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TRE-MT participa do 17º Colégio de Ouvidores da Justiça Eleitoral

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Representantes do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) participaram da 17ª edição do Encontro Nacional do Colégio de Ouvidores da Justiça Eleitoral (ECOJE), que foi encerrado na última sexta-feira (15.08), em Pirenópolis (GO). O evento contou com as participações da ouvidora da Mulher da Justiça Eleitoral mato-grossense, juíza-membro Juliana Maria da Paixão Araújo; do juiz-membro Pérsio Oliveira Landim, que atualmente ocupa o cargo de vice-presidente do COJE; e do assistente da Ouvidoria Eleitoral, Hélio Lima da Silva.  

 

Com o encerramento dos trabalhos, foi publicada a Carta de Pirenópolis, documento que consolida o resultado das deliberações do encontro. No último dia, a programação começou com a palestra “Violência Institucional e o Papel das Ouvidorias”, proferida pelo professor Roberto Heloani. Em seguida, a advogada Edilene Lobo, ex-ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), abordou o uso da Inteligência Artificial no combate à violência política de gênero. 

 

A juíza-membro Juliana da Paixão destacou os assuntos relevantes tratados no ECOJE. “A questão da Inteligência Artificial nas ouvidorias foi um tema bem tratado no evento, bem como a questão Ouvidoria no papel contra a discriminação de gênero e raça, de fazer esse atendimento mais personalizado, e a questão da saúde mental também. Tiveram palestras excelentes, toda a programação foi muito qualificada, mas eu destacaria esse ponto da inteligência artificial e a questão de gênero no âmbito das ouvidorias”. 

 

O juiz-membro do TRE-MT, Pérsio Landim, falou sobre “A função social da Ouvidoria perante o Tribunal e a sociedade”. Segundo ele, a Ouvidoria representa não apenas a voz do cidadão, mas também o elo entre a sociedade e o Tribunal. “A Ouvidoria existe para garantir que cada pessoa tenha um canal acessível, transparente e acolhedor para exercer seus direitos, manifestar suas demandas e contribuir para o aprimoramento da Justiça Eleitoral. Mais do que receber manifestações, a Ouvidoria cumpre uma função social essencial: ouvir com atenção, encaminhar com responsabilidade e devolver respostas que fortaleçam a confiança da sociedade na instituição. Ao atuar dessa forma, promove-se não só a defesa da cidadania, mas também a valorização da ética, da transparência e da legitimidade das ações do Tribunal”. Ele também participou intermediador na mesa com o tema “O papel das Ouvidorias na integridade da informação nas eleições e no combate à desinformação”, conduzida pelo ex-ministro do TSE, Joelson Dias.  

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Durante a solenidade de encerramento do XVII ECOJE, o presidente do TRE-GO e anfitrião do evento, desembargador Luiz Cláudio Veiga Braga, expressou agradecimento e reconhecimento a todos os organizadores, participantes e colaboradores. “Já previa, pelos indicativos, o sucesso deste evento: pelas palestras, pelos encontros, pela possibilidade que tivemos de discussões de novas práticas. E saio daqui bem melhor do que cheguei, porque foi um momento de aprendizado. Isso me faz reafirmar o saber que, da Serra da Contamana ao Arroio Chuí, somos uma nação, somos o mesmo povo. Somos a mesma pátria, somos a mesma Justiça buscando aprimoramentos, buscando melhoria da atividade jurisdicional. Somos melhores, somos únicos”, declarou. 

 

A presidente do Colégio de Ouvidores da Justiça Eleitoral (COJE), juíza Lídia Carvalho, manifestou a satisfação com o resultado do encontro. “Chegamos ao fim de mais um ECOJE com um senso de dever cumprido, com a participação recorde em relação às edições anteriores, com todos os regionais presentes”, destacou.   

 

As principais determinações Carta de Pirenópolis foram: 

A criação de Comissão de Acompanhamento Legislativo de Interesse das Ouvidorias; 

Implementação de programas de capacitação de ouvidores e servidores para atendimento de povos e comunidades tradicionais; 

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A adoção de procedimentos específicos de acolhimento, comunicação e processamento de denúncias de assédio e discriminação; 

Capacitação contínua e ações educativas permanentes para a prevenção e o enfrentamento do assédio e da discriminação; 

A adoção de ações permanentes para promover a acessibilidade, a inclusão e a participação ativa das pessoas com deficiência nos processos e serviços da Justiça Eleitoral; 

Fomentar a observância e aplicação da Resolução CNJ n.º 615/2025; 

A elaboração e implementação de fluxo interno padronizado para o recebimento, registro, análise preliminar e encaminhamento célere de denúncias relacionadas à violência política de gênero; 

A garantia de recursos humanos tecnológicos e logísticos adequados para a estruturação, instalação e funcionamento de Ouvidorias da Mulher no âmbito da Justiça Eleitoral; 

Criação da Revista do COJE, publicação acadêmico-institucional destinada a consolidar e disseminar o conhecimento produzido pelas Ouvidorias da Justiça Eleitoral brasileira; 

Desenvolvimento e apoio, pelas Ouvidorias, de iniciativas de aproximação com organizações da sociedade civil, bem como programas de apresentação da Justiça Eleitoral para crianças e adolescentes. 

O documento também anunciou que a próxima edição do ECOJE será realizada em 2026, na cidade de Maceió (AL), em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, em data a ser definida e divulgada posteriormente. 

 

Jornalista: Nara Assis 

Fotos: TRE-GO 

 

PraTodosVerem: A imagem mostra um grupo de autoridades e participantes posando para foto oficial no XVII ECOJE – Encontro Nacional do Colégio de Ouvidores da Justiça Eleitoral, realizado em Pirenópolis (GO). Eles estão organizados em duas fileiras à frente de um grande painel verde com o nome e a identidade visual do evento. O ambiente é formal, marcado por clima institucional e de integração entre os membros da Justiça Eleitoral. 

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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