POLÍTICA NACIONAL

Aprovado na CRA projeto que cancela criação do Programa Terra da Gente

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O projeto que susta o decreto que criou o Programa Terra da Gente foi aprovado na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) nesta quarta-feira (11). O projeto de decreto legislativo (PDL) 198/2024 do senador Ireneu Orth (PP-RS) recebeu voto favorável do relator, senador Jorge Seif (PL-SC), e agora segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Criado em junho deste ano pelo Decreto 11.995, de 2024, o Programa Terra da Gente especifica que as terras destinadas à reforma agrária podem ser obtidas por meio de desapropriação por interesse social, por doação, compra e venda. Além disso, entre outras possibilidades, podem também ser utilizadas terras objeto de perdimento (desapropriadas pela Justiça por qualquer motivo), expropriadas por terem sido usadas para o cultivo de plantas psicotrópicas (como maconha) ou com o uso de trabalho análogo ao escravo.

Favorável à revogação do decreto, Seif argumenta que o texto é ilegal ao prever a possibilidade de desapropriação de imóveis pelo descumprimento de sua função social conforme regulamentação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

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O Incra nunca gozou de competência ou atribuição para regulamentar o exercício da função social da propriedade rural e, por isso, não expede normas infralegais a serem seguidas por agentes privados e capazes de caracterizar qualquer um dos elementos que constituem o atendimento à função social da propriedade”, afirma.

Além disso, segundo o relator, ao determinar a verificação simultânea do cumprimento da função social e da produtividade do imóvel, o decreto afrontaria o princípio da eficiência na administração pública, pois o artigo 185 da Constituição proíbe a desapropriação de imóveis produtivos.

Ainda de acordo com Seif, o decreto contraria a Lei 8.629, de 1993, que dificulta a desapropriação de imóveis invadidos. O senador aponta que artigo do decreto prevê a possibilidade de acordo entre o Incra, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e outras entidades para a troca de informações sobre conflitos agrários, descumprimento de legislação trabalhista e ambiental e existência de trabalho análogo ao escravo.

De maneira destoante e incompatível, o art. 45 dispõe que a existência de ‘conflito fundiário’ é causa suficiente para a instrução de processos de desapropriação por interesse social”, afirma o senador.

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Seif recomendou que seja considerado prejudicado o PDL 201/2024, do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), que tem o mesmo objetivo e tramita junto com o PDL 198/2024. O projeto de Ireneu Orth foi apresentado antes e, por isto, tem precedência regimental.

Na opinião de Ireneu Orth, o Programa Terra da Gente representa “um desvio significativo dos modelos anteriores de reforma agrária”, adotando um modelo “associado historicamente a resultados menos produtivos”. Além disso, afirma, o decreto que criou o programa invade a competência legislativa do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais; texto pode ir ao Senado

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que fixa o piso salarial do assistente social em R$ 5,5 mil para carga de trabalho de 30 horas semanais. O valor será reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada a versão da Comissão de Trabalho para o Projeto de Lei 1827/19, do deputado Célio Studart (PSD-CE), e apensados. O texto original previa um piso de R$ 4,2 mil.

Justificativa
“Os assistentes sociais desempenham funções essenciais na análise, elaboração e execução de políticas e projetos que viabilizam direitos e o acesso da população a políticas públicas”, disse Célio Studart na justificativa que acompanha a proposta.

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Hoje, são cerca de 242 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). “É o segundo país no mundo em número de assistentes sociais, mas ainda não existe um piso salarial”, disse o autor da proposta.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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