcada para novembro. São eles: 15ª (São Félix do Araguaia), 28ª (Porto Alegre do Norte) e 53ª (Querência). Apenas a 26ª (Nova Xavantina) não participará, pois já realizou atendimentos nas localidades de sua competência no mês de agosto.

Idealizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e executada pela Coordenadoria da Justiça Comunitária, a Expedição Araguaia-Xingu é um dos projetos mais expressivos do Poder Judiciário estadual. A iniciativa leva serviços essenciais às comunidades mais distantes do estado, promovendo inclusão social, saúde, cidadania, cultura, conscientização ambiental e acesso à Justiça. Nesta primeira fase da 7ª edição, o projeto contemplará o distrito de São José do Couto, em Campinápolis (a 500 km de Cuiabá), e Bom Jesus do Araguaia (a 800 km da Capital).

“É uma oportunidade de atendimento conjunto aos eleitores das mencionadas regiões, com indiscutível proveito pela Justiça Eleitoral, um relevante mutirão da cidadania. É louvável a iniciativa do TJMT em oferecer serviços variados que elevam as condições de cidadania a todas as pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade, em particular aquelas pertencentes a comunidades situadas em regiões distantes ou que tenham dificuldade de acesso a centros urbanos mais estruturados”, enalteceu a desembargadora Serly Marcondes Alves, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).

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A ação é desenvolvida em parceria com diversas instituições, como Justiça Federal, Ministério Público Estadual e Federal, Secretarias do Governo do Estado e gestões municipais, entre outros órgãos. Essa articulação transforma a expedição em um modelo de atuação que pode ser replicado em outras regiões. Nas seis edições anteriores, o projeto já realizou mais de 210 mil atendimentos, consolidando-se como um importante instrumento de aproximação do Judiciário com a sociedade.

Após a primeira fase, em outubro, a segunda etapa da expedição ocorrerá de 3 a 14 de novembro, contemplando as localidades de Jacaré Valente e Veranópolis, em Confresa, e o distrito de Espigão do Leste, em São Félix do Araguaia.

A participação da Justiça Eleitoral na 7ª edição da Expedição Araguaia-Xingu é uma forma de levar serviços ao eleitor e à eleitora, especialmente nesta fase em que o Tribunal Regional Eleitoral atua na ampliação do cadastramento biométrico no Estado, por meio da campanha Biometria 100%. A iniciativa, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso (CRE-MT), busca estimular o cadastramento biométrico de eleitores ainda este ano, alcançando, no mínimo, 98%.

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Além de poder fazer a coleta biométrica, o eleitor ou eleitora terá acesso a serviços como alistamento (primeiro título), revisão, transferência, mudança de domicílio, emissão de segunda via do título de eleitor e guia de recolhimento para pagamento de multas. Os cartórios eleitorais levarão toda a estrutura necessária ao cadastramento biométrico. Para ser atendido, basta levar documento oficial com foto e comprovante de endereço atualizado, que podem ser apresentados em versão física ou digital. No mutirão, o eleitor ou a eleitora já sai com o título em mãos e recebe orientação para baixar o título digital (com foto) por meio do aplicativo e-Título.

Jornalista Anderson Pinho

#PraTodosVerem – A imagem mostra um pôr do sol sobre um rio cercado por vegetação, com o logotipo colorido da “Expedição Araguaia-Xingu” em destaque ao centro. Abaixo do símbolo, aparece a inscrição “2025 – VII Edição”, indicando a realização da sétima edição do evento neste ano.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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