POLÍTICA NACIONAL

80 anos da Confenen serão celebrados pelo Senado

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Nesta sexta-feira (18), a partir das 14h, o Senado realizará uma sessão especial no Plenário para homenagear os 80 anos da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino – Confenen.

A sessão foi solicitada pelo senador Flávio Arns (PSB-PR) por meio de um requerimento: RQS 976/2023. Ele informou que o objetivo da homenagem é reconhecer o papel da Confenen e destacar sua contribuição para a educação no Brasil nas últimas oito décadas.

A Confenen

A Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino foi fundada em 1944 — inicialmente ela se chamava Federação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Fenen), até que foi renomeada em 1990.

Em seu requerimento, Arns ressalta que a Confenen é a principal entidade representativa das instituições de ensino privado no Brasil e congrega cerca de 45 mil instituições de todos os níveis educacionais, desde a educação básica até a superior. A confederação coordena as federações e os sindicatos regionais, atuando como a entidade máxima de representação do ensino privado no país.

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Entre as principais bandeiras da Confenen estão a defesa da liberdade de ensinar e aprender, o pluralismo educacional e a não subordinação das instituições privadas ao poder público. Para essa entidade, a existência de escolas privadas ao lado das públicas é essencial para a promoção do direito fundamental à educação, contribuindo para a sustentação do regime democrático. Além disso, a Confenen defende que o Estado deve garantir o acesso à educação para aqueles que não possuem condições de optar pela rede privada.

Arns ressalta que, para a confederação, “a existência de ensino privado ao lado do público é essencial para a promoção do direito fundamental à educação no país”, e que “foi com essa visão, compreendendo a importância da escola particular como base de sustentação do regime democrático, que educadores se reuniram há 80 anos para fundar a Confenen”.

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Deputados de oposição comemoram e governistas criticam rejeição do Senado a Messias no STF

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A rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi comemorada por deputados da oposição, em discursos no Plenário da Câmara. Parlamentares da base do governo, porém, avaliaram que o Senado “virou as costas” para o povo com a decisão. O nome de Messias foi rejeitado nesta quarta-feira (29) por 42 a 34 votos dos senadores.

A oposição classificou a rejeição de Messias como “vitória da democracia” contra o que chamam de tentativa de aparelhamento do Judiciário. Para o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), a votação marca “a maior vitória” dentro do Congresso em defesa do Estado Democrático de Direito. “Esta vitória não é nossa, não é da oposição, não é do Senado nem da Câmara. Esta vitória é do povo brasileiro”, declarou.

A base do governo, por sua vez, acusou o Senado de virar as costas para o povo brasileiro e para a democracia. “Os inimigos do povo não respeitaram o voto soberano e popular na indicação do ministro do Supremo, de uma pessoa ilibada, decente, coerente, evangélico”, disse o líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC). Segundo ele, a democracia e o povo brasileiro vão derrotar os que estão contra o governo nas próximas eleições.

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Homenagem ao Dia Mundial do Livro. Dep. Pedro Uczai (PT-SC)
Pedro Uczai, líder do PT

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O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o Executivo viu, com a votação, “as costas” do Senado Federal. “Parabéns aos senadores pelo recado duro que hoje deram ao governo”, disse.

Já o deputado Helder Salomão (PT-ES) reforçou que a ação do Senado foi contra o povo brasileiro. “Hoje rejeitam a indicação de um homem íntegro, preparado, com todas as qualificações para ser um ministro”, lamentou.

Indicação
Atual advogado-geral da União, Jorge Messias foi indicado para o cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na vaga decorrente da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025.

Com a rejeição, a mensagem indicando Messias foi arquivada, e o presidente Lula terá de encaminhar um novo nome para preencher a vaga deixada por Barroso no STF.

Esta foi a primeira vez que uma indicação ao STF foi rejeitada em 132 anos. Antes, apenas cinco indicações feitas pelo então presidente da República foram derrubadas pelos senadores. Todas as rejeições ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto. O STF foi criado em 1890, após a Proclamação da República.

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Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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