POLÍTICA NACIONAL

Contribuição do governo para o Fundeb deve chegar a R$ 58,8 bi, diz ministro

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O ministro da Educação, Camilo Santana, disse a deputados da Comissão de Educação da Câmara nesta quarta-feira (21) que a contribuição da União para o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) deve chegar a R$ 58,8 bilhões neste ano – aumento de 18,3% em relação a 2024. 

“E não há contrapartida na qualidade de aprendizagem em relação aos recursos recebidos por estados e municípios”, salientou. Para ele, é preciso revisar a legislação, já que as únicas exigências para os entes hoje referem-se ao número de alunos matriculados e à aprovação ao fim do ano letivo. 

Ele também informou que mais de R$ 4 bilhões já foram repassados a estados e municípios para o Programa Escola em Tempo Integral, que tem a meta de 1 milhão de novas matrículas por ano e já atingiu 965 mil novas matrículas em 2023/2024. Em maio, novos dados serão divulgados, mas a expectativa é que tenham sido criadas 942 mil novas matrículas em 2024/2025.

Santana citou ainda o investimento de R$ 2,1 bilhões no programa Escolas Conectadas; e de R$ 9,15 bilhões no Pé de Meia, destinado à permanência e à conclusão escolar de estudantes do ensino médio. Conforme o ministro, mais de 4 milhões de estudantes já foram beneficiados. Ele mencionou ainda o investimento de R$ 4 bilhões até 2027 no Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de Jovens e Adultos.

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Construção de escolas
Camilo Santana citou investimentos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) voltados à conclusão de obras em escolas (R$1,5 bilhão) e construção de novas escolas (R$ 13,3 bilhões no primeiro edital e R$ 2,25 bilhões no segundo). “Concluímos 1.215 obras, que foram entregues nestes dois anos do governo Lula”, apontou.

Para instituições de ensino superior, mais R$ 5,5 bilhões foram investidos. Ele destacou ainda a criação de 102 novos institutos federais, voltados à educação profissional e tecnológica, durante o atual governo (R$ 3,9 bilhões). 

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Esclarecimentos acerca da não divulgação dos dados de alfabetização do SAEB – Sistema de Avaliação da Educação Básica. Dep. Sâmia Bomfim (PSOL - SP)
Sâmia Bomfim manifestou preocupação com orçamento das universidades federais

Universidades federais
A deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) manifestou preocupação com a situação atual do orçamento das universidades federais. Segundo ela, o cenário foi agravado com a publicação recente do Decreto 12.448/25, que trata da programação orçamentária e do cronograma de execução mensal de desembolso do Poder Executivo para 2025. Para a deputada, na prática o decreto significa corte no orçamento das universidades, porque 61% dos recursos poderão ser utilizados até novembro e 39%, em dezembro.

“Isso, na prática, inviabiliza o pagamento de questões fundamentais, de infraestrutura, de bolsas acadêmicas, de assistência estudantil”, disse a deputada, lembrando que várias entidades, como a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, se posicionaram contra o decreto.

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Camilo Santana afirmou que o orçamento para as universidades cresceu de R$ 5,7 bilhões, em 2022, para R$ 7,1 bilhões em 2023. Já em 2024, o orçamento foi cortado na tramitação da lei orçamentária no Congresso Nacional – de R$ 7,5 bilhões originalmente previstos para R$ 7,2 bilhões. Ele informou ainda que todos os reitores serão convidados na próxima semana para reunião no Planalto para tratar da recomposição do orçamento das universidades.

O ministro ressaltou ainda o reajuste, neste governo, de 40% em bolsas de estudo de mestrado e doutorado da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que, de acordo com Santana, estavam sem reajuste há mais de dez anos. Entre as ações voltadas ao ensino superior, Camilo Santana citou o lançamento neste ano do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que será realizado anualmente, com início em 2025. 

Reportagem – Lara Haje
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão de Educação aprova projeto que prorroga bolsas de pesquisa para pais estudantes

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que garante a pesquisadores e estudantes do ensino superior o direito de prorrogar o prazo de suas bolsas de estudo em caso de nascimento de filho. A proposta inclui explicitamente a paternidade biológica entre as situações que permitem o afastamento temporário mantendo o auxílio financeiro.

Pelo texto, bolsas de estudo com duração mínima de 12 meses poderão ter seus prazos estendidos por até 180 dias se houver comprovação de afastamento por nascimento, adoção ou obtenção de guarda judicial.

O projeto altera a Lei 13.536/17, que já permite a prorrogação dos prazos de vigência das bolsas de estudo, mencionando a maternidade, o parto e a adoção, mas não o nascimento de filho. A proposta revoga ainda trechos dessa lei que impedem que dois bolsistas usufruam do benefício simultaneamente pelo mesmo evento de adoção ou guarda.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Professor Alcides (PSDB-GO), para o Projeto de Lei 4311/25, da deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

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Professor Alcides afirmou que a proposta incentiva a “participação dos pais no cuidado dos filhos desde o nascimento ou adoção”. “Caso ambos os pais sejam bolsistas, o direito assegurado aos dois favorece a conclusão de estudos e pesquisas da mãe, que ficaria menos sobrecarregada nos cuidados com o filho”, destacou ainda.

Mudança no prazo
O projeto inicial de Tabata propunha um afastamento padrão de 60 dias para os pais, que só seria ampliado para 180 dias em situações específicas, como falecimento da mãe ou adoção monoparental pelo pai. O novo texto passou a prever prazo de até 180 dias para todos os casos, alinhando a norma com legislações recentes sobre o tema.

Outra mudança foi a retirada de dispositivos que tratavam da prorrogação de prazos para a conclusão de cursos e atividades acadêmicas. Professor Alcides explicou que essa necessidade já é suprida pela legislação vigente, que garante um prazo mínimo de 180 dias para estudantes de ambos os sexos concluírem seus cursos em virtude de nascimento ou adoção.

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Por isso, o novo texto altera especificamente as regras de vigência das bolsas de estudo concedidas por agências de fomento.

Próximos passos
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda passará pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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