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Xavantes da região de Campinápolis serão atendidos pela Justiça Eleitoral

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Indígenas da etnia xavante, na região de Campinápolis (510 km de Cuiabá), voltarão a ser atendidos pela Justiça Eleitoral de Mato Grosso, em uma segunda rodada de mutirões. A primeira ocorreu em outubro, em uma ação conjunta entre a 26ª Zona Eleitoral e o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP-MT), por meio da Promotoria de Justiça da Comarca de Campinápolis. Agora, os atendimentos ocorrerão entre os dias 04 e 19 de novembro, contemplando as cinco maiores aldeias da região. 

 

Os serviços eleitorais começarão pela Aldeia Indígena Aldeiona, 04 e 05 de novembro, das 9h às 17h. Posteriormente, a equipe da Justiça Eleitoral atenderá a Aldeia Indígena Santa Clara, no dia 07 de novembro, no mesmo horário. Em seguida, o mutirão seguirá para a Aldeia Indígena Campinas, com atendimentos nos dias 18 e 19 de novembro, das 9h às 17h.  

  

A Aldeia Indígena Aldeiona é a mais distantes da sede da 26ª Zona Eleitoral, em Nova Xavantina, com registro de 160km. A Aldeia Santa Clara dista 110 km, enquanto a Aldeia Campinas está a 145km da sede do Cartório Eleitoral. 

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A juíza da 26ª Zona Eleitoral, Tabatha Tosetto, ressaltou que o Cartório está empenhado no projeto Biometria 100%, que prevê a ampliação do cadastramento biométrico em Mato Grosso, e tem desenvolvido diversas ações neste sentido. “Entendemos que a participação desta Justiça Eleitoral na ação, por meio da 26ª Zona Eleitoral, é salutar e poderá colaborar especialmente para o aumento do número de eleitores e eleitora com biometria cadastrada no município”.  

  

É importante ressaltar que, conforme consta no edital assinado pela juíza eleitoral, “por tratar-se de comunidades indígenas, normalmente carentes de recursos, somado ao fato da inexistência de mecanismos que possibilitem o recolhimento, o pagamento das multas eventualmente existentes será dispensado, sob pena de inviabilizar a efetivação dos atendimentos”.   

  

Balanço  

  

Na ação realizada em parceria com o MP-MT, a iniciativa contou, ainda, com a parceria da Prefeitura de Campinápolis, que fez o transporte dos servidores(as) até a localidade de atendimento, além da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), que deu suporte logístico, além da participação de outros, com ofertas de diversos serviços. Pela Justiça Eleitoral, a ação contabilizou 97 atendimentos, somando as Aldeias Aldeiona, Campinas e Santa Clara.  

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Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra um grupo de pessoas formando filas em frente a um prédio com paredes claras e detalhes em vermelho, que é a escola localizada na Aldeia Campinas. À direita, um homem utiliza um equipamento sobre uma mesa. O ambiente é aberto, com cobertura de telhas e chão de terra batida. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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