Nove visitantes foram flagradas, neste último fim de semana, tentando entrar em unidades prisionais de Mato Grosso, levando substâncias entorpecentes e outros produtos de uso proibido nos estabelecimentos penais.
Na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, em Sinop, cinco visitantes foram flagradas durante revista eletrônica no escâner corporal, tentando levar fumo e drogas para seus familiares detidos na unidade prisional.
Uma das visitantes, após ser flagrada com seis porções de entorpecente, informou espontaneamente aos policiais que veio de outra cidade para a visita e seu parceiro a aguardava em um veículo na área externa da penitenciária. A equipe plantonista fez a abordagem e nas buscas, realizadas com apoio do Núcleo de Operações com Cães, foi encontrada uma porção de cocaína sob o câmbio do veículo. Todos os envolvidos e o material apreendido foram encaminhados ao plantão da Delegacia da Polícia Civil de Sinop.
Em Rondonópolis
A direção da Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis, intensificou as rondas nos perímetros interno e externo durante o período de visitas à unidade, o que resultou no flagrante de três visitantes com materiais ilícitos e um drone abatido.
Durante os procedimentos de revista conduzidos pela equipe Alfa, policiais penais femininas flagraram três mulheres tentando entrar com porções de drogas na região íntima. Os invólucros foram apontados nas imagens do escâner corporal e as mulheres encaminhadas ao plantão da Polícia Civil.
Já o aparelho aéreo não-tripulado foi abatido durante rondas no perímetro interno da unidade.
“Conforme prevista na Lei de Execução Penal, a visita ao preso tem como finalidade a ressocialização. No entanto, esse direito não pode ser desvirtuado para a prática de atos ilícitos, como o tráfico de drogas”, salientou o diretor da penitenciária de Rondonópolis, Ailton Ferreira.
Todos os visitantes detidos com materiais ilícitos tiveram a carteira suspensa.
Em Cuiabá
Na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, policiais penais frustraram a entrada de oito celulares na carceragem. Os aparelhos estavam em um pacote que foi, possivelmente, lançado por drone, e caiu próximos ao um dos raios da unidade. Entre os aparelhos havia um IPhone 17, modelo recém-lançado pela fabricante.
A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) participou da 4ª edição da Semana Nacional do Registro Civil, “Registre-se!”, mobilização coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que ocorreu de 13 a 17 de abril em todo o país. A iniciativa teve o objetivo de ampliar o acesso à documentação civil básica para públicos em situação de vulnerabilidade, incluindo pessoas privadas de liberdade.
Em Mato Grosso, a ação foi conduzida pela Corregedoria-Geral da Justiça, com apoio de diversos parceiros institucionais, como cartórios, Politec, Receita Federal e Fundação Nova Chance (FUNAC). No sistema prisional, a programação contemplou atendimentos em diferentes unidades.
A abertura das atividades ocorreu no dia 13, na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, com o atendimento do público feminino e, posteriormente, entre os dias 14 e 16, no masculino. No dia 17, a ação foi realizada no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas (Criald), em Várzea Grande.
Os atendimentos incluem a emissão e regularização de documentos civis, etapa essencial para garantir o exercício da cidadania, o acesso a políticas públicas e o fortalecimento do processo de reintegração social.
O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, destacou a importância da iniciativa. “A emissão de documentos é um passo fundamental para garantir direitos básicos e fortalecer o processo de ressocialização. Essa mobilização reforça o compromisso do Estado em promover cidadania e oferecer condições reais de reintegração social às pessoas privadas de liberdade”, afirmou.
O “Registre-se!” é um mutirão nacional realizado anualmente e já conta com a participação do sistema prisional de Mato Grosso desde a primeira edição, realizada na Fundação Nova Chance (FUNAC/MT). Desde a segunda edição, a ação é realizada nas penitenciárias do Estado, consolidando-se como uma importante ferramenta de inclusão social e redução de vulnerabilidades.
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