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Jovens do Projeto ECOar conhecem ações do Espaço Caliandra

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O enfrentamento à violência de gênero contra mulheres e meninas começa na formação familiar e escolar. Em um cenário em que o Estado de Mato Grosso lidera o ranking nacional de feminicídios por taxa a cada 100 mil mulheres, iniciativas voltadas à prevenção ganham ainda mais relevância. É nesse contexto que o Projeto ECOar: Juventude Contra a Violência de Gênero é desenvolvido na E.E. Diva Hugueney de Siqueira Barros, no bairro Jardim Aroeira, em Cuiabá.

Idealizado pela Ong Ensina Brasil, o projeto promove ações em escolas públicas do país e fomenta a formação de lideranças entre professores. Na última sexta-feira (28), dez estudantes envolvidos na iniciativa, e também participantes do projeto Agentes do Amanhã, da escola Malik Didier, no bairro Pedra 90, visitaram o Núcleo das Promotoria de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), na capital.

Os alunos conheceram o Espaço e o Observatório Caliandra e conversaram com a equipe técnica e com a promotora chefe do Núcleo, Claire Vogel Dutra. A visita integra o processo de coleta de informações para um documentário que será produzido pelos estudantes, com foco na conscientização e na prevenção da violência de gênero.

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A professora Marina Kuranaga Silva, do programa Ensina Brasil, explica que o Observatório e o Espaço Caliandra surgiram como referências na pesquisa inicial do projeto. Segundo ela, aproximar os estudantes de instituições, como o Ministério Público é fundamental para ampliar o repertório e reduzir distâncias simbólicas.

“Foi muito frutífero vir para cá, conversar com a promotora e com toda a equipe. É essencial que esses estudantes compreendam o contexto, aprendam sobre os tipos de violência, como denunciar, e conheçam o papel do Ministério Público, que muitas vezes, apesar de perto geograficamente, é distante do conhecimento deles”, afirmou.

A professora de Biologia Raquel Amorim, também do programa Ensina Brasil, reforça que os elevados índices de violência contra a mulher em Mato Grosso justificam a escolha do tema. Ela destaca que o documentário produzido pelos estudantes busca revelar como a violência de gênero se manifesta dentro do ambiente escolar.

“A realidade de Mato Grosso mostrava que esse tema é urgente. O documentário pretende conscientizar sobre os tipos de violência, suas causas e como elas já aparecem na escola. Queremos começar a combater esse problema pela raiz”, explicou.

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Para a promotora Claire Vogel, a iniciativa representa uma das formas mais eficazes de ampliar o debate e engajar jovens no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.

“Essa temática converge com nossa atuação. Os estudantes conheceram o trabalho realizado no Espaço Caliandra, nossos projetos, como o FloreSer, com jovens, e o Por Elas e Por Nós, voltado a homens adultos, e a dinâmica da nossa equipe multidisciplinar”, destacou.

“Foi uma tarde muito produtiva, com uma interação que reforça a importância da prevenção desde cedo”, concluiu.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Penas de sete faccionados condenados pelo Júri somam 192 anos

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O Tribunal do Júri de Água Boa (a 730 km de Cuiabá) condenou sete integrantes de uma facção criminosa por homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Parte dos réus também foi condenada pelos crimes de cárcere privado, tortura e ocultação de cadáver. Somadas, as penas totalizam 192 anos e quatro meses de reclusão, além de 116 dias-multa. O julgamento foi realizado nos dias 16 e 17 de junho, com apoio do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).De acordo com denúncia da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Água Boa, Jonatha Fernando Moraes Mata, Natália Galvão Alves, Ana Julia Xavier Morais, Yara Yasmin Vilava Alves, Eduardo Ribeiro da Silva, Diego Oliveira dos Santos e Mathias Xavier Campos integravam uma organização criminosa com atuação na região. Conforme a investigação, o grupo planejou e executou o assassinato de Allan Davi Andrade Sousa, em fevereiro de 2024, em uma residência localizada no município de Nova Nazaré. A vítima foi atraída para uma emboscada, morta por motivo torpe e submetida a meio cruel de execução.Antes do homicídio, Allan Davi e o amigo Lucas Orescio Dias foram mantidos em cárcere privado por várias horas. Segundo o Ministério Público, os dois foram atraídos para a residência sob o pretexto de um encontro com integrantes da facção. Após chegarem ao local e consumirem entorpecentes com algumas das acusadas, foram surpreendidos por outros integrantes do grupo, que chegaram armados, tomaram seus celulares e os impediram de deixar o imóvel.As investigações apontaram que a execução foi motivada pela suspeita de que Allan integrasse uma facção rival. A desconfiança surgiu após uma publicação feita pela vítima em uma rede social. A partir daí, integrantes da organização criminosa passaram a monitorar Allan, planejaram uma emboscada e acionaram lideranças da facção para decidir o destino da vítima. Durante horas, Allan e Lucas foram submetidos a ameaças e intensa pressão psicológica enquanto os acusados analisavam o conteúdo de seus aparelhos celulares e buscavam obter uma suposta confissão.Ainda conforme a denúncia, após a autorização para a execução, Allan Davi foi asfixiado com um lençol por integrantes do grupo. Em seguida, parte dos envolvidos transportou o corpo para uma área de mata na zona rural de Nova Nazaré, onde o cadáver foi enterrado em uma cova rasa. A vítima foi decapitada no local, circunstância que embasou o reconhecimento da qualificadora do meio cruel. Enquanto isso, Lucas Orescio permaneceu sob vigilância dos criminosos e, ao ser liberado, teria sido ameaçado para não revelar o que havia ocorrido.Entre os condenados, Jonatha Fernando Moraes Mata recebeu a maior pena, de 35 anos e oito meses de reclusão, além de 16 dias-multa, pelos crimes de homicídio qualificado, dois crimes de cárcere privado, dois crimes de tortura e organização criminosa com função de comando. Natália Galvão Alves foi condenada a 29 anos de reclusão e 20 dias-multa; Yara Yasmin Vilava Alves, a 28 anos de reclusão e 10 dias-multa; Diego Oliveira dos Santos, a 28 anos e oito meses de reclusão e 20 dias-multa; Ana Julia Xavier Morais, a 26 anos de reclusão e 20 dias-multa; Eduardo Ribeiro da Silva, a 25 anos de reclusão e 10 dias-multa; e Mathias Xavier Campos, a 20 anos de reclusão e 20 dias-multa.Todos os condenados deverão cumprir a pena em regime inicial fechado. O juiz presidente do Tribunal do Júri negou o direito de recorrer em liberdade e manteve as prisões preventivas dos réus.Processo 1001338-09.2024.8.11.0021.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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