POLÍTICA NACIONAL

Avança regulamentação da profissão de tecnólogo em engenharia e agronomia

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (2) um projeto que regulamenta o exercício da profissão de tecnólogo nas áreas de engenharia, agronomia, geologia, geografia e meteorologia. A matéria segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O Projeto de Lei (PL) 384/2024 foi proposto pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e recebeu relatório favorável da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). O texto regulamenta a atuação de tecnólogos em áreas abrangidas pelo Sistema Confea/Crea, formado pelo Conselho Federal e pelos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia.

A matéria assegura o exercício da profissão de tecnólogo a profissionais:

  • diplomados por instituições nacionais em cursos superiores de tecnologia, reconhecidos oficialmente; e
  • diplomados por instituição estrangeira de ensino superior, em curso considerado equivalente aos oferecidos em território nacional, com diploma revalidado.

As atribuições profissionais variam de acordo com o projeto pedagógico e com a matriz curricular informados pela instituição de ensino. O tecnólogo pode ser considerado tecnicamente responsável por uma empresas, desde que os objetivos sociais da pessoa jurídica sejam compatíveis com a formação acadêmica e as atribuições do profissional.

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Para o senador Izalci Lucas (PL-DF), a profissão de tecnólogo, embora exercida há mais de 40 anos, sofre com restrições ao livre exercício de novas competências no mundo tecnológico.

Na avaliação de Dorinha Seabra, a mudança pode facilitar a contratação de mão de obra qualificada.

— São profissionais que se adequam melhor às demandas do mercado de trabalho e, portanto, contribuem para diminuir o grave problema de falta de mão de obra qualificada no país. Segundo pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas, 65% das empresas relatam dificuldades em encontrar mão de obra qualificada. Portanto, este projeto trata de reconhecer a relevância dos tecnólogos para o nosso mercado de trabalho — disse a relatora.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) defendeu a aprovação da matéria.

— Eu, como engenheira agrônoma, concordo com o Confea. Nós precisamos mesmo de mais tecnólogos para que (os tecnólogos) possam trabalhar nas mais diversas áreas. A inovação e a tecnologia chegaram ao setor de maneira muito forte. Precisamos realmente desta regulamentação — afirmou. 

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Pagamento de juros

A CAE aprovou ainda um requerimento para que o Ministério da Fazenda informe quanto o Brasil pagou de juros da dívida pública desde o Plano Real, em 1994.

O pedido, feito pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), contou com o apoio do presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), e das senadoras Tereza Cristina e Professora Dorinha.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Município de Mara Rosa recebe o título de Capital Nacional do Açafrão

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Já está em vigor a Lei 15.464, de 2026, que confere o título de Capital Nacional do Açafrão ao município de Mara Rosa, em Goiás. Sancionada pela Presidência da República, a lei foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (10).

Com uma população estimada em cerca de 10 mil habitantes, o município — que está localizado na região norte do estado — é conhecido pela produção de açafrão

Projeto

A lei que confere o título à cidade teve origem no PL 2.522/2021, projeto do ex-deputado federal João Campos. Atualmente ele é vice-prefeito de Aparecida de Goiânia (GO).

Além de passar Câmara dos Deputados, o projeto também foi analisado no Senado, na Comissão de Agricultura (CRA). O relator da matéria nesse colegiado foi o senador Wilder Morais (PL-GO).

No parecer favorável que apresentou, Wilder afirma que “a iniciativa encontra respaldo no notório vínculo histórico, cultural e socioeconômico existente entre a cidade e o cultivo da Curcuma longa, planta popularmente conhecida como açafrão-da-terra”.

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Ele acrescenta que “a planta encontrou em Mara Rosa condições edafoclimáticas excepcionais para seu desenvolvimento, consolidando-se, ao longo das décadas, como base da economia local e elemento identitário da comunidade“.

Segundo Wilder, o setor gera mais de três mil empregos diretos e indiretos e contribui significativamente para o produto interno bruto municipal, inclusive com o envolvimento de mais de 300 famílias organizadas em cooperativa própria.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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