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Nova Mutum promove mutirão eleitoral noturno para universitários sem biometria

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A Justiça Eleitoral vai oportunizar o cadastramento biométrico ao eleitorado jovem do município de Nova Mutum (a 242 km de Cuiabá). O mutirão de atendimento ocorrerá nesta segunda-feira (17), das 18h30 às 21h30, nas dependências da União das Faculdades de Mato Grosso (UNIFAMA). A instituição está localizada na Avenida das Perdizes, nº 317, Quadra D, Lote 8. A ação, promovida pela 5ª Zona Eleitoral, busca atender 99 alunos(as) da instituição sem biometria, já contatados previamente. 

Pessoas de todo o estado podem procurar os atendimentos, mesmo quem não reside nem vota no município. Além da coleta biométrica, são oferecidos os seguintes serviços: alistamento eleitoral (confecção do primeiro título), transferência, revisão de dados cadastrais, emissão de segunda via do título de eleitor e de guias para pagamento de multas, além de outras possibilidades para a regularização do título. 

“Como muitos desses estudantes não têm disponibilidade para comparecer ao cartório durante o dia, decidimos realizar um mutirão de atendimento no período noturno, nas instalações da própria faculdade. A escolha do local também se deve à movimentação noturna no campus. O objetivo é garantir que nenhum eleitor ou eleitora deixe de exercer seus direitos por falta de oportunidade ou tempo”, declarou a chefe de Cartório da 5ª Zona Eleitoral, Fernanda de Lurdes Torres dos Santos. 

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A iniciativa tem o propósito de estimular a participação de jovens eleitores no processo de votação, incentivando o exercício da democracia entre estudantes. Além disso, a Justiça Eleitoral busca aumentar o acesso da população aos serviços essenciais. A ação também integra a campanha “Biometria 100%”, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso (CRE-MT), que visa à ampliação da coleta biométrica para, no mínimo, 98% do eleitorado estadual em 2025. 

A 5ª Zona Eleitoral possui um eleitorado de 37.636 pessoas, das quais 35.923 (95,45%) já regularizaram a situação biométrica e 1.713 (4,55%) não realizaram o cadastramento das digitais. O município de Nova Mutum conta com 35.138 eleitores e eleitoras. Deste total, 33.484 (95,29%) possuem o cadastro da biometria, enquanto 1.654 (4,71%) não fizeram a coleta biométrica. 

Documentos Necessários Para ser atendido, basta apresentar o documento oficial com foto, na versão física ou digital, além do comprovante de residência atualizado. Já em caso de alistamento eleitoral para homens maiores de 18 anos, também é necessário mostrar o comprovante de quitação militar. 

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Estagiária: Laís Guilherme (supervisão do jornalista Anderson Pinho) 

#PraTodosVerem – Imagem da fachada moderna de um edifício de dois andares que abriga uma instituição de ensino superior. A arquitetura é contemporânea, caracterizada por grandes painéis de vidro que ocupam a maior parte da frente do prédio, refletindo o céu. O design é marcado pelo uso das cores verde e branco, que são as cores da marca. O logotipo e o nome UNIFAMA (União das Faculdades de Mato Grosso) estão proeminentes sobre um fundo branco. A estrutura inclui uma rampa de acesso na lateral esquerda, garantindo a acessibilidade. O prédio está situado em uma via asfaltada, com calçada e um paisagismo simples em frente, sob um céu parcialmente nublado. 

 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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